Romanos 10:4
Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

Doutrinários

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Catecismo de Heidelberg (1563)

Catecismo de Heidelberg (1563)

por

Zacarias Ursino e Gaspar Oleviano

 

DOMINGO 1


1. Qual é o seu único fundamento, na vida e na morte?

O meu único fundamento é meu fiel Salvador Jesus Cristo (l). A Ele pertenço, em corpo e alma, na vida e na morte (2) , e não pertenço a mim mesmo (3). Com seu precioso sangue Ele pagou (4) por todos os meus pecados e me libertou de todo o domínio do diabo (5). Agora Ele me protege de tal maneira (6) que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo (7). Além disto, tudo coopera para o meu bem (8). Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida eterna (9) e me torna disposto a viver para Ele, daqui em diante, de todo o coração (10).

(1) 1Co 3:23; Tt 2:14. (2) Rm 14:8; 1Ts 5:9,10. (3) 1Co 6:19,20. (4) 1Pe 1:18,19; 1Jo 1:7; 1Jo 2:2,12. (5) Jo 8:34-36; Hb 2:14,15; 1Jo 3:8. (6) Jo 6:39; Jo 10:27-30; 2Ts 3:3; 1Pe 1:5. (7) Mt 10:29,30; Lc 21:18. (8) Rm 8:28. (9) Rm 8:16; 2Co 1:22; 2Co 5:5; Ef 1:13,14. (10) Rm 8:14; 1Jo 3:3.

2. O que você deve saber para viver e morrer neste fundamento?

R. Primeiro: como são grandes meus pecados e minha miséria (1). Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha miséria (2). Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salvação (3).

(1) Mt 9:12; Jo 9:41; Rm 3:10; 1Jo 1:9,10. (2) Lc 24:46,47; Jo 17:3; At 4:12; At 10:43; 1Co 6:11; Tt 3:3-7. (3) Sl 50:14,15; Sl 116:12,13; Mt 5:16; Rm 6:12,13; Ef 5:10; 2Tm 2:15; 1Pe 2:9,12. Veja também Mt 11:28-30; Ef 5:8.


PARTE 1: NOSSA MISÉRIA

DOMINGO 2

3. Como você conhece sua miséria?

R. Pela lei de Deus (1).

(1) Rm 3:20.

4. O que a lei de Deus exige de nós?

R. Isto Cristo nos ensina num resumo, em Mateus 22:37-40: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. " Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (1).

(1) Lv 19:18; Dt 6:5; Mc 12:30,31; Lc 10:27.

5. Você pode observar esta lei perfeitamente?

R. Não, não posso (1) , porque por natureza sou inclinado a odiar a Deus e a meu próximo (2).

(1) Rm 3:10,20,23; 1Jo 1:8,10. (2) Gn 6:5; Gn 8:21; Jr 17:9; Rm 7:23; Rm 8:7; Ef 2:3; Tt 3:3.

 

DOMINGO 3


6. Mas Deus criou o homem tão mau e perverso?

R. Não, Deus criou o homem bom (1) e à sua imagem (2) , isto é, em verdadeira justiça e santidade, para conhecer corretamente a Deus seu Criador, amá-Lo de todo o coração e viver com Ele em eterna felicidade, para louvá-Lo e glorificá-Lo (3).

(1) Gn 1:31. (2) Gn 1:26,27. (3) 2Co 3:18; Ef 4:24; Cl 3:10.

7. De onde vem, então, esta natureza corrompida do homem?

R. Da queda e desobediência de nossos primeiros pais, Adão e Eva, no paraíso (1). Ali, nossa natureza tornou-se tão envenenada, que todos nós somos concebidos e nascidos em pecado (2).

(1) Gn 3; Rm 5:12,18,19. (2) Sl 51:5; Jo 3:6.

8. Mas nós somos tão corrompidos que não podemos fazer bem algum e que somos inclinados a todo mal?
R. Somos sim (l) , se não nascermos de novo pelo Espírito de Deus (2).

(1) Gn 6:5; Gn 8:21; Jó 14:4; Jo 15:14,16,35; Is 53:6; Tt 3:3. (2) Jo 3:3,5; 1Co 12:3; 2Co 3:5.

 

DOMINGO 4


9. Então, Deus exige do homem, em sua lei, o que este não pode cumprir. Isto não é injusto?

R. Não, pois Deus criou o homem de tal maneira que este pudesse cumprir a lei (1). O homem, porém, sob instigação do diabo e por sua própria rebeldia, privou a si mesmo e a todos os seus descendentes destes dons (2).

(1) Gn 1:27; Ef 4:24. (2) Gn 3:4-6; Rm 5:12; 1Tm 2:13,14.

10, Deus deixa sem castigo esta desobediência e rebeldia?

R. Não, não deixa, porque Ele se ira terrivelmente tanto contra os pecados em que nascemos como contra os que cometemos, e quer castigá-los por justo julgamento, agora, nesta vida, e na futura (1). Ele mesmo declarou: "Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las" (Gálatas 3:10)(2).

(1) Gn 2:17; Êx 20:5; Êx 34:7; Sl 5:5; Na 1:2; Rm 1:18; Rm 5:12; Ef 5:6; Hb 9:27. (2) Dt 27:26.

11. Mas Deus não é também misericordioso?

R. Deus na verdade é misericordioso(1), mas também e justo (2). Por isso, sua justiça exige que o pecado, cometido contra a suprema majestade de Deus, seja castigado também com a pena máxima, quer dizer, com o castigo eterno em corpo e alma (3).

(1) Êx 20:6; Êx 34:6,7. (2) Êx 20:5; Êx 23:7; Êx 34:7; Sl 7:9. (3) Na 1:2,3; 2Ts 1:9.

 


PARTE 2: NOSSA SALVAÇÃO

DOMINGO 5

 

12. Então, conforme o justo julgamento de Deus, merecemos castigo, nesta vida e na futura. Como podemos escapar deste castigo e, de novo, ser aceitos por Deus em graça?

R. Deus quer que sua justiça seja cumprida (1). Por isso, nós mesmos devemos satisfazer essa justiça, ou um outro por nós (2).

(1) Gn 2:17; Êx 20:5; Êx 23:7; Ez 18:4; Hb 10:30. (2) Mt 5:26; Rm 8:3,4.

13. Nós mesmos podemos satisfazer essa justiça?

R. De maneira alguma. Pelo contrário, aumentamos, a cada dia, a nossa dívida com Deus(1).

(1) Jó 4:18,19; Jó 9:2,3; Jó 15:16; Sl 130:3; Mt 6:12; Mt 16:26; Mt 18:25.

14. Será que uma criatura, sendo apenas criatura, pode pagar por nós?

R. Não, não pode. Primeiro: porque Deus não quer castigar uma outra criatura pela dívida do homem(1).

Segundo: porque tal criatura não poderia suportar o peso da ira eterna de Deus contra o pecado e dela livrar outros (2).

(1) Gn 3:17; Ez 18:4. (2) Sl 130:3; Na 1:6.

15. Que tipo de Mediador e Salvador, então, devemos buscar?

R. O Mediador deve ser verdadeiro(1) homem e homem justo (2) , contudo, mais poderoso que todas as criaturas; portanto, alguém que é, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus (3).

(1) 1Co 15:21. (2) Hb 7:26. (3) Is 7:14; Is 9:6; Jr 23:6; Lc 11:22; Rm 8:3,4.


DOMINGO 6

 

16. Por que o Mediador deve ser verdadeiro homem e homem justo?

R. Deve ser verdadeiro homem, porque a justiça de Deus exige que o homem pague o pecado do homem (1). Deve ser homem justo, porque alguém que tem seus próprios pecados, não pode pagar por outros (2).

(1) Is 53:3-5; Jr 33:15; Ez 18:4,20; Rm 5:12-15; 1Co 15:21; Hb 2:14-16. (2) Sl 49:7; Hb 7:26,27; 1Pe 3:18.

17. Por que o Mediador deve ser, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus?

R. Porque, somente sendo verdadeiro Deus(1), Ele pode suportar (2) , como homem, o peso da ira (3) de Deus, e conquistar e restituir, para nós, a justiça e a vida (4).

(1) Is 9:6; Rm 1:4; Hb 1:3. (2) Is 53:4,11. (3) Dt 4:24; Sl 130:3; Na 1:6. (4) Is 53:5,11; Is 54:8; Jo 3:16; At 20:28; 1Pe 3:18.

18. Mas quem é esse Mediador que, ao mesmo tempo, é verdadeiro Deus (1) e verdadeiro (2) homem e homem justo (3) ?

R. Nosso Senhor Jesus Cristo (4) , que nos foi dado para completa salvação e justiça (5).

(1) Jr 23:6; Mt 3:1; Rm 8:3; Gl 4:4; 1Jo 5:20. (2) Lc 1:42; Lc 2:6,7; Rm 1:3; Fp 2:7; Hb 2:14,17; Hb 4:15. (3) Is 53:9,11; Jr 23:5; Lc 1:35; Jo 8:46; Hb 4:15; Heb 7:26; 1Pe 1:19; 1Pe 2:22; 1Pe 3:18. (4) Mt 1:23; Lc 2:11; Jo 1:1,14; Jo 14:6; Rm 9:5; 1Tm 2:5; 1Tm 3:16; Hb 2:9. (5) 1Co 1:30; 2Co 5:21.

19. Como você sabe isto?

R. Pelo santo Evangelho, que o próprio Deus, de início, revelou no paraíso(1). Depois mandou anunciá-lo pelos santos patriarcas (2) e profetas (3) e, de antemão, o representou através dos sacrifícios e das outras cerimônias do Antigo Testamento. (4) Finalmente, o cumpriu por seu único Filho (5).

(1) Gn 3:15. (2) Gn 12:3; Gn 22:18; Gn 26:4; Gn 49:10. (3) Is 42:1-4; Is 43:25; Is 49:6; Is 53; Jr 23:5,6; Jr 31:32,33; Mq 7:18-20; Jo 5:46; At 3:22-24; At 10:43; Rm 1:2; Hb 1:1. (4) Cl 2:17; Hb 10:1,7. (5) Rm 10:4; Gl 3:24; Gl 4:4,5; Cl 2:17.


DOMINGO 7

 

20. Todos os homens, então, tornam-se salvos por Cristo, assim como pereceram em Adão?

R. Não(1), somente aqueles que pela verdadeira fé são unidos a Cristo e aceitam todos os seus benefícios (2).

(1) Mt 7:14; Mt 22:14. (2) Sl 2:12; Mc 16:16; Jo 1:12,13; Jo 3:16,18,36; Rm 3:22; Rm 11:20; Hb 4:2,3; Hb 5:9; Hb 10:39; Hb 11:6.

21. O que é a verdadeira fé?

R. A verdadeira fé é o conhecimento e a certeza de que é verdade tudo o que Deus nos revelou em sua Palavra(1). É também a plena confiança (2) de que Deus concedeu, por pura graça, não só a outros, mas também a mim, a remissão dos pecados, a justiça eterna e a salvação (3) , somente pelos méritos de Cristo (4). O Espírito Santo (5) opera esta fé em meu coração, por meio do Evangelho (6).

(1) Rm 4:20,21; Hb 11:1,3; Tg 1:6. (2) Sl 9:10; Rm 4:16-21; Rm 5:1; Rm 10:10; Ef 3:12; Hb 4:16. (3) Hc 2:4; At 10:43; Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:10,38. (4) Lc 1:77,78; Jo 20:31; At 10:43; Rm 3:24; Rm 5:19; Gl 2:16. (5) Mt 16:17; Jo 3:5; Jo 6:29; At 16:14; 2Co 4:13; Ef 2:8; Fp 1:29. (6) Mc 16:15; At 10:44; At 16:14; Rm 1:16; Rm 10:17; 1Co 1:21.

22. Em que um cristão deve crer?

R. Em tudo o que nos é prometido no Evangelho. O Credo Apostólico, resumo de nossa universal e indubitável fé cristã, nos ensina isto(1).

(1) Mt 28:19; Mc 1:15; Jo 20:31.

23. O que dizem os artigos deste Credo?

R. 1) Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra; 2) e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; 3) que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria; 4) padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao inferno; 5) no terceiro dia ressurgiu dos mortos; 6) subiu ao céu e esta sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso; 7) donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. 8) Creio no Espírito Santo; 9) na santa igreja universal de Cristo, a comunhão dos santos; 10) na remissão dos pecados; 11) na ressurreição da carne 12) e na vida eterna.


DOMINGO 8


24. Como se divide este Credo?

R. Em três partes. A primeira trata de Deus Pai e da nossa criação. A segunda de Deus Filho e da nossa salvação. A terceira de Deus Espírito Santo e da nossa santificação.

25. Por que você fala de três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, visto que há um só Deus (1) ?

R. Porque Deus se revelou, em sua Palavra, de tal maneira que estas três Pessoas distintas são o único, verdadeiro e eterno Deus (2).

(1) Dt 6:4; Is 44:6; Is 45:5; 1Co 8:4,6; Ef 4:5,6. (2) Gn 1:2,3; Is 61:1; Mt 3:16,17; Mt 28:19; Lc 1:5; Lc 4:18; Jo 14:26; Jo 15:26; At 2:32,33; 2Co 13:13; Gl 4:6; Ef 2:18; Tt 3:4-6.


DEUS PAI E NOSSA CRIAÇÃO


DOMINGO 9


26. Em que você crê quando diz: "Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra"?

R. Creio que o eterno Pai de nosso Senhor Jesus Cristo criou, do nada, o céu, a terra e tudo o que neles há(1) e ainda os sustenta e governa por seu eterno conselho e providência (2). Ele é também meu Deus e meu Pai, por causa de seu Filho Cristo (3). NEle confio de tal maneira, que não duvido que dará tudo o que for necessário para meu corpo e minha alma (4) ; e que Ele transformará em bem todo mal que me enviar, nesta vida conturbada (5). Tudo isto Ele pode fazer como Deus todo-poderoso (6) e quer fazer como Pai fiel (7).

(1) Gn 1:1; Gn 2:3; Êx 20:11; Jó 33:4; Jó 38:4-11; Sl 33:6; Is 40:26; At 4:24; At 14:15. (2) Sl 104:2-5,27-30; Sl 115:3; Mt 10:29,30; Rm 11:36; Ef 1:11. (3) Jo 1:12; Rm 8:15; Gl 4:5-7; Ef 1:5. (4) Sl 55:22; Mt 6:25,26; Lc 12:22-24. (5) Rm 8:28. (6) Rm 8:37-39; Rm 10:12; Ap 1:8. (7) Mt 6:32,33; Mt 7:9-11.


DOMINGO 10

27. O que é a providência de Deus?

R. É a força Todo-Poderoso e presente (1) , com que Deus, pela sua mão, sustenta e governa o céu, a terra e todas as criaturas (2). Assim, ervas e plantas, chuva e seca (3) , anos frutíferos e infrutíferos, comida e bebida, saúde e doença, riqueza e pobreza e todas as coisas (4) não nos sobrevêm por acaso, mas de sua mão paternal (5).

(1) Sl 94:9,10; Is 29:15,16; Jr 23:23,24; Ez 8:12; Mt 17:27; At 17:25-28. (2) Hb 1:3. (3) Jr 5:24; At 14:17. (4) Pv 22:2; Jo 9:3. (5) Pv 16:33; Mt 10:29.

28. Para que serve saber da criação e da providência de Deus?

R. Para que tenhamos paciência(1) em toda adversidade e mostremos gratidão (2) em toda prosperidade e para que, quanto ao futuro, tenhamos a firme confiança em nosso fiel Deus e Pai, de que criatura alguma nos pode separar do amor dEle (3). Porque todas as criaturas estão na mão de Deus, de tal maneira que sem a vontade dEle não podem agir nem se mover (4).

(1) Jó 1:21,22; Sl 39:9; Rm 5:3,4; Tg 1:3. (2) Dt 8:10; 1Ts 5:18. (3) Sl 55:22; Rm 5: 4,5; Rm 8:38,39. (4) Jó 1:12; Jó 2:6; Pv 21:1; At 17:25-28.


DEUS FILHO E NOSSA SALVAÇÃO


DOMINGO 11


29. O nome "Jesus" significa "Salvador". Por que o Filho de Deus tem este nome?

R. Porque Ele nos salva de todos os nossos pecados(1) e porque, em ninguém mais, devemos buscar ou podemos encontrar salvação (2).

(1) Mt 1:21; Hb 7:25. (2) Is 43:11; Jo 15:4,5; At 4:11,12; 1Tm 2:5; 1Jo 5:11,12.

30. Será que aqueles que buscam, o bem e a salvação nos assim chamados "santos", ou em si mesmos ou em qualquer lugar, realmente crêem no único Salvador?

R. Não, não crêem, pois na prática negam o único Salvador Jesus, ainda que falem tanto dEle(1). Pois das duas, uma: ou Jesus não é o perfeito Salvador, ou aqueles que O aceitam como Salvador com verdadeira fé, encontram nEle tudo o que é necessário para a salvação (2).

(1) 1Co 1:13,30,31; Gl 5:4. (2) Is 9:7; Jo 1:16; Cl 1:19,20; Cl 2:10; Hb 12:2; 1Jo 1:7.

 

DOMINGO 12

 

31. O nome "Cristo" significa "Ungido". Por que Jesus tem também este nome?

R. Porque Ele foi ordenado por Deus Pai e ungido(1) com o Espírito Santo para ser nosso supremo Profeta e Mestre, nosso único Sumo Sacerdote e nosso eterno Rei.

Como Profeta Ele nos revelou plenamente o plano de Deus para nossa salvaçao (2) ;

como Sumo Sacerdote Ele nos resgatou pelo único sacrifício de seu corpo (3) e, continuamente, intercede por nós junto ao Pai (4) ;

como Rei Ele nos governa por sua Palavra e Espírito e nos protege e guarda na salvação (5) que Ele conquistou para nós.

(1) Sl 45:7; Is 61:1; Lc 4:18; At 10:38; Hb 1:9. (2) Dt 18:15; Is 55:4; Mt 11:27; Jo 1:18; Jo 15:15; At 3:22. (3) Sl 110:4; Hb 7:21; Hb 9:12,14,28; Hb 10:12,14. (4) Rm 8:34; Hb 7:25; Hb 9:24; 1Jo 2:1. (5) Sl 2:6; Zc 9:9; Mt 21:5; Mt 28:18; Lc 1:33; Jo 10:28; Ap 12:10,11.

32. Por que você e chamado cristão (1) ?

R. Porque pela fé sou membro de Cristo e, por isso, também sou ungido (2) para ser profeta, sacerdote e rei. Como profeta confesso o nome dEle (3) ; Como sacerdote ofereço minha vida a Ele como sacrifício vivo de gratidão (4) ; e como rei combato (5) , nesta vida, o pecado e o diabo, de livre consciência, e depois, na vida eterna, vou reinar com Ele sobre todas as criaturas (6).

(1) At 11:26. (2) Is 59:21; Jl 2:28; At 2:17; 1Co 6:15; 1Jo 2:27. (3) Mt 10:32,33; Rm 10:10. (4) Êx 19:6; Rm 12:1; 1Pe 2:5; Ap 1:6; Ap 5:8,10. (5) Rm 6:12,13; Gl 5:16,17; Ef 6:11; 1Tm 1:18,19; 1Pe 2:9,11. (6) 2Tm 2:12; Ap 22:5.


DOMINGO 13


33. Por que Cristo é chamado "o único Filho de Deus", se nós também somos filhos de Deus?

R. Porque só Cristo é, por natureza, o Filho eterno de Deus(1). Nós, porém, somos filhos adotivos de Deus (2) , pela graça, por causa de Cristo.

(1) Jó 1:14,18; Jo 3:16; Rm 8:32; Hb 1:1,2; 1Jo 4:9. (2) Jo 1:12; Rm 8:15-17; Gl 4:6; Ef 1:5,6

34. Por que você chama Cristo "nosso Senhor"?

R. Porque Ele nos comprou e resgatou, corpo e alma, dos nossos pecados e de todo o domínio do diabo, não com ouro ou prata, mas com seu precioso sangue. Assim pertencemos a Ele(1).

(1) Jo 20:28; 1Co 6:20; 1Co 7:23; Ef 1:7; 1Tm 2:6; 1Pe 1:18,19; 1Pe 2:9.

 

DOMINGO 14


35. O que você entende, quando diz que Cristo "foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria"?

R. Entendo que o eterno Filho de Deus, que é e permanece verdadeiro e eterno Deus(1), tornou-se verdadeiro homem (2) , da carne e do sangue da virgem Maria (3) , por obra do Espírito Santo. Assim Ele é, de fato, o descendente de Davi (4) igual a seus irmãos em tudo, mas sem pecado (5).

(1) Mt 1:23; Mt 3:17; Mt 16:16; Mt 17:5; Mc 1:11; Jo 1:1 Jo 17:3,5; Jo 20:28; Rm 1:3,4; Rm 9:5; Fp 2:6; Cl 1:15,16; Tt 2:13; Hb 1:3; 1Jo 5:20. (2) Mt 1:18,20; Lc 1:35. (3) Lc 1:31,42,43; Jo 1:14; Gl 4:4. (4) 2Sm 7:12; Sl 132:11; Mt 1:1; Lc 1:32; At 2:30,31; Rm 1:3. (5) Fp 2:7; Hb 2:14,17; Hb 4:15; Hb 7:26,27.

36. Que importância tem para você Cristo ter sido concebido e nascido sem pecado?

R. Que Ele e nosso Mediador(1) e com sua inocência e perfeita santidade, cobre diante de Deus meu pecado (2) no qual fui concebido e nascido.

(1) Hb 2:16-18; Hb 7:26,27. (2) Sl 32:1; Is 53:11; Rm 8:3,4; 1Co 1:30,31; Gl 4:4,5; 1Pe 1:18,19; 1Pe 3:18.


DOMINGO 15

 

37 O que você quer dizer com a palavra "padeceu"?

R. Que Cristo, em corpo e alma, durante toda a sua vida na terra, mas principalmente no final, suportou a ira de Deus contra os pecados de todo o gênero humano(1). Por este sofrimento, como o único sacrifício propiciatório (2) , Ele salvou, da condenação eterna de Deus, nosso corpo e alma (3) e conquistou para nós a graça de Deus, a justiça e a vida eterna (4).

(1) Is 53:4,12; 1Tm 2:6; 1Pe 2:24; 1Pe 3:18. (2) Is 53:10; Rm 3:25; 1Co 5:7; Ef 5:2; Hb 9:28; Hb 10:14; 1Jo 2:2; 1Jo 4:10. (3) Gl 3:13; Cl 1:13; Hb 9:12; 1Pe 1:18,19. (4) Jo 3:16; Jo 6:51; 2Co 5:21; Hb 9:15; Hb 10:19.

38. Por que Ele padeceu "sob Pôncio Pilatos"?

R. Cristo, embora julgado inocente, foi condenado pelo juiz oficial (1) , para que nos libertasse do severo juízo de Deus que devia cair sobre nós (2).

(1) Mt 27:24; Lc 23:13-15; Jo 18:38; Jo 19:4; Jo 19:11. (2) Is 53:4,5; 2Co 5:21; Gl 3:13.

39. Cristo "foi crucificado". Isto tem mais sentido do que morrer de outra maneira?

R. Tem sim, porque pela crucificação tenho certeza de que Ele tomou sobre si (1) a maldição que pesava sobre mim. Pois a morte da cruz era maldita por Deus (2).

(1) Gl 3:13. (2) Dt 21:23.


DOMINGO 16


40. Por que Cristo devia sofrer a morte?

R. Porque a justiça e a verdade de Deus(1) exigiam a morte do Filho de Deus; não houve outro meio de pagar nossos pecados (2).

(1) Gn 2:17. (2) Rm 8:3,4; Fp 2:8; Hb 2:9,14,15.

41. Por que Ele foi "sepultado"?

R. Para dar testemunho de que estava realmente morto(1).

(1) Mt 27:59,60; Lc 23:53; Jo 19:40-42; At 13:29; 1Co 15:3,4.

42. Se Cristo morreu por nós, por que devemos nós morrer também?

R. Nossa morte não é para pagar nossos pecados(1), mas somente significa que morremos para o pecado e que passamos para a vida eterna (2).

(1) Mc 8:37. (2) Jo 5:24; Rm 7:24,25; Fp 1:23.

43. Que importância tem, para nós, o sacrifício e a morte de Cristo na cruz?

R. Pelo poder de Cristo, nosso velho homem é crucificado, morto e sepultado com Ele(1), para que os maus desejos da carne não mais nos dominem (2) , mas que nos ofereçamos a Ele, como sacrifício de gratidão (3).

(1) Rm 6:6. (2) Rm 6:8,11,12. (3) Rm 12:1.

44. Por que se acrescenta: "desceu ao inferno"?

R. Porque meu Senhor Jesus Cristo sofreu, principalmente na cruz inexprimíveis angústias, dores e terrores(1). Por isso, até nas minhas mais duras tentações, tenho a certeza de que Ele me libertou da angústia e do tormento do inferno (2).

(1) Mt 26:38; Mt 27:46; Hb 5:7. (2) Is 53:5.


DOMINGO 17


45. Que importância tem, para nós, a ressurreição de Cristo?

R. Primeiro: pela ressurreição, Ele venceu a morte, para que nós pudéssemos participar da justiça, que Ele conquistou por sua morte (1). Segundo: nos também, por seu poder, somos ressuscitados para a nova vida (2). Terceiro: a ressurreição de Cristo é uma garantia de nossa ressurreição em glória (3).

(1) Rm 4:25; 1Co 15:16-18; 1Pe 1:3. (2) Rm 6:4; Cl 3:1-3; Ef 2:4-6; (3) Rm 8:11; 1Co 15:20-22.


DOMINGO 18

 

46. O que você quer dizer com as palavras: "subiu ao céu"?

R. Que Cristo, à vista de seus discípulos, foi elevado da terra ao céu(1) e lá esta para nosso bem (2) , até que volte para julgar os vivos e os mortos (3).

(1) Mt 16:19; Lc 24:51; At 1:9. (2) Rm 8:34; Ef 4:10; Cl 3:1; Hb 4:14; Hb 7:24,25; Hb 9:24. (3) Mt 24:30; At 1:11.

47. Cristo, então, não está conosco até o fim do mundo, como nos prometeu(1)?

R. Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Segundo sua natureza humana não está agora na terra (2) , mas segundo sua divindade, majestade, graça e Espirito jamais se afasta de nós (3).

(1) Mt 28:20. (2) Mt 26:11; Jo 16:28; Jo 17:11; At 3:21; Hb 8:4. (3) Mt 28:20; Jo 14:16-18; Jo 16:13; Ef 4:8.

48. Mas se a natureza humana não está em todo lugar onde a natureza divina está, as duas naturezas de Cristo não são separadas uma da outra?

R. De maneira nenhuma; a natureza divina de Cristo não pode ser limitada e está presente em todo lugar. Por isso, podemos concluir que a natureza divina dEle está na sua natureza humana e permanece pessoalmente unida a ela, embora também esteja fora dela (2).

(1) Is 66:1; Jr 23:23,24; At 7:49; At 17:27,28. (2) Mt 28:6; Jo 3:13; Jo 11:15; Cl 2:8.

49. Que importância tem, para nós, a ascensão de Cristo?

R. Primeiro: Ele é, no céu, nosso Advogado junto a seu Pai(1). Segundo: em Cristo temos nossa carne no céu, como garantia segura de que Ele, como nosso Cabeça, também nos levará para si, como seus membros (2). Terceiro: Ele nos envia seu Espírito, como garantia (3) , pelo poder do Espírito buscamos as coisas que são do alto, onde Cristo está sentado a direita de Deus, e não as coisas que são da terra (4).

(1) Rm 8:34; 1Jo 2:1. (2) Jo 14:2,3; Jo 17:24; Ef 2:6. (3) Jo 14:16; Jo 16:7; At 2:33; 2Co 1:22; 2Co 5:5. (4) Fp 3:20; Cl 3:1.


DOMINGO 19


50. Por que se acrescenta: "e está sentado à direita de Deus"?

R. Porque Cristo subiu ao céu para mani festar-se, lá mesmo, como o Cabeça de sua igreja cristã(1) e para governar tudo em nome de seu Pai (2).

(1) Ef 1:20-23; Cl 1:18. (2) Mt 28:18; Jo 5:22.

51. Que importância tem, para nós, essa glória de Cristo, nosso Cabeça?

R. Primeiro: por seu Espírito Santo, Ele derrama sobre nós, seus membros, os dons celestiais(1). Segundo: Ele nos defende e protege, por seu poder, contra todos os inimigos (2).

(1) At 2:33; Ef 4:8,10-12. (2) Sl 2:9; Sl 110:1,2; Jo 10:28; Ef 4:8; Ap 12:5.

52. Que consolo traz a você a volta de Cristo "para julgar os vivos e os mortos"?

R. Que, em toda miséria e perseguição, espero, de cabeça erguida, o Juiz que vem do céu, a saber: o Cristo que antes se apresentou em meu lugar ao tribunal de Deus e tirou de mim toda a maldição (1).

Ele lançará, na condenação eterna, todos os seus e meus inimigos (2) , mas Ele me levará para si mesmo, com todos os eleitos na alegria e glória celestiais (3).

(1) Lc 21:28; Rm 8:23,24; Fp 3:20; 1Ts 4:16; Tt 2:13. (2) Mt 25:41-43; 2Ts 1:6,8,9. (3) Mt 25:34-36; 2Ts 1:7,10.


DEUS ESPÍRITO SANTO E NOSSA SANTIFICAÇÃO


DOMINGO 20

 

53. O que você crê sobre o Espírito Santo?

R. Primeiro: creio que Ele é verdadeiro e eterno Deus com o Pai e o Filho (1). Segundo: que Ele foi dado também a mim (2). Por uma verdadeira fé, Ele me torna participante de Cristo e de todos os seus benefícios (3). Ele me fortalece (4) e fica comigo para sempre (4).

(1) Gn 1:2; At 5:3,4; 1Co 2:10; 1Co 3:16; 1Co 6:19. (2) Mt 28:19; 2Co 1:21,22 Gl 3:14; Gl 4:6; Ef 1:13. (3) Jo 16:14; 1Co 2:12; 1Pe 1:2. (4) Jo 15:26; At 9:31. (5) Jo 14:16,17; 1Pe 4:14.


DOMINGO 21

 

54. O que você crê sobre "a santa igreja universal de Cristo"?

R. Creio que o Filho de Deus (1) reúne, protege e conserva (2) , dentre todo o gênero humano (3) , sua comunidade (4) eleita para a vida eterna (5). Isto Ele fez por seu Espírito e sua Palavra (6) , na unidade da verdadeira fe (7) , desde o princípio do mundo até o fim (8). Creio que sou membro vivo (9) dessa igreja, agora e para semprel0).

(1) Jo 10:11; Ef 4:11-13; Ef 5:25,26. (2) Sl 129:4,5; Mt 16:18; Jo 10:16,28. (3) Gn 26:4; Is 49:6; Rm 10:12,13; Ap 5:9. (4) Sl 111:1; At 20:28; Hb 12:22,23. (5) Rm 8:29,30; Ef 1:10-14; 1Pe 2:9. (6) Is 59:21; Rm 1:16; Rm 10:14-17; Ef 5:26. (7) Jo 17:21; At 2:42; Ef 4:3-6; 1Tm 3:15. (8) Is 59:21; 1Cor 11:26 (9) Rm 8:10; 1Jo 3:14,19-21. (10) Sl 23:6; Jo 10:28; Rm 8:35-39; 1Co 1:8,9; 1Pe 1:5; 1Jo 2:19.

55, Como você entende as palavras: "a comunhão dos santos"?

R. Primeiro: entendo que todos os crentes, juntos e cada um por si, têm, como membros, comunhão com Cristo, o Senhor, e todos os seus ricos dons (1). Segundo: que todos devem sentir-se obrigados a usar seus dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros (2).

(1) Rm 8:32; 1Co 6:17; 1Co 12:12,13; 1Jo 1:3. (2) 1Co 12:21; 1Co 13:1-7; Fp 2:2-5.

56. O que você crê sobre "a remissão dos pecados"?

R. Creio que Deus, por causa da satisfação em Cristo, jamais quer lembrar-se de meus pecados (1) e de minha natureza pecaminosa (2) , que devo combater durante toda a minha vida. Mas Ele me dá a justiça de Cristo (3) , pela graça, e assim nunca mais serei condenado por Deus (4).

(1) Sl 103:3,10,12; Jr 31:34; Mq 7:19; 2Co 5:19. (2) Rm 7:23-25. (3) 2Co 5:21; 1Jo 1:7; 1Jo 2:1,2. (4) Jo 3:18; Jo 5:24.


DOMINGO 22


57. Que consolo traz a você "a ressurreição da carne"?

R. Meu consolo é que depois desta vida minha alma será imediatamente elevada para Cristo, seu Cabeça (1). E que também esta minha carne, ressuscitada pelo poder de Cristo, será unida novamente à minha alma e se tornará semelhante ao corpo glorioso de Cristo (2).

(1) Lc 16:22; Lc 20:37,38; Lc 23:43; Fp 1:21,23; Ap 14:13. (2) Jó 19:25-27; 1Co 15:53,54; Fp 3:21; 1Jo 3:2.

58. Que consolo traz a você o artigo sobre a vida eterna ?

R. Meu consolo é que, como já percebo no meu coração o início da alegria eterna (1) , depois desta vida terei a salvação perfeita. Esta salvação nenhum olho jamais viu, nenhum ouvido ouviu e jamais surgiu no coração de alguém. Então louvarei a Deus eternamente (2).

(1) Jo 17 3; 2Co 5:2,3. (2) Jo 17:24; 1Co 2:9.

 

A JUSTIFICAÇÃO

DOMINGO 23

 

59. Mas que proveito tem sua fé no Evangelho?

R. O proveito é que sou justo perante Deus, em Cristo, e herdeiro da vida eterna (1).

(1) Hc 2:4; Jo 3:36; Rm 1:17.

60. Como você é justo perante Deus?

R. Somente por verdadeira fé em Jesus Cristo (1).

Mesmo que minha consciência me acuse de ter pecado gravemente contra todos os mandamentos de Deus, e de não ter guardado nenhum deles, e de ser ainda inclinado a todo mal (2) , todavia Deus me dá, sem nenhum mérito meu, por pura graça (3) , a perfeita satisfação, a justiça e a santidade de Cristo (4). Deus me trata (5) como se eu nunca tivesse cometido pecado algum ou jamais tivesse sido pecador; e, como se pessoalmente eu tivesse cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por mim (6). Este benefício é meu somente se eu o aceitar por fé, de todo o coração (7).

(1) Rm 3:21-26; Rm 5:1,2; Gl 2:16; Ef 2:8,9; Fp 3:9. (2) Rm 3:9; Rm 7:23. (3) Dt 9:6; Ez 36:22; Rm 3:24; Rm 7:23-25; Ef 2:8; Tt 3:5. (4) 1Jo 2:1,2. (5) Rm 4:4-8; 2Co 5:19. (6) 2Co 5:21. (7) Jo 3:18; Rm 3:22.

61. Por que você diz que é justo somente pela fé?

R. Eu o digo não porque sou agradável a Deus graças ao valor da minha fé, mas porque somente a satisfação por Cristo e a justiça e santidade dEle me justificam perante Deus (1). Somente pela fé posso aceitar e possuir esta justificação (2).

(1) 1Co 1:30; 1Co 2:2. (2) 1Jo 5:10.


DOMINGO 24


62. Mas por que nossas boas obras não nos podem justificar perante Deus, pelo menos em parte?

R. Porque a justiça que pode subsistir perante o juízo de Deus deve ser absolutamente perfeita e completamente conforme a lei de Deus (1). Entretanto, nesta vida, todas as nossas obras, até as melhores, são imperfeitas e manchadas por pecados (2).

(1) Dt 27:26; Gl 3:10. (2) Is 64:6.

63. Nossas boas obras, então, não têm mérito? Deus não promete recompensá-las, nesta vida e na futura?

R. Essa recompensa não nos é dada por mérito, mas por graça (1).

(1) Lc 17:10.

64. Mas essa doutrina não faz com que os homens se tornem descuidosos e ímpios?

R. Não, pois é impossível que aqueles que estão implantados em Cristo, por verdadeira fé, deixem de produzir frutos de gratidão (1).

(1) Mt 7:18; Jo 15:5.


A PALAVRA E OS SACRAMENTOS


DOMINGO 25


65. Visto que somente a fé nos faz participar de Cristo e de todos os seus benefícios, de onde vem esta fé?

R. Vem do Espírito Santo (1) que a produz em nossos corações pela pregação do Evangelho (2) , e a fortalece pelo uso dos sacramentos (3).

(1) Jo 3:5; 1Co 2:12; 1Co 12:3; Ef 1:17, 18; Ef 2:8; Fp 1:29. (2) At 16:14; Rm 10:17; 1Pe 1:23. (3) Mt 28:19.

66. Que são sacramentos?

R. São visíveis e santos sinais e selos. Deus os instituiu para nos fazer compreender melhor e para garantir a promessa do Evangelho, pelo uso deles. Essa promessa é que Deus nos dá, de graça, o perdão dos pecados e a vida eterna, por causa do único sacrifício de Cristo na cruz (1).

(1) Gn 17:11; Lv 6:25; Dt 30:6; Is 6:6,7; Is 54:9; Ez 20:12; Rm 4:11; Hb 9:7,9; Hb 9:24.

67. Então, tanto a Palavra como os sacramentos têm a finalidade de apontar nossa fé para o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, como o único fundamento de nossa salvação (1) ?

R. Sim, pois o Espírito Santo ensina no Evangelho e confirma pelos sacramentos que toda a nossa salvação está baseada no único sacrifício de Cristo na cruz.

(1) Rm 6:3; Gl 3:27.

68. Quantos sacramentos Cristo instituiu na nova aliança?

R. Dois: o santo batismo e a santa ceia.

 

O SANTO BATISMO


DOMINGO 26

 

69. Como o batismo ensina e garante a você que o único sacrifício de Cristo na cruz é para seu bem?

R. Cristo instituiu essa lavagem com água (1) e acrescentou a promessa de lavar, com seu sangue e Espírito, a impureza da minha alma (isto é, todos os meus pecados) (2) tão certo como por fora fico limpo com a água que tira a sujeira do corpo.

(1) Mt 28:19. (2) Mt 3:11; Mc 1:4; Mc 16:16; Lc 3:3; Jo 1:33; At 2:38; Rm 6:3,4; 1Pe 3:21.

70. O que significa ser lavado com o sangue e o Espírito de Cristo?

R. Significa receber perdão dos pecados, pela graça de Deus, por causa do sangue de Cristo, que Ele derramou por nós, em seu sacrifício na cruz (1). Significa também ser renovado pelo Espírito Santo e santificado para ser membro de Cristo. Assim morremos mais e mais para o pecado e levamos uma vida santa e irrepreensível (2).

(1) Ez 36:25; Zc 13:1; Hb 12:24; 1Pe 1:2; Ap 1:5; Ap 7:14. (2) Ez 36:26,27; Jo 1:33; Jo 3:5; Rm 6:4; 1Co 6:11; 1Co 12:13; Cl 2:11,12.

71. Onde Cristo prometeu lavar-nos com seu sangue e seu Espírito, tão certo como somos lavados com a água do batismo?

R. Na instituição do batismo, onde Ele diz: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mateus 28:19). "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porem, não crer será condenado" (Marcos 16:16). Esta promessa se repete também onde a Escritura chama o batismo de "lavagem da regeneração" (Tito 3:5) e de "purificação dos pecados" (Atos 22:16).


DOMINGO 27


72. Então, a própria água do batismo é a purificação dos pecados?

R. Não (1) , pois somente o sangue de Jesus Cristo e o Espírito Santo nos purificam de todos os pecados (2).

(1) Mt 3:11; Ef 5:26; 1Pe 3:21. (2) 1Co 6:11; 1Jo 1:7.

73. Por que, então, o Espírito Santo chama o batismo "lavagem da regeneração" e "purificação dos pecados"?

R. É por motivo muito sério que Deus fala assim. Ele nos quer ensinar que nossos pecados são tirados pelo sangue e Espírito de Cristo assim como a sujeira do corpo é tirada por água (1). E, ainda mais, Ele nos quer assegurar por este divino sinal e garantia que somos lavados espiritualmente dos nossos pecados tão realmente como nosso corpo fica limpo com água (2).

(1) 1Co 6:11; Ap 1:5; Ap 7:14. (2) Mt 16:16; Gl 3:27.

74. As crianças pequenas devem ser batizadas?

R. Devem, sim, porque tanto as crianças como os adultos pertencem à aliança de Deus e à sua igreja (1). Também a elas como aos adultos são prometidos, no sangue de Cristo, a salvação do pecado e o Espírito Santo que produz a fé (2).

Por isso, as crianças, pelo batismo como sinal da aliança, devem ser incorporadas à igreja cristã e distinguidas dos filhos dos incrédulos (3). Na época do Antigo Testamento se fazia isto pela circuncisão (4). No Novo Testamento foi instituído o batismo, no lugar da circuncisão (5).

(1) Gn 17:7. (2) Sl 22:10; Is 44:1-3; Mt 19:14; At 2:39. (3) At 10:47. (4) Gn 17:14. (5) Cl 2:11,12.


A SANTA CEIA


DOMINGO 28


75. Como a santa ceia ensina e garante que você tem parte no único sacrifício de Cristo na cruz e em todos os seus benefícios?

R. Da seguinte maneira: Cristo me mandou, assim como a todos os fiéis, comer do pão partido e beber do cálice, em sua memória. E Ele acrescentou esta promessa: Primeiro, que, por mim, seu corpo foi sacrificado na cruz e que, por mim, seu sangue foi derramado, tão certo como vejo com meus olhos que o pão do Senhor é partido para mim e o cálice me é dado. Segundo, que Ele mesmo alimenta e sacia minha alma para a vida eterna com seu corpo crucificado e seu sangue derramado, tão certo como recebo da mão do ministro e tomo com minha boca o pão e o cálice do Senhor. Eles são sinais seguros do corpo e do sangue de Cristo (1).

(1) Mt 26:26-28; Mc 14:22-24; Lc 22:19,20; 1Co 10:16,17; 1Co 11:23-25.

76. O que significa comer o corpo cruci ficado de Cristo e beber seu sangue derramado?

R. Significa aceitar com verdadeira fé todo o sofrimento e morte de Cristo e assim receber o perdão dos pecados e a vida eterna (1). Significa também ser unido cada vez mais ao santo corpo de Cristo (2) , pelo Espírito Santo que habita tanto nEle como em nós. Assim somos carne de sua carne e osso de seus ossos (3) mesmo que Cristo esteja no céu (4) e nós na terra; e vivemos eternamente e somos governados por um só Espírito, como os membros do nosso corpo o são por uma só alma (5).

(1) Jo 6:35,40,47-54. (2) Jo 6:55,56. (3) Jo 14:23; 1Co 6:15,17,19; Ef 3:16,17; Ef 5:29,30; 1Jo 3:24; 1Jo 4:13. (4) At 1:9,11; At 3:21; 1Co 11:26; Cl 3:1. (5) Jo 6:57; Jo 15:1-6; Ef 4:15,16.

77, Onde Cristo prometeu alimentar e saciar os fieis com seu corpo e seu sangue, tão certo como eles comem do pão partido e bebem do cálice?

R. Nas palavras da instituição da ceia, que são :"O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1Coríntios 11:23-2 (6). O apóstolo Paulo já se tinha referido a esta promessa, dizendo: "Porventura o cálice da bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão" (1Coríntios 10:16,1) (7).

(1) Mt 26:26-28; Mc 14:22-24; Lc 22-19,20.

 

DOMINGO 29


78. Pão e vinho, então, se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo?

R. Não (1). Neste ponto há igualdade entre o batismo e a ceia. A água do batismo não se transforma no sangue de Cristo, nem tira os pecados. Ela é somente um sinal divino e uma garantia disto (2). Igualmente o pão da santa ceia não se transforma no próprio corpo de Cristo (3) , mesmo que seja chamado "corpo de Cristo", conforme a natureza e o uso dos sacramentos (4).

(1) Mt 26:29. (2) Ef 5:26; Tt 3:5. (3) 1Co 10:16; 1Co 11:26. (4) Gn 17:10,11; Êx 12: 11,13; Êx 12:26,27; Êx 13:9; Êx 24:8; At 22:16; 1Co 10:1-4; 1Pe 3:21.

79. Por que, então, Cristo chama o pão "seu corpo" e o cálice "seu sangue" ou "a nova aliança em seu sangue", e por que Paulo fala sobre "a comunhão do corpo e do sangue de Cristo"?

R. É por motivo muito sério que Cristo fala assim. Ele nos quer ensinar que seu corpo crucificado e seu sangue derramado são o verdadeiro alimento e bebida de nossas almas para a vida eterna, assim como pão e vinho mantêm a vida temporária (1). E, ainda mais, Ele nos quer assegurar por estes visíveis sinais e garantias,primeiro: que participamos de seu corpo e sangue, pela obra do Espírito Santo, tão realmente como recebemos com nossa própria boca estes santos sinais, em memória dEle (2) ;e segundo: que todo o seu sofrimento e obediência são nossos, tão certo, como se nós mesmos tivéssemos sofrido e pago por nossos pecados.

(1) Jo 6:51,53-55. (2) 1Co 10:16.


DOMINGO 30


80. Que diferença há entre a ceia do Senhor e a missa do papa?

R. A ceia do Senhor nos testemunha que temos completo perdão de todos os nossos pecados, pelo único sacrifício de Jesus Cristo, que Ele mesmo, uma única vez, realizou na cruz (1) ; e também que, pelo Espírito Santo, somos incorporados a Cristo, que agora, com seu verdadeiro corpo, não está na terra mas no céu, à direita do Pai (3) e lá quer ser adorado por nós (4). A missa, porem, ensina que Cristo deve ser sacrificado todo dia, pelos sacerdotes na missa, em favor dos vivos e dos mortos, e que estes, sem a missa, não tem perdão dos pecados pelo sofrimento de Cristo; e também, que Cristo está corporalmente presente sob a forma de pão e vinho e, por isso, neles deve ser adorado. A missa, então, no fundo, não é outra coisa senão a negação do único sacrifício e sofrimento de Cristo e uma idolatria abominável (5).

(1) Mt 26:28; Lc 22:19,20; Jo 19:30; Hb 7:26,27; Hb 9:12; Hb 9:25-28; Hb 10:10,12,14. (2) 1Co 6:17; 1Co 10:16,17. (3) Jo 20:17; Cl 3:1; Hb 1:3; Hb 8:1,2. (4) At 7:55,56; Fp 3:20; Cl 3:1; 1Ts 1:10. (5) Hb 9:26; Hb 10:12,14.

81. Quem deve vir a santa ceia?

R. Aqueles que se aborrecem de si mesmos por causa dos seus pecados, mas confiam que estes lhes foram perdoados por amor de Cristo e que, também, as demais fraquezas são cobertas por seu sofrimento e sua morte; e que desejam, cada vez mais, fortalecer a fé e corrigir-se na vida. Mas os pecadores impenitentes e os hipócritas comem e bebem para sua própria condenação (1).

(1) 1Co 10:19-22; 1Co 11:28,29.

82. Podem vir a essa ceia também aqueles que, por sua confissão e vida, se mostram incrédulos e ímpios?

R. Não, porque assim é profanada a aliança de Deus e é provocada sua ira sobre toda a congregação (1). Por isso, a igreja cristã tem a obrigação, conforme o mandamento de Cristo e de seus apóstolos, de excluir tais pessoas, pelas chaves do reino dos céus, até que demonstrem arrependimento.

(1) Sl 50:16; Is 1:11-15; Is 66:3; Jr 7:21-23; 1Co 11:20,34.


DOMINGO 31


83. Que são as chaves do reino dos céus?

R. A pregação do santo Evangelho e a disciplina cristã. É por estes dois meios que o reino dos céus se abre para aqueles que crêem e se fecha para aqueles que não crêem (1).

(1) Mt 16:18,19; Mt 18:15-18.

84. Como se abre e se fecha o reino dos céus pela pregação do santo Evangelho?

R. Conforme o mandamento de Cristo, se proclama e testifica aos crentes, a todos juntos e a cada um deles, que todos os seus pecados realmente lhes são perdoados por Deus, pelo mérito de Cristo, sempre que aceitam a promessa do Evangelho com verdadeira fé. Mas a todos os incrédulos e hipócritas se proclama e testifica que a ira de Deus e a condenação permanecem sobre eles, enquanto não se converterem (1). Segundo este testemunho do Evangelho Deus julgará todos, nesta vida e na futura.

(1) Mt 16:19; Jo 20:21-23.

85. Como se fecha e se abre o reino dos céus pela disciplina cristã?

R. Conforme o mandamento de Cristo, aqueles que, com o nome de cristãos, se comportam na doutrina ou na vida como não-cristãos, são fraternalmente advertidos, repetidas vezes. Se não querem abandonar seus erros ou maldades, são denunciados à igreja e aos que, pela igreja, foram ordenados para este fim. Se não dão atenção nem a admoestação destes, não são mais admitidos aos sacramentos e, assim, excluídos da congregação de Cristo, e, pelo próprio Deus, do reino de Cristo. Eles voltam a ser recebidos como membros de Cristo e da sua igreja, quando realmente prometem e demonstram verdadeiro arrependimento (1).

(1) Mt 18:15-18; 1Co 5:3-5,11; 2Co 2:6-8; 2Ts 3:14,15; 1Tm 5:20; 2Jo :10,11.

 


PART 3: NOSSA GRATIDÃO

DOMINGO 32

 


86. Visto que fomos libertados de nossa miséria, por Cristo, sem mérito algum de nossa parte, somente pela graça, por que ainda devemos fazer boas obras?

R. Primeiro: porque Cristo não somente nos comprou e libertou com seu sangue, mas também nos renova, à sua imagem, por seu Espírito Santo, para que mostremos, com toda a nossa vida, que somos gratos a Deus por seus benefícios (1) , e para que Ele seja louvado por nós (2). Segundo: para que, pelos frutos da fé, tenhamos a certeza de que nossa fé é verdadeira (3) e para que ganhemos nosso próximo para Cristo, pela vida cristã que levamos (4).

(1) Rm 6:13; Rm 12:1,2; 1Co 6:20; 1Pe 2:5,9. (2) Mt 5:16; 1Pe 2:12. (3) Mt 7:17,18; Gl 5:6,22; 2Pe 1:10. (4) Mt 5:16; Rm 14:18,19; 1Pe 3:1,2.

87. Não podem ser salvos, então, aqueles que continuam vivendo sem Deus e sem gratidão e não se convertem a Ele?

R. De maneira alguma, porque a Escritura diz que nenhum impuro, idólatra, adúltero, ladrão, avarento, bêbado, maldizente, assaltante ou semelhante herdará o reino de Deus (1).

(1) 1Co 6:9,10; Ef 5:5,6; 1Jo 3:14,15.

 

DOMINGO 33


88. Quantas partes há na verdadeira conversão do homem?

R. Duas: a morte do velho homem e o nascimento do novo homem (1).

(1) Rm 6:4-6; 1Co 5:7; 2Co 7:10; Ef 4:22-24; Cl 3:5-10.

89. O que é a morte do velho homem?

R. É a profunda tristeza por causa dos pecados e a vontade de odiá-los e evitá-los, cada vez mais (1).

(1) Jl 2:13; Rm 8:13.

90. O que é o nascimento do novo homem?

R. É a alegria sincera em Deus, por Cristo (1) , e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras (2).

(1) Is 57:15; Rm 5:1,2; Rm 14:17. (2) Rm 6:10,11; Gl 2:19,20.

91. Que são boas obras?

R. São somente aquelas que são feitas com verdadeira fé (1) conforme a lei de Deus (2) e para sua glória (5) ; não são aquelas que se baseiam em nossa própria opinião ou em tradições humanas (4).

(1) Rm 14:23. (2) Lv 18:4; 1Sm 15:22; Ef 2:10. (3) 1Co 10:31. (4) Is 29:13,14; Ez 20:18,19; Mt 15:7-9.


OS DEZ MANDAMENTOS

DOMINGO 34


92. Que diz a lei do SENHOR?

R. Deus falou todas estas palavras (Êxodo 20:1-17; Deuteronômio 5:6-2 (1) :

"Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. "

Primeiro mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim. "

Segundo mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. "

Terceiro mandamento: "Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar seu nome em vão. "

Quarto mandamento: "Lembra-te do dia de descanso, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o SENHOR abençoou o dia de sábado, e o santificou. "

Quinto mandamento: "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá. "

Sexto mandamento: "Não matarás. "

Sétimo mandamento: "Não adulterarás. "

Oitavo mandamento: "Não furtarás. "

Nono mandamento: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. "

Décimo mandamento: "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo".

93. Como se dividem estes Dez Mandamentos?

R. Em duas partes (1). A primeira nos ensina, em quatro mandamentos, como devemos viver diante de Deus; a segunda nos ensina, em seis mandamentos, as nossas obrigações para com nosso próximo (2).

(1) Êx 31:18; Dt 4:13; Dt 10:3,4. (2) Mt 22:37-40.

94. O que Deus ordena no primeiro mandamento?

R. Primeiro: para não perder minha salvação, devo evitar e fugir de toda idolatria (1) , feitiçaria, adivinhação e superstição (2). Também não posso invocar os santos ou outras criaturas (3). Segundo: devo reconhecer devidamente o único e verdadeiro Deus (4) , confiar somente nEle (5) , me submeter somente a Ele (6) com toda humildade (7) e paciência. Devo amar (8) , temer (9) e honrar (10) a Deus de todo o coração, e esperar todo o bem somente dEle (11). Em resumo, devo renunciar a todas as criaturas e não fazer a menor coisa contra a vontade de Deus (12).

(1) 1Co 6:10; 1Co 10:7,14; 1Jo 5:21. (2) Lv 19:31; Dt 18:9-12. (3) Mt 4:10; Ap 19:10; Ap 22:8,9. (4) Jo 17:3. (5) Jr 17:5,7. (6) Rm 5:3-5; 1Co 10:10; Fp 2:14; Cl 1:11; Hb 10:36. (7) 1Pe 5:5. (8) Dt 6:5; Mt 22:37,38. (9) Dt 6:2; Sl 111:10; Pv 1:7; Pv 9:10; Mt 10:28. (10) Dt 10:20; Mt 4:10. (11) Sl 104:27-30; Is 45:7; Tg 1:17. (12) Mt 5:29,30; Mt 10:37-39; At 5:29.

95. Que é idolatria?

R. Idolatria é inventar ou ter alguma coisa em que se deposite confiança, em lugar ou ao lado do único e verdadeiro Deus, que se revelou em sua Palavra (1).

(1) 1Cr 16:26; Is 44:16,17; Jo 5:23; Gl 4:8; Ef 2:12; Ef 5:5; Fp 3:19; 1Jo 2:23; 2Jo :9.


DOMINGO 35

 

96. O que Deus exige no segundo mandamento?

R. Não podemos, de maneira alguma, representar Deus por imagem ou figura (1). Devemos adorá-Lo somente da maneira que Ele ordenou em sua palavra (2).

(1) Dt 4:15,16; Is 40:18,19,25; At 17:29; Rm 1:23-25. (2) Dt 12:30-32; lSm 15:23; Mt 15:9.

97. Não se pode fazer imagem alguma?

R. Não se pode nem deve fazer nenhuma imagem de Deus. As criaturas podem ser representadas, mas Deus nos proíbe fazer ou ter imagens delas para adorá-las ou para servir a Deus por meio delas (1).

(1) Êx 34:13,14,17; Dt 12:3,4; Dt 16:22; 2Rs 18:4 Is 40:25.

98. Mas não podem ser toleradas as imagens nas igrejas como ‘livros para ignorantes’?
R. Não, porque não devemos ser mais sábios do que Deus. Ele não quer ensinar a seu povo por meio de ídolos mudos (1) , mas pela pregação viva de sua Palavra (2).

(1) Jr 10:5,8; Hc 2:18,19. (2) Rm 10:14-17; 2Tm 3:16,17; 2Pe 1:19.

 

DOMINGO 36


99. O que Deus exige no terceiro mandamento?

R. Não devemos blasfemar ou profanar o santo nome de Deus por maldições (1) ou juramentos falsos (2) nem por juramentos desnecessários (3). Também não devemos tomar parte em pecados tão horríveis, ficando calados quando os ouvimos (4). Em resumo, devemos usar o santo nome de Deus somente com temor e reverencia (5) a fim de que Ele, por nós, seja devidamente confessado (6) , invocado (7) e glorificado por todas as nossas palavras e obras (8).

(1) Lv 24:15,16. (2) Lv 19:12. (3) Mt 5:37; Tg 5:12. (4) Lv 5:1; Pv 29:24. (5) Is 45:23; Jr 4:2. (6) Mt 10:32; Rm 10:9,10. (7) Sl 50:15; 1Tm 2:8. (8) Rm 2:24; Cl 3:17; lTm 6:1.

100. Será que blasfemar o nome de Deus por juramentos e maldições é um pecado tão grande, que Deus se ira também contra aqueles que não se esforçam para impedir e proibir tal coisa?

R. Claro que sim, pois não há pecado maior ou que mais provoque a ira de Deus do que blasfemar seu nome. Por isso, Ele mandava castigar este pecado com a pena da morte (1).

(1) Lv 24:16; Ef 5:11.

 

DOMINGO 37


101. Mas não podemos nós, de modo piedoso, fazer juramento em nome de Deus?

R. Podemos sim, quando as autoridades o exigirem ou quando for preciso, para manter e promover a fidelidade e a verdade, para a glória de Deus e o bem-estar do próximo. Por tal juramento está baseado na Palavra de Deus (1) e era praticado, com razão, pelos santos do Antigo e Novo Testamento (2).

(1) Dt 6:13; Dt 10:20; Hb 6:16. (2) Gn 21:24; Gn 31:53; 1Sm 24:22,23; 2Sm 3:35; 1Rs 1:29,30; Rm 1:9; Rm 9:1; 2Co 1:23.

102. Podemos jurar também pelos santos ou por outras criaturas?

R. Não, porque o juramento legítimo é uma invocação a Deus, para que Ele, o único que conhece os corações, testemunhe a verdade e nos castigue, se jurarmos falsamente. (1) Tal honra não pertence a criatura alguma (2).

(1) Rm 9:1; 2Co 1:23. (2) Mt 5:34-36; Tg 5:12.


DOMINGO 38

 

103. O que Deus ordena no quarto mandamento?

R. Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos (1) , e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso (2) , para conhecer a palavra de Deus (3) , para participar dos sacramentos (4) , para invocar publicamente ao Senhor Deus (5) e para praticar a caridade cristã para com os necessitados (6). Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno (7).

(1) 1Co 9:13,14; 1Tm 3:15; 2Tm 2:2; 2Tm 3:14,15; Tt 1:5. (2) Lv 23:3; Sl 40:9,10; Sl 122:1; At 2:42,46. (3) 1Co 14:1,3; lTm 4:13; Ap 1:3. (4) At 20:7; 1Co 11:33. (5) 1Co 14:16; 1Tm 2:1-4. (6) Dt 15:11; 1Co 16:1,2; 1Tm 5:16. (7) Hb 4:9,10.


DOMINGO 39


104. O que Deus exige no quinto mandamento?

R. Devo prestar toda honra, amor e fidelidade a meu pai e a minha mãe e a todos os meus superiores; devo submeter-me à sua boa instrução e disciplina com a devida obediência (1) , e também ter paciência com seus defeitos (2) ; porque Deus nos quer governar pelas mãos deles (3).

(1) Êx 21:17; Pv 1:8; Pv 4:1; Pv 15:20; Pv 20:20; Rm 13:1; Ef 5:22; Ef 6:1,2,5; Cl 3:18,20,22. (2) Pv 23:22; 1Pe 2:18. (3) Mt 22:21; Rm 13:2,4; Ef 6:4; Cl 3:20.


DOMINGO 40

 

105. O que Deus exige no sexto mandamento?

R. Eu não devo desonrar, odiar, ofender ou matar meu proximo (1) , por mim mesmo ou através de outros. Isto não posso fazer, nem por pensamentos, palavras, ou gestos e muito menos por atos. Mas devo abandonar todo desejo de vingança (2) , não fazer mal a mim mesmo ou, de propósito, colocar-me em perigo (3).

Por isso as autoridades dispõem das armas para impedir homicídios (4).

(1) Gn 9:6; Mt 5:21,22; Mt 26:52. (2) Mt 5:25; Mt 18:35; Rm 12:19; Ef 4:26. (3) Mt 4:7; Cl 2:23. (4) Gn 9:6; Êx 21:14; Rm 13:4.

106. Este mandamento trata somente de matar?

R. Não, proibindo o homicídio, Deus nos ensina que Ele detesta a raiz do homicídio, a saber: a inveja (1) , o ódio (2) , a ira (3) e o desejo de vingança. Ele considera tudo isto homicídio (4).

(1) Sl 37:8; Pv 14:30; Rm 1:29. (2) 1Jo 2:9-11. (3) Tg 1:20; Gl 5:19-21. (4) 1Jo 3:15.

107. Mas é suficiente não matar nosso próximo?

R. Não, porque Deus, condenando a inveja, o ódio e a ira, manda que amemos nosso próximo como a nós mesmos (1) e mostremos paciência, paz, mansidão, misericórdia e gentileza para com ele (2). Devemos evitar seu prejuízo, tanto quanto possível (3) , e fazer bem até aos nossos inimigos (4).

(1) Mt 7:12; Mt 22:39; Rm 12:10. (2) Mt 5:5,7; Lc 6:36; Rm 12:18; Gl 6;1,2; Ef 4:1-3; Cl 3:12; 1Pe 3:8. (3) Êx 23:5. (4) Mt 5:44,45; Rm 12:20,21.

 

DOMINGO 41


108. O que o sétimo mandamento nos ensina?

R. Toda impureza sexual é amaldiçoada por Deus (1). Por isso, devemos detestá-la profundamente e viver de maneira pura e disciplinada (2) , sejamos casados ou solteiros (3).

(1) Lv 18:27-29. (2) 1Ts 4:3-5. (3) Ml 2:16; Mt 19:9; 1Co 7:10,11; Hb 13:4.

109. Mas Deus, neste mandamento, proíbe somente adultério e outros pecados vergonhosos?

R. Não, pois como nosso corpo e nossa alma são o templo do Espírito Santo, Deus quer que os conservemos puros e santos (1). Por isso, Ele proíbe todos os atos, gestos, palavras (2) , pensamentos e desejos (3) impuros e tudo o que possa atrair o homem para tais pecados (4).

(1) 1Co 6:18-20. (2) Dt 22:20-29; Ef 5:3,4. (3) Mt 5:27,28. (4) 1Co 15:33; Ef 5:18.


DOMINGO 42


110. O que Deus proíbe no oitavo mandamento?

R. Deus não somente proíbe o furto (1) e o roubo (2) que as autoridades castigam, mas também classifica como roubo todos os maus propósitos e as práticas maliciosas, através dos quais tentamos nos apropriar dos bens do próximo (3) , seja por força, seja por aparência de direito, a saber: falsificação de peso, de medida, de mercadoria e de moeda (4) , seja por juros exorbitantes ou por qualquer outro meio, proibido por Deus (5). Também proíbe toda avareza (6) bem como todo abuso e desperdício de suas dádivas (7).

(1) 1Co 6:10. (2) Lv 19:13. (3) Lc 3:14; 1Co 5:10. (4) Dt 25:13-15; Pv 11:1; Pv 16:11; Ez 45:9-12. (5) Sl 15:5; Lc 6:35. (6) 1Co 6:10. (7) Pv 21:20; Pv 23:20,21.

111. Mas o que Deus ordena neste mandamento?

R. Devo promover tanto quanto possível, o bem do meu próximo e tratá-lo como quero que outros me tratem (1). Além disto, devo fazer fielmente meu trabalho para que possa ajudar ao necessitado (2).

(1) Mt 7:12. (2) Ef 4:28.


DOMINGO 43

112. O que Deus exige no nono mandamento?

R. Jamais posso dar falso testemunho contra meu próximo (1) , nem torcer suas palavras (2) ou ser mexeriqueiro ou caluniador (3). Também não posso ajudar a condenar alguém levianamente, sem o ter ouvido (4). Mas devo evitar toda mentira e engano, obras próprias do diabo (5) , para Deus não ficar aborrecido comigo (6). Em julgamentos e em qualquer outra ocasião, devo amar a verdade, falar a verdade e confessá-la francamente (7). Também devo defender e promover, tanto quanto puder, a honra e a boa reputação de meu próximo (8).

(1) Pv 19:5,9; Pv 21:28. (2) Sl 50:19,20. (3) Sl 15:3; Rm 1:30. (4) Mt 7:1,2; Lc 6:37. (5) Jo 8:44. (6) Pv 12:22. (7) 1Co 13:6; Ef 4:25. (8) 1Pe 4:8.

 

DOMINGO 44


113. O que Deus exige no décimo mandamento?

R. Jamais pode surgir em nosso coração o menor desejo ou pensamento contra qualquer mandamento de Deus. Pelo contrário, devemos sempre, de todo o coração odiar todos os pecados e amar toda justiça (1).

(1) Rm 7:7.

114. Mas aqueles que se converteram a Deus, podem guardar perfeitamente estes mandamentos?

R. Não, não podem, porque nesta vida até os mais santos deles apenas começam a guardar os mandamentos (1). Entretanto, começam, com sério propósito, a viver não somente conforme alguns, mas conforme todos os mandamentos de Deus (2).

(1) Ec 7:20; Rm 7:14,15; 1Co 13:9; 1Jo 1:8,10. (2) Sl 1:2; Rm 7:22; 1Jo 2:3.

115. Para que, então, manda Deus pregar os Dez Mandamentos tão rigorosamente, já que ninguém pode guardá-los nesta vida?

R. Primeiro: para que, durante toda a vida, conheçamos cada vez melhor nossa natureza pecaminosa (1) e, por isso, ainda mais desejemos buscar, em Cristo, o perdão dos pecados e a justiça (2). Segundo: para que sempre sejamos zelosos e oremos a Deus pela graça do Espírito Santo, a fim de que sejamos cada vez mais renovados segundo a imagem de Deus até que, depois desta vida, alcancemos o objetivo, a saber: a perfeição (3).

(1) Sl 32:5; Rm 3:20; 1Jo 1:9. (2) Mt 5:6; Rm 7:24,25. (3) 1Co 9:24; Fp 3:12-14.


A ORAÇÃO


DOMINGO 45

 

116. Por que a oração e necessária aos cristãos?

R. Porque a oração é a parte principal da gratidão, que Deus requer de nós (1). Além disto, Deus quer conceder sua graça e seu Espírito Santo somente aos que continuamente Lhe pedem e agradecem, de todo o coração (2).

(1) Sl 50:14,15. (2) Mt 7:7,8; Lc 11:9,10; 1Ts 5:17,18.

117. Como devemos orar, para que a oração seja agradável a Deus e Ele nos ouça?

R. Primeiro: devemos invocar, de todo o coração (1) , o único e verdadeiro Deus, que se revelou a nós em sua palavra (2) , e orar por tudo o que Ele nos ordenou pedir (3). Segundo: devemos muito bem conhecer nossa necessidade e miséria (4) , a fim de nos humilharmos perante sua majestade (5). Terceiro: devemos ter a plena certeza (6) de que Deus, apesar de nossa indignidade, quer atender à nossa oração (7) , por causa de Cristo, como Ele prometeu em sua Palavra (8).

(1) Sl 145:18-20; Tg 4:3,8. (2) Jo 4:22-24; Ap 19:10. (3) Rm 8:26; Tg 1:5; 1Jo 5:14. (4) 2Cr 20:12; Sl 143:2. (5) Sl 2:11; Sl 51:17; Is 66:2. (6) Rm 8:15,16; Rm 10:14; Tg 1:6-8. (7) Dn 9:17-19; Jo 14:13,14; Jo 15:16; Jo 16:23. (8) Sl 27:8; Sl 143:1; Mt 7:8.

118. O que Deus ordenou pedir a Ele?

R. Tudo o que é necessário ao nosso corpo e a nossa alma (1) , como Cristo, o Senhor, o resumiu na oração que Ele mesmo nos ensinou.

(1) Mt 6:33; Tg 1:17.

119. Que diz esta oração?

R. "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;venha o teu reino,faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;e não nos deixes cair em tentação, mas livra nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém" (Mateus 6:9-13; Lucas 11:2-4).

 

DOMINGO 46

 

120. Por que Cristo nos ordenou dizer a Deus "Pai nosso"?

R. Porque Cristo quer despertar em nós, logo no início como base da oração, respeito e confiança, como uma criança para com Deus. Pois Deus se tornou nosso Pai, por Cristo. E muito menos do que nossos pais nos recusam bens materiais, Ele nos recusará o que Lhe pedirmos com verdadeira fé (1).

(1) Mt 7:9-11; Lc 11:11-13

121. Por que se acrescenta: "que estás nos céus"?

R. Porque assim Cristo nos ensina a não ter idéia terrena da majestade celestial de Deus (1) e a esperar, da onipotência dEle, tudo o que é necessário ao nosso corpo e a nossa alma (2).

(1) Jr 23:23,24; At 17:24-27. (2) Rm 10:12.


DOMINGO 47

 

P. 122. Qual e a primeira petição?

R. "Santificado seja o teu nome". Quer dizer: Faze primeiro, com que Te conheçamos em verdade (1) e Te santifiquemos, honremos e glorifiquemos em todas as tuas obras (2) , em que brilham tua onipotência, sabedoria, bondade, justiça, misericórdia e verdade. Faze, também, com que dirijamos toda a nossa vida -nossos pensamentos, palavras e obras- de tal maneira que teu nome não seja blasfemado por nossa causa, mas honrado e glorificado (3).

(1) Sl 119:105; Jr 9:24; Jr 31:33,34, Mt 16:17; Jo 17:3; Tg 1:5. (2) Êx 34:6,7; Sl 119:137,138; Sl 145:8,9; Jr 31:3; Jr 32:18,19; Mt 19:17; Lc 1:46-55; Lc 1:68,69; Rm 3:3,4; Rm 11:22,23; Rm 11:33. (3) Sl 71:8; Sl 115:1; Mt 5:16.


DOMINGO 48

 

123. Qual é a segunda petição?

R. "Venha o teu reino". Quer dizer: Governa-nos por tua palavra e por teu Espírito, de tal maneira que, cada vez mais, nos submetamos a Ti (1) ;conserve e aumenta tua igreja (2) ;destrói as obras do diabo, e todo poder que se levanta contra Ti, e todos os maus planos que são inventados contra tua santa Palavra (3) ;até que venha a plenitude de teu reino (4) ,em que Tu serás tudo em todos (5).

(1) Sl 119:5; Sl 143:10; Mt 6:33. (2) Sl 51:18; Sl 122:6,7. (3) Rm 16:20; 1Jo 3:8. (4) Rm 8:22,23; Ap 22:17,20. (5) 1Co 15:28.


DOMINGO 49

 

124. Qual é a terceira petição ?

R. "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu". Quer dizer: Faze com que nós e todos os homens renunciemos à nossa própria vontade (1) e obedeçamos, sem protestos, à tua vontade (2) , a única que é boa, para que cada um, assim, cumpra sua tarefa e vocação (3) , tão pronta e fielmente como os anjos no céu (4).

(1) Mt 16:24; Tt 2:11,12. (2) Lc 22:42; Rm 12:2; Ef 5:10. (3) 1Co 7:22-24. (4) Sl 103:20,21.


DOMINGO 50

125. Qual é a quarta petição?

R. "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Quer dizer: Cuida de nós com tudo o que for necessário ao nosso corpo (1) , para que reconheçamos que Tu és a única fonte de todo o bem (2) e que, sem tua bênção, nem nosso cuidado e trabalho, nem teus dons nos são úteis (3). Faze também com que, por isso, não mais depositemos nossa confiança em qualquer criatura, mas somente em Ti (4).

(1) Sl 104:27,28; Sl 145:15,16; Mt 6:25,26. (2) At 14:17; At 17:27,28; Tg 1:17. (3) Dt 8:3; Sl 37:3-7,16,17; Sl 127:1,2; 1Co 15:58. (4) Sl 55:22; Sl 62:10; Sl 146:3; Jr 17:5,7.


DOMINGO 51


126. Qual é a quinta petição?

R. "E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores". Quer dizer: Por causa do sangue de Cristo, não cobres de nós, miseráveis pecadores que somos, nossas transgressões nem o mal que ainda há em nós (1) , assim como tua graça em nós fez com que tenhamos o firme propósito de perdoar nosso próximo, de todo o coração (2).

(1) Sl 51:1; Sl 143:2; Rm 8:1; 1Jo 2:1. (2) Mt 6:14,15.


DOMINGO 52

127. Qual é a sexta petição?

R. "E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal". Quer dizer: Somos tão fracos que, por nós mesmos, não podemos subsistir por um só momento (1) ; além disto, nossos inimigos declarados: o diabo (2) , o mundo (3) e nossa própria carne (4) nos tentam continuamente. Por isso, Te pedimos: sustenta-nos e fortalece-nos, pelo poder de teu Espírito Santo, a fim de que neste combate espiritual não sejamos derrotados (5) , mas possamos fortemente resistir, até que finalmente alcancemos a vitória total (6).

(1) Sl 103:14-16; Jo 15:5. (2) Ef 6:12; 1Pe 5:8. (3) Jo 15:19. (4) Rm 7:23; Gl 5:17. (5) Mt 26:41; Mc 13:33; 1Co 10:12,13. (6) 1Ts 3:13; 1Ts 5:23.

128. Como você termina sua oração?

R. "Pois teu é o reino, o poder e a glória, para sempre". Quer dizer: Tudo isso Te pedimos, porque Tu queres e podes dar-nos todo o bem, pois és nosso Rei e tudo está em teu poder (1). Pedimos-Te isso também, para que não o nosso, mas teu santo nome seja eternamente glorificado (2).

(1) 1Cr 29:10-12; Rm 10:11-13; 2Pe 2:9. (2) Sl 115:1; Jr 33:8,9; Jo 14:13.

129. O que significa a palavra: "amém"?

R. Amém quer dizer: é verdadeiro e certo. Pois Deus atende à minha oração com muito mais certeza do que o desejo que eu sinto, no coração, de ser ouvido por Ele (1).

(1) 2Co 1:20; 2Tm 2:13.

Breve Catecismo de Westminster

PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.


PERGUNTA 2. Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar?

R. A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar.

Ref. Lc 24.27, 44; 2Pe 3.2, 15-16; 2Tm 3.15-17; Lc 16.29-31; Gl 1.8-9; Jo 15.10-11; Is 8.20; Hb 1:1 comparado com Lc 1.1-4 e Jo 20.30-31.

PERGUNTA 3. Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

R. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus, o dever que Deus requer do homem.

Ref. Jo 5.39; 20.31; Sl 119.105; Rm 15.4; 1Co 10.11.


PERGUNTA 4. Quem é Deus?

R. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

Ref. Jo 4.24; Ex 3.14; Sl 145.3; 90.2; Tg 1.17; Rm 11.33; Gn 17.1, Ap 4.8; Ex 34.6-7.


PERGUNTA 5. Há mais de um Deus?

R. Há só um Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Ref. Dt 6.4; 1Co 8.4; Jr 10.10; Jo 17.3.


PERGUNTA 6. Quantas pessoas há na Divindade?

R. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.

Ref. Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.13; Jo 1.1; 3.18; At 5.3-4; Hb 1.3; Jo 10.30.


PERGUNTA 7. Que são os decretos de Deus?

R. Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua própria glória, Ele predestinou tudo o que acontece.

Ref. Rm 11.36; Ef 1.4-6, 11; At 2.23; 17.26; Jo 21.19; Is 44.28; At 13.48; 1Co 2.7; Ef 3.10-11.


PERGUNTA 8. Como executa Deus os seus decretos?

R. Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência.

Ref. Ap 4.11; Dn 4.35; Is 40.26; 14.26-27; 46.9-11; At 4.24.


PERGUNTA 9. Qual é a obra da criação?

R. A obra da criação é aquela pela qual, Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem.

Ref. Gn 1; Hb 11.3; Sl 33.9; Gn 1.31.


PERGUNTA 10. Como criou Deus o homem?

R. Deus criou o homem macho e fêmea, conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade com domínio sobre as criaturas.

Ref. Gn 1.27-28; Cl 3.10; Ef 4.24; Rm 2.14-15; Sl 86-8.


PERGUNTA 11. Quais são as obras da providência de Deus?

R. As obras da providência de Deus são a sua maneira muito santa, sábia e poderosa de preservar e governar todas as suas criaturas, e todas as ações delas.

Ref. Sl 145.17; 104.10-24; Hb 1.3; Mt 10.29-30; Os 2.6.


PERGUNTA 12. Que ato especial de providência exerceu Deus para com o homem no estado em que ele foi criado?

R. Quando Deus criou o homem, fez com ele um pacto de vida, com a condição de perfeita obediência: proibindo-lhe comer da árvore da ciência do bem e do mal, sob pena de morte.

Ref. Gl 3.12; Gn 2.17.


PERGUNTA 13. Conservaram-se nossos primeiros pais no estado em que foram criados?

R. Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, caíram do estado em que foram criados, pecando contra Deus.

Ref. Rm 5.12; Gn 3.6.


PERGUNTA 14. Que é pecado?

R. Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão desta lei.

Ref. Tg 2.10; 4.17; 1Jo 3.4.


PERGUNTA 15. Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados?

R. O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o comerem do fruto proibido.

Ref. Gn 3.12-13; Os 6.7.


PERGUNTA 16. Caiu todo o gênero humano pela primeira transgressão de Adão?

R. Visto que o pacto foi feito com Adão não só para ele, mas também para sua posteridade, todo gênero humano que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão.

Ref. Gn 1.28; At 17.26; 1Co 15.21-22; Rm 5.12-14.


PERGUNTA 17. Qual foi o estado a que a queda reduziu o gênero humano?

R. A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria.

Ref. Rm 5.12.


PERGUNTA 18. Em que consiste o estado de pecado em que o homem caiu?

R. O estado de pecado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na falta de retidão original e na corrupção de toda a sua natureza, o que ordinariamente de chama Pecado Original, juntamente com todas as transgressões atuais que procedem dele.

Ref. Rm 5.18-19; Ef 2.1-3; Rm 8.7-8; Sl 51.5.


PERGUNTA 19. Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

R. Todo o gênero humano pela sua queda perdeu comunhão com Deus, está debaixo da sua ira e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do Inferno para sempre.

Ref. Gn 3.8, 24; Ef 2.3; Rm 6.23; Mt 25.41-46.


PERGUNTA 20. Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

R. Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria, e trazer a um estado de salvação por meio de um Redentor.

Ref. Ef 1.4; Tt 1.2; 3.4-7; Jo 17.6.


PERGUNTA 21. Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

R. O único redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre.

Ref. 1Tm 2.5; Jo 1.14; Rm 9.5; Cl 2.9; Hb 13.8.


PERGUNTA 22. Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem?

R. Cristo, o Filho de Deus, fez-se homem tomando um verdadeiro corpo, e uma alma racional, sendo concebido pelo poder do Espirito Santo no ventre da virgem Maria, e nascido dela, mas sem pecado.

Ref. Hb 2.14; Mt 26.38; Lc 2.52; 1.31, 35; Hb 4.15.


PERGUNTA 23. Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?

R. Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu estado de humilhação como no de exaltação.

Ref. At 3.22; Hb 5.5-6; Sl 2.6; Jo 1.49.


PERGUNTA 24. Como exerce Cristo as funções de profeta?

R. Cristo exerce as funções de profeta, revelando-nos, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, a vontade de Deus para a nossa salvação.

Ref. Jo 1.18; Hb 1.1-2; Jo 14.26; 16.13.


PERGUNTA 25. Como exerce Cristo as funções de sacerdote?

R. Cristo exerce as funções de sacerdote, oferecendo-se a si mesmo uma vez em sacrifício, para satisfazer a justiça divina, reconciliar-nos com Deus e fazendo contínua intercessão por nós.

Ref. Hb 9.28; Rm 3.24-26; 10.4; Hb 2.17; 7.25; Is 53.12.


PERGUNTA 26. Como exerce Cristo as funções de rei?

R. Cristo exerce as funções de rei, sujeitando-nos a si mesmo, governando-nos e protegendo-nos, contendo e subjugando todos os seus e os nossos inimigos.

Ref. Sl 110.3; At 2.36; 18.9-10; Is 9.6-7; 1Co 15.26-27.


PERGUNTA 27. Em que consistiu a humilhação de Cristo?

R. A humilhação de Cristo consistiu em Ele nascer, e isso em condição baixa, feito sujeito à lei; em sofrer as misérias desta vida, a ira de Deus e amaldiçoada morte na cruz; em ser sepultado, e permanecer debaixo do poder da morte durante certo tempo.

Ref. Lc 2.7; Fp 2.6-8; Gl 4.4; 3.13; Is 53.3; Mt 27.43; 1Co 15.3-4.


PERGUNTA 28. Em que consiste a exaltação de Cristo?

R. A exaltação de Cristo consiste em Ele ressurgir dos mortos no terceiro dia; em subir ao Céu e estar sentado à mão direita de Deus Pai, e em vir para julgar o mundo no último dia.

Ref. 1Co 15.4; Ef 1.20-21; At 17.31.


PERGUNTA 29. Como nos tornamos participantes da redenção adquirida por Cristo?

R. Tornamo-nos participantes da redenção adquirida por Cristo pela eficaz aplicação dela a nós pelo Seu Santo Espírito.

Ref. Jo 1.12; 3.5-6; Tt 3.5-6.


PERGUNTA 30. Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo?

R. O Espírito aplica-nos a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz.

Ref. Gl 2.20; Ef 2.8; 1Co 12.12-13.


PERGUNTA 31. Que é vocação eficaz?

R. Vocação eficaz é a obra do Espírito Santo, pela qual, convencendo-nos do nosso pecado, e da nossa miséria, iluminando nossos entendimentos pelo conhecimento de Cristo, e renovando a nossa vontade, nos persuade e habilita a abraçar Jesus Cristo, que nos é oferecido de graça no Evangelho.

Ref. 1Ts 2.13; At 2.37; 26.18; Ez 36.25-27; 2Tm 1.9; Fp 2.13; Jo 6.37, 44-45.


PERGUNTA 32. Que bênçãos gozam nesta vida aqueles que são eficazmente chamados?

R. Aqueles que são eficazmente chamados, gozam, nesta vida, da justificação, adoção e santificação, e das diversas bênçãos que acompanham estas graças ou delas procedem.

Ref. Rm 8.30; Ef 1.5; 1Co 1.30.


PERGUNTA 33. Que é justificação?

R. Justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados, e nos aceita como justos diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida só pela fé.

Ref. Ef 1.7; 2Co 5.21; Rm 4.6; 5.18; Gl 2.16.


PERGUNTA 34. Que é adoção?

R. Adoção é um ato de livre graça de Deus, pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios.

Ref. 1Jo 3.1; Jo 1.12; Rm 8.14-17.


PERGUNTA 35. Que é santificação?

R. É a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.

Ref. 1Pe 1.2; Ef 4.20-24; Rm 6.6; 12.1-2.


PERGUNTA 36. Quais são as bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, adoção e santificação ou delas procedem?

R. As bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, adoção e santificação, ou delas procedem, são: certeza do amor de Deus, paz de consciência, gozo no Espírito Santo, aumento de graça, e perseverança nela até ao fim.

Ref. Rm 5.1-5; 14.17; Jo 1.16; Fp 1.6; 1Pe 1.5.


PERGUNTA 37. Quais são as bênçãos que os fiéis recebem de Cristo na hora da morte?

R. As almas dos fiéis na hora da morte são aperfeiçoadas em santidade, e imediatamente entram na glória; e os corpos que continuam unidos Cristo, descansam na sepultura até a ressurreição.

Ref. Ap 14.13; Lc 23.43; At 7.55, 59; Fp 1.23; 1Ts 4.14; Jo 5.28-29; 14.2-3; Hb 12.22-23.


PERGUNTA 38. Quais são as bênçãos que os fieis recebem de Cristo na ressurreição?

R. Na ressurreição, os fieis, sendo ressuscitados em glória, serão publicamente reconhecidos e absolvidos no dia de juízo, e tornados perfeitamente felizes no pleno gozo de Deus por toda a eternidade.

Ref. 1Co 15.43; Mt 10.32; 25.34; Sl 16.11.


PERGUNTA 39. Qual é o dever que Deus exige do homem?

R. O dever que Deus exige do homem é obediência à sua vontade revelada.

Ref. Mq 6.8; Lc 10.27-28; Gn 17.1.


PERGUNTA 40. Que revelou Deus primeiramente ao homem para regra de sua obediência?

R. A regra que Deus revelou primeiramente ao homem para sua obediência foi a lei moral.

Ref. Rm 2.14-15.


PERGUNTA 41. Onde está a lei moral resumidamente compreendida?

R. A lei moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos.

Ref. Dt 10.4; Mt 19.17-19.


PERGUNTA 42. Em que se resumem os dez mandamentos?

R. Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todas as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a nós mesmos.

Ref. Mt 22-37-40.


PERGUNTA 43. Qual é o prefácio dos dez mandamentos?

R. O prefácio dos dez mandamentos é: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão".

Ref. Ex 20.2.


PERGUNTA 44. Que nos ensina o prefácio dos dez mandamentos?

R. O prefácio dos dez mandamentos ensina-nos que nós temos obrigação de guardar todos os mandamentos de Deus, por ser Ele o Senhor nosso Deus e Redentor.

Ref. Dt 11.1; 1Pe 1.15-19.


PERGUNTA 45. Qual é o primeiro mandamento?

R. O primeiro mandamento é: "Não terás outros deuses além de mim".

Ref. Ex 20.3.


PERGUNTA 46. Que exige o primeiro mandamento?

R. O primeiro mandamento exige de nós o conhecer e reconhecer a Deus como o único Deus verdadeiro, e nosso Deus; e como tal adorá-lo.

Ref. 1Cr 28.9; Dt 26.17; Sl 95.6-7.


PERGUNTA 47. Que proíbe o primeiro mandamento?

R. O primeiro mandamento proíbe o negar, ou deixar de adorar ou glorificar ao verdadeiro Deus, como Deus, e nosso Deus; e dar a qualquer outro a adoração e a glória que só a Ele são devidas.

Ref. Sl 14.1; Rm 1.20-21, 25; Sl 8.11.


PERGUNTA 48. Que se nos ensina especialmente pelas palavras "além de mim", no primeiro mandamento?

R. As palavras "além de mim", no primeiro mandamento, ensinam-nos que Deus, que vê todas as coisas, toma conhecimento e muito se ofende do pecado de ter-se em seu lugar outro deus.

Ref. Sl 139.1-3; Dt 30.17-18.


PERGUNTA 49. Qual é o segundo mandamento?

R. O segundo mandamento é: "Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo que há em cima no Céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa alguma que haja nas águas, debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me amam e que guardam os meus preceitos".

Ref. Ex 20.4-6.


PERGUNTA 50. Que exige o segundo mandamento?

R. O segundo mandamento exige que recebamos, observemos e guardemos puros e inteiros todo o culto e ordenanças religiosas que Deus instituiu na sua Palavra.

Ref. Dt 12.32; Mt 28.20; Jo 4.23-24.


PERGUNTA 51. Que proíbe o segundo mandamento?

R. O segundo mandamento proíbe o adorar a Deus por meio de imagens, ou de qualquer outra maneira não prescrita na sua Palavra.

Ref. Rm 1.22-23; 2Rs 18.3-4.


PERGUNTA 52. Quais são as razões anexas ao segundo mandamento?

R. As razões anexas ao segundo mandamento são a soberania de Deus sobre nós, a sua propriedade em nós em nós, e o zelo que Ele tem pelo seu culto.

Ref. Sl 45.11; 100.3; Ex 34.14; 1Co 10.22.


PERGUNTA 53. Qual é o terceiro mandamento?

R. O terceiro mandamento é: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus".

Ref. Ex 20.7.


PERGUNTA 54. Que exige o terceiro mandamento?

R. O terceiro mandamento exige o santo e reverente uso dos nomes, títulos, atributos, ordenanças, palavras e obras de Deus.

Ref. Sl 29,2; Ap 15.3-4; Ec 5.1; Sl 138.2; 104.24.


PERGUNTA 55. O que proíbe o terceiro mandamento?

R. O terceiro mandamento proíbe toda a profanação ou abuso das coisas por meio das quais Deus se faz conhecer.

Ref. Lv 19.12; Mt 5.34-35.


PERGUNTA 56. Qual é a razão anexa ao terceiro mandamento?

R. A razão anexa ao terceiro mandamento é que, embora os transgressores deste mandamento escapem do castigo dos homens, o Senhor nosso Deus não os deixará escapar do seu justo juízo.

Ref. Dt 28.58-59.


PERGUNTA 57. Qual é o quarto mandamento?

R. O quarto mandamento é: "Lembra-te de santificar o dia do Sábado. Trabalharás seis dias, e farás nele tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia, obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou".

Ref. Ex 20. 8.11.


PERGUNTA 58. Que exige o quarto mandamento?

R. O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado.

Ref. Lv 19.30; Dt 5.12.


PERGUNTA 59. Qual dos sete dias designou Deus para esse descanso semanal?

R. Desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, Deus designou o sétimo dia da semana para o descanso semanal; e desde então o primeiro dia da semana para continuar sempre até ao fim do mundo, que é o Sábado cristão, ou Domingo.

Ref. Gn 2.3; Ex 16.23; At 20.7; 1Co 16.1-2; Ap 1.10.


PERGUNTA 60. De que modo se deve santificar o Domingo?

R. Deve-se santificar o Domingo com um santo repouso por todo aquele dia, mesmo das ocupações e recreações temporais que são permitidas nos outros dias; empregando todo o tempo em exercícios públicos e particulares de adoração a Deus, Exceto o tempo preciso para as obras de pura necessidade e misericórdia.

Ref. Lv 23.3; Is 58.13-14; Mt 12.11-12; Mc 2.27-28.


PERGUNTA 61. Que proíbe o quarto mandamento?

R. O quarto mandamento proíbe a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos, e a profanação deste dia por meio de ociosidade ou por fazer aquilo que é em si mesmo pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras, ou obras acerca de nossos negócios e recreações temporais.

Ref. Jr 17.21; Lc 23.56.


PERGUNTA 62. Quais são as razões anexas ao quarto mandamento?

R. As razões anexas ao quarto mandamento são: a permissão que Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais; o reclamar ele para si a propriedade especial do dia sétimo, o seu próprio exemplo, e a benção que ele conferiu ao dia do descanso.

Ref. Ex 31. 15-16; Lv 23.3; Ex 31.17; Gn 2.3.


PERGUNTA 63. Qual é o quinto mandamento?

R. O quinto mandamento é: "Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar".

Ref. Ex 20.12.


PERGUNTA 64. Que exige o quinto mandamento?

R. O quinto mandamento exige a conservação da honra e o desempenho dos deveres pertencentes a cada um em suas diferentes condições e relações, como superiores, inferiores, ou iguais.

Ref. Ef 6.1-3; Rm 13.1-2; 12.10.


PERGUNTA 65. Que proíbe o quinto mandamento?

R. O quinto mandamento proíbe negligenciarmos ou fazermos alguma coisa contra a honra e dever que pertencem a cada um em suas diferentes condições e relações.

Ref. Rm 13.7-8.


PERGUNTA 66. Qual é a razão anexa ao quinto mandamento?

R. A razão anexa ao quinto mandamento é uma promessa de longa vida e prosperidade (quanto sirva para glória de Deus e bem do homem) a todos aqueles que guardam este mandamento.

Ref. Ef 6.2-3.


PERGUNTA 67. Qual é o sexto mandamento?

R. O sexto mandamento é: "Não matarás".

Ref. Ex 20.13.


PERGUNTA 68. Que exige o sexto mandamento?

R. O sexto mandamento exige todos os esforços lícitos para conservar a nossa vida e a dos nossos semelhantes.

Ref. Sl 132.3-4; At 27.33-34; Rm 12.20-21; Lc 10.33-37.


PERGUNTA 69. Que proíbe o sexto mandamento?

R. O sexto mandamento proíbe o tirar a nossa própria vida, ou a do nosso próximo injustamente, e tudo aquilo que para isso concorre.

Ref. At 16.28; Gn 9.6; Dt 24.6; Pv 24.11-12; 1Jo 3.15.


PERGUNTA 70. Qual é o sétimo mandamento?

R. O sétimo mandamento é: "Não adulterarás"

Ref. Ex 24.14.


PERGUNTA 71. Que exige o sétimo mandamento?

R. O sétimo mandamento exige a conservação da nossa própria castidade, e da do nosso próximo, no coração, nas palavras e nos costumes.

Ref. 1Ts 4.4; Ef 4.29; 5.11-12; 1Pe 3.2.


PERGUNTA 72. Que proíbe o sétimo mandamento?

R. O sétimo mandamento proíbe todos os pensamentos, palavras e ações impuras.

Ref. Mt 5.28; Ef 5.3-4.


PERGUNTA 73. Qual é o oitavo mandamento?

R. O oitavo mandamento é: "Não furtarás".

Ref. Ex 20.15.


PERGUNTA 74. Que exige o oitavo mandamento?

R. O oitavo mandamento exige que procuremos o lícito adiantamento das riquezas e do estado exterior, tanto nosso como do nosso próximo.

Ref. Pv. 27.23; 22.1-14; Fl 2.4; Ex 23.4-6.


PERGUNTA 75. Que proíbe o oitavo mandamento?

R. O oitavo mandamento proíbe tudo o que impede ou pode impedir injustamente o adiantamento da riqueza ou do bem-estar, tanto nosso como do nosso próximo.

Ref. Pv 28.19; 1Tm 5.8; Tg 5.1-4.


PERGUNTA 76. Qual é o nono mandamento?

R. O nono mandamento é: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo".

Ref. Ex 20.16.


PERGUNTA 77. Que exige o nono mandamento?

R. O nono mandamento exige a conservação e promoção da verdade entre os homens, e a manutenção da nossa boa reputação, e a do nosso próximo, especialmente quando somos chamados a dar testemunho.

Ref. Ef 4.25; 1Pe 3.16; At 25.10; 3Jo 12; Pv 14.5, 25; Mt 5.37.


PERGUNTA 78. Que proíbe o nono mandamento?

R. O nono mandamento proíbe tudo o que é prejudicial à verdade, ou injurioso, tanto à nossa reputação como à do nosso próximo.

Ref. Cl 3.9; 2Co 8.20-21; Sl 15.3; 12.3.


PERGUNTA 79. Qual é o décimo mandamento?

R. O décimo mandamento é : "Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.

Ref. Ex 20.17.


PERGUNTA 80. Que exige o décimo mandamento?

R. O décimo mandamento exige o pleno contentamento com a nossa condição, bem como disposição caridosa para com o nosso próximo e tudo o que lhe pertence.

Ref. Hb 13.5; 1Tm 6.6-10; Lv 19.18; 1Co 13.4-6.


PERGUNTA O que proíbe o décimo mandamento?

R. O décimo mandamento proíbe todo o descontentamento com a nossa condição, todo o movimento de inveja ou pesar à vista da prosperidade do nosso próximo e todas as tendências ou afeições desordenadas a alguma coisa que lhe pertence.

Ref. 1Co 10.10; Gl 5.26; Cl 3.5; 1Tm 6.6-10.


PERGUNTA 82. Será alguém capaz de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus?

R. Nenhum mero homem, desde a queda de Adão, é capaz, nesta vida, de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus, mas diariamente os quebranta por pensamentos, palavras e obras.

Ref. Rm 3.9-10; Tg 3.2.


PERGUNTA 83. São igualmente odiosas todas as transgressões da lei?

R. Alguns pecados em si mesmos, e em razão de circunstâncias agravantes, são mais odiosos à vista de Deus do que outros.

Ref. Sl 19.13; Mt 11.24; Lc 12.10; Hb 2.2-3.


PERGUNTA 84. Que merece cada pecado?

R. Cada pecado merece a ira e a maldição de Deus, tanto nesta vida como na vindoura.

Ref. Gl 3.10; Tg 2.10; Mt 25.41.


PERGUNTA 85. Que exige Deus de nós para que possamos escapar a sua ira e maldição em que temos incorrido pelo pecado?

R. Para escaparmos à ira e maldição de Deus, em que temos incorrido pelo pecado, Deus exige de nós fé em Jesus Cristo e arrependimento para a vida, com o uso diligente de todos os meios exteriores pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção.

Ref. At 20.21; 2Pe 1.10; Hb 2.3; 1Tm 4.16.


PERGUNTA 86. Que é fé em Jesus Cristo?

R. Fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nEle para a salvação, como Ele nos é oferecido.

Ref. At 16.31; Hb 10.39; Jo 1.12; Fp 3.9; Ap 22.17.


PERGUNTA 87. Que é arrependimento para a vida?

R. Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta para Deus, inteiramente resolvido a prestar-lhe nova obediência.

Ref. 2Co 7.10; At 2.37; Lc 1.77-79; Jr 31.18-19; Rm 6.18.


PERGUNTA 88. Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção?

R. Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção, são as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os sacramentos e a oração; as quais todas se tornam eficazes aos eleitos para a salvação.

Ref. At 2.41-42.


PERGUNTA 89. Como se torna a Palavra eficaz para a salvação?

R. O Espírito de Deus torna a leitura e especialmente a pregação da Palavra, meios eficazes para convencer e converter os pecadores, para os edificar em santidade e conforto, por meio da fé para a salvação.

Ref. Ne 8.8; At 20.32; Rm 15.4; 2Tm 3.15;.


PERGUNTA 90. Como se deve ler e ouvir a Palavra a fim de que ela se torne eficaz para a salvação?

R. Para que a Palavra se torne eficaz para a salvação, devemos ouvi-la com diligência, preparação e oração; recebê-la com fé e amor, guardá-la em nossos corações e praticá-la em nossas vidas.

Ref. Dt 6.6-7; 1Pe 2.1-2; Sl 119.11-18; Rm 1.16; 2Ts 2.10; Tg 1.21-25.


PERGUNTA 91. Como se tornam os sacramentos meios eficazes para a salvação?

R. Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvação, não por alguma virtude que eles ou aqueles que os ministram tenham, mas somente pela bênção de Cristo e pela obra do seu Espírito naqueles que pela fé os recebem.

Ref. 1Pe 3.21; Rm 2.28-29; 1Co 12.13; 10.16-17.


PERGUNTA 92. Que é um sacramento?

R. Um sacramento é uma santa ordenança, instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representadas, seladas e aplicadas aos crentes.

Ref. Mt 26.26-28; 28.19; Rm 4.11.


PERGUNTA 93. Quais são os sacramentos do Novo Testamento?

R. Os sacramentos do Novo Testamento são o Batismo e a Ceia do Senhor.

Ref. At 10.47-48; 1Co 11.23-26.


PERGUNTA 94. Que é o Batismo?

R. O Batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor.

Ref. Mt 28.19; Jo 3.5; Rm 6.1-11; Gl 3.27.


PERGUNTA 95. A quem deve ser ministrado o Batismo?

R. O Batismo não deve ser ministrado àqueles que estão fora da igreja visível, enquanto não professarem sua fé em Cristo e obediência a Ele; mas os filhos daqueles que são membros da igreja visível devem ser batizados.

Ref. At 18.8; Gn 17.7-14; At 2.38-39; 1Co 7.14.


PERGUNTA 96. O que é a Ceia do Senhor?

R. A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Cristo, se anuncia a sua morte, e aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça.

Ref. 1Co 11.23-26; At 3.21; 1Co 10.16.


PERGUNTA 97. Que se exige para participar dignamente da Ceia do Senhor?

R. Exige-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor que se examine sobre o seu conhecimento em discernir o corpo do Senhor, sobre a sua fé para se alimentarem dele, sobre o seu arrependimento, amor e nova obediência; para não suceder que, vindo indignamente, comam e bebam para si a condenação.

Ref. 1Co 11.27; 31-32; Rm 6.17-18.


PERGUNTA 98. O que é Oração?

R. A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes com a sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias.

Ref. Sl 10.17; 145.19; 1Jo 5.14; 1.9; Jo 16.23-24; Fp 4.6.


PERGUNTA 99. Qual é a regra que Deus nos deu para nos dirigir em oração?

R. Toda palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração, mas a regra especial de direção é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente se chama a Oração Dominical.

Ref. Rm 8.26; Sl 119.170; Mt 6.9-13.


PERGUNTA 100. Que nos ensina o prefácio da Oração Dominical?

R. O prefácio da Oração Dominical, que é: "Pai nosso que estás no Céu", ensina-nos que nos devemos aproximar de Deus com toda a santa reverência e confiança, como filhos a um pai poderoso e pronto para nos ajudar, e também nos ensina a orar com os outros e por eles.

Ref. Lc 11.13; Rm 8.15; 1Tm 2.1-2.


PERGUNTA 101. Pelo que oramos na primeira petição?

R. Na primeira petição que é: "Santificado seja o Teu nome" pedimos que Deus nos habilite a nós e aos outros a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer; e que disponha tudo para sua glória.

Ref. Sl 67.1-3; Rm 11.36; Ap 4.11.


PERGUNTA 102. Pelo que oramos na segunda petição?

R. Na segunda petição, que é: "Venha o Teu reino", pedimos que o reino de Satanás seja destruído e que o reino da graça seja adiantado; que nós e os outros a ele sejamos guiados e nele guardados, e que cedo venha o reino da glória.

Ref. Sl 68.1; Jo 12.31; Mt 9.37-38; 2Ts 3.1; Rm 10.1; Ap 22.20.


PERGUNTA 103. Pelo que oramos na terceira petição?

R. Na terceira petição, que é: "Seja feita Tua vontade, assim na terra como no Céu", pedimos que Deus, pela sua graça, nos torne capazes e desejosos de conhecer a sua vontade, de obedecer e submeter-nos a ela em tudo, como fazem os anjos no Céu.

Ref. Mt 24.39; Fp 1.9-11; Sl 103.20-21.


PERGUNTA 104. Pelo que oramos na quarta petição?

R. Na quarta petição, que é: O pão nosso de cada dia nos dá hoje", pedimos que da livre dádiva de Deus recebamos uma porção suficiente das coisas boas desta vida, e gozemos com elas de suas bênçãos.

Ref. Pv 30.8-9; 1Tm 6.6-8; Pv 10.22.


PERGUNTA 105. Pelo que oramos na quinta petição?

R. Na quinta petição, que é: "E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores", pedimos que Deus, por amor de Cristo, nos perdoe gratuitamente os nossos pecados, o que somos animados a pedir, porque, pela Sua graça somos habilitados a perdoar de coração ao nosso próximo.

Ref. Sl 51.1-2, 7; Mt 18.35.


PERGUNTA 106. Pelo que oramos na sexta petição?

R. Na sexta petição, que é: "E não nos deixes cair em tentação", pedimos que Deus nos guarde de sermos tentados a pecar, ou nos preserve e livre, quando formos tentados.

Ref. Mt 26.41; Sl 19.13; Jo 17.15; 1Co 10.13.


PERGUNTA 107. Que nos ensina a conclusão da Oração Dominical?

R. A conclusão da Oração Dominical, que é: "Porque Teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém", ensina-nos que na Oração devemos confiar somente em Deus, e louvá-lO em nossas orações, atribuindo-Lhe reino, poder e glória. E em testemunho do nosso desejo e certeza de sermos ouvidos, dizemos: Amém.

Ref. Dn 9.18-19; Fp 4.6; 1Cr 29.11-13; 1Co 14.16; APERGUNTA 22.20-21.


OS DEZ MANDAMENTOS

Ex 20.3-17

1. Não terás outros deuses além de mim.

2. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo que há em cima no céu, e do que há em baixo na terra, nem de coisa que haja nas água debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto, porque Eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me amam e que guardam os meus preceitos.

3. Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus.

4. Lembra-te de santificar o dia de Sábado. Trabalharás seis dias e farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o céu e a terra, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo e o santificou.

5. Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma vida dilatada sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.

6. Não matarás.

7. Não adulterarás.

8. Não furtarás.

9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10. Não cobiçarás a casa de teu próximo; não desejarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.

RESUMO DOS DEZ MANDAMENTOS

Lc 10.27

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua a alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e ao teu próximo como a ti mesmo.

ORAÇÃO DOMINICAL

Mt 6.9-13

 

Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja Teu nome; venha o Teu reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; porque Teu é o reino, o poder e a glória para sempre . Amém.

CREDO

Creio em Deus Pai, todo poderoso, Criador do céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu em Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à mão direita de Deus Pai todo poderoso; donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

Símbolos de Fé

Os Símbolos de Fé oficiais da Igreja Presbiteriana do Brasil são: Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior de Westminster e Breve Catecismo de Westminster.

Catecismo Maior de Westminster

Link para download do Catecismo Maior de Westminster: https://www.ipb.org.br/recursos/download/catecismo-maior-de-westminster-3

1. Qual é o fim supremo e principal do homem?

Resposta. O fim supremo e principal do homem e glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Rom. 11:36; 1 Cor. 10:31; Sal. 73:24-26; João 17:22-24. 


2. Donde se infere que há um Deus?

A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus claramente manifestam que existe um Deus; porém só a sua Palavra e o seu Espírito o revelam de um modo suficiente e eficazmente aos homens para a sua salvação

Rom. 1:19-20; 1 Cor. 2:9-10: II Tim. 3,15-17. 


3. Que é a Palavra de Deus?

As Escrituras Sagradas, o Velho e o Novo Testamento, são a Palavra de Deus, a única regra de fé e prática.

II Tim. 3:16; 11 Pedro 1:19 21; Isa. 8:20; Luc. 16:29, 31; Gal. 1:8-9.

 

4. Como se demonstra que as Escrituras são a Palavra de Deus?

Demonstra-se que as Escrituras são a Palavra de Deus - pela majestade e pureza do seu conteúdo, pela harmonia de todas as suas partes, e pelo propósito do seu conjunto, que é dar toda a glória a Deus; pela sua luz e pelo poder que possuem para convencer e converter os pecadores e para edificar e confortar os crentes para a salvação. O Espírito de Deus, porém, dando testemunho, pelas Escrituras e juntamente com elas no coração do homem, é o único capaz de completamente persuadi-lo de que elas são realmente a Palavra de Deus.

Os. 8:12; 1 Cor. 2:6-7; Sal. 119:18, 129, 140; Sal. 12:6; Luc. 24:27; At. 10:43 e 26;22; Rom, 16:25-27; At. 28:28; Heb. 4:12; Tiago 1:18; Sal. 19:7-9; Rom. 15:4: At 20:32; João 16:13-14.

 

5. Que é o que as Escrituras principalmente ensinam?

As Escrituras ensinam principalmente o que o homem deve crer acerca de Deus e o dever que Deus requer do homem.

João 20:31; 11 Tim. 1:13.

 

6. Que revelam as Escrituras acerca de Deus?

As Escrituras revelam o que Deus é, quantas pessoas há na Divindade, os seus decretos e como Ele os executa.

Mas. 3:16-17; Isa. 46:9-10; At. 4:27-28,

 

7. Quem é Deus?

Deus é espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo - suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade.

João 4:24; Exo. 3:14; Job. 11:7-9; At. 5:2; I Tim. 6:15; Mat. 5:48; Rom. 11:35-36 Sal. 90:2 -145:3 e 139:1, 2, 7; Mal. 2:6; Apoc. 4:8; Heb. 4:13; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Deut. 32:4; Exo. 34:6.

 

8. Há mais que um Deus?

Há um só Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Deut. 6:4: Jer. 10:10; 1 Cor. 8:4.

 

9. Quantas pessoas há na Divindade?

Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais.

Mat. 3:16-17, e 28:19; 11 Cor. 13:14; João 10:30.

 

10. Quais são as propriedades pessoais das três pessoas da Divindade?

O Pai gerou o Filho, o Filho foi gerado pelo Pai, e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, desde toda à eternidade.

Heb. 1:5-6; João 1:14 e 15:26; Gal. 4:6.

 

11. Donde se infere que o Filho e o Espírito Santo são Deus, iguais ao Pai?

As Escrituras revelam que o Filho e o Espírito Santo são Deus igualmente com o Pai, atribuindo-lhes os mesmos nomes, atributos, obras e culto que só a Deus pertencem.

Jer. 23:6; Isa. 6:3, 5, 8; João 12:41; At. 28:25; 1 João 5:20; Sal. 45:6; At. 5:3-4; João 1:1; Isa. 9:6; João 2:24-25; 1 Cor. 2:10-11; Col. 1:16; Gen. 1:2; Mat. 28:19; 11 Cor. 13:14.

 

12. Que são os decretos de Deus?

Os decretos de Deus são os atos sábios, livres e santos do conselho da sua vontade, pelos quais, desde toda a eternidade, Ele, para a sua própria glória, imutavelmente predestinou tudo o que acontece, especialmente com referência aos anjos e ,os homens.

Isa. 45:6-7; Ef. 1:11; Rom. 11:33; Sal. 33:11: Ef. 1:4; Rom. 9:22-23.

 

13. Que decretou Deus especialmente com referência aos anjos e aos homens?

Deus, por um decreto eterno e imutável, unicamente do seu amor e para patentear a sua gloriosa graça, que tinha de ser manifestada em tempo devido, elegeu alguns anjos para a glória, e, em Cristo, escolheu alguns homens para a vida eterna e os meios para consegui-la; e também, segundo o seu soberano poder e o conselho inescrutável da sua própria vontade (pela qual Ele concede, ou não, os seus favores conforme lhe apraz), deixou e predestinou os mais à desonra e à ira, que lhes serão infligidas por causa dos seus pecados, para patentear a glória da sua justiça.

I Tim. 5:21; Ef. 2A0; II Tess. 2:13-14; 1 Pedro 1:2; Rom. 9:17-18, 21-22; Judas 4; Mat. 11:25-26.

 

14. Como executa Deus os seus decretos?

Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência, segundo a sua presciência infalível e o livre e imutável conselho da rua vontade.

Dan. 4:35; Ef. 1:11.

 

15. Que é a obra da criação?

A obra da criação é aquela pela qual Deus, pela palavra do seu poder, fez do nada o mundo, e tudo quanto nele há, para si no espaço de seis dias, e tudo muito bom.

Gen. 1: Heb. 11:3; Apoc. 4:11; Rom. 11:36.

 

16. Como criou Deus os anjos?

Deus criou todos os anjos como espíritos imortais, santos, poderosos e excelentes em conhecimento, para executarem os seus mandamentos e louvarem o seu nome, todavia sujeitos à mudança.

Col. 1:16; Mat. 22:30; Luc. 20:36; Mat. 25:31, e 24:36; 1 Pedro 1:12; 11 Tess. 1:7, Sal. 91:11-12; Mat. 13:39; Sal. 103:20-21; 11 Pedro 2:4.

 

17. Como criou Deus o homem?

Depois de ter feito todas as mais criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea; formou-o do pó, e a mulher da costela do homem; dotou-os de almas viventes, racionais e imortais; fê-los conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade, tendo a lei de Deus escrita em seus corações e poder para a cumprir, com domínio sobre as criaturas, contudo sujeitos a cair.

Gen. 1:7, e 2:7, 32 e 1:26; Mat. 19:4; Ecl. 12:9; Mat. 10:28; Col. 3:10; Ef. 4:24; Rom. 2:14-15; Gen. 3:6, e 1:28, 3:1-19.

 

18. Quais são as obras da providência de Deus?

As obras da providência de Deus são a sua mui santa, sábia e poderosa maneira de preservar e governar todas as suas criaturas e todas as suas ações, para a sua própria glória.

Lev. 21:8; Sal. 104:24: Isa. 92:29; Ne. 9:6; Heb. 1:3; Sal. 103:19; Mat. 10:29-30; Gen. 45:7; Rom. 11:36; Isa. 63:14.

 

19. Qual é a providência de Deus para com os anjos?

Deus, pela sua providência, permitiu que alguns dos anjos, voluntária e irremediavelmente, caíssem em pecado e perdição, limitando e ordenando isso, como todos os pecados deles, para a sua própria glória; e estabeleceu os mais em santidade e felicidade, empregando-os todos, conforme lhe apraz, na administração do seu poder, misericórdia e justiça.

Judas 6; Luc. 10:17; Mar. 8:38; 1 Tim. 5:21; Heb. 12:22; Sal. 103:20; Heb. 1:14.

 

20. Qual foi a providência de Deus para com o homem no estado em que ele foi criado?

A providência de Deus para com o homem no estado em que ele foi criado consistiu em colocá-lo no Paraíso, designando-o para o cultivar, dando-lhe liberdade para comer do fruto da terra; pondo as criaturas sob o seu domínio; e ordenando o matrimônio para o seu auxílio; em conceder-lhe comunhão com Deus, instituindo o dia de descanso, entrando em um pacto de vida com ele, sob a condição de obediência pessoal, perfeita e perpetua, da qual a árvore da vida era um penhor, e proibindo-lhe comer da árvore da ciência do bem e do mal sob pena de morte.

Gen. 1:28, e 21:15-16, e 1:26, e 3:8, e 2:3, Exo. 20:11; Gal. 3:12; Gen. 2:9, 16-17.

 

21. Continuou o homem no estado em que Deus o criou no princípio?

Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, pela tentação de Satanás transgrediram o mandamento de Deus, comendo do fruto proibido, e por isso caíram do estado de inocência em que foram criados.

Gen. 3:6-8, 13.

 

22. Caiu todo o gênero humano na primeira transgressão?

O pacto sendo feito com Adão, como representante, não para si somente, mas para toda a sua posteridade, todo o gênero humano, descendendo dele por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na primeira transgressão.

At. 17:26; Gen. 2:17.

 

23. A que estado ficou reduzido o gênero humano por essa queda?

Essa queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria.

Rom. 5:12; Gal. 3:10.

 

24. Que é pecado?

Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou a transgressão de qualquer lei por Ele dada como regra, à criatura racional.

Rom. 3:23; 1 João 3:4; Gal. 3:10-12.

 

25. Em que consiste o pecado desse estado em que o homem caiu?

O pecado desse estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na falta de retidão na qual este foi criado e na corrupção da sua natureza pela qual se tornou inteiramente indisposto, incapaz e oposto a todo o bem espiritual e inclinado a todo o mal, e isso continuamente: o que geralmente se chama pecado original, do qual precedem todas as transgressões atuais.

Rom. 5:12, 19 e 5:6, e 3:10-12; Ef. 2:3; Rom.8:7-8; Gen. 6:1; Tiago 1:14-15; Mat. 15:19.

 

26. Como é o pecado original transmitido de nossos primeiros pais à sua posteridade?

O pecado original é transmitido de nossos primeiros pais à sua posteridade por geração natural, de maneira que todos os que assim procedem deles são concebidos e nascidos em pecado.

Sal 51:15; João 3:6.

 

27. Qual é a miséria que a queda trouxe sobre o gênero humano?

A queda trouxe sobre o gênero humano a perda da comunhão com Deus, o seu desagrado e maldição; de modo que somos por natureza filhos da ira, escravos de Satanás e justamente expostos a todas as punições, neste mundo e no vindouro.

Gen. 3:8, 24; Ef. 2:2-3; 11 Tim. 2:26; Luc. 11:21-22; Heb. 2:14; Lam. 3:39; Rom. 6:23; Mat. 25:41, 46.

 

28. Quais são as punições do pecado neste mundo?

As punições do pecado neste mundo são: ou interiores, como cegueira do entendimento, sentimentos depravados, fortes ilusões, dureza de coração, remorso na consciência e afetos baixos; ou exteriores como a maldição de Deus sobre as criaturas por nossa causa e todos os outros males que caem sobre nós em nossos corpos, nossos bens, relações e empregos -juntamente com a morte.

Ef. 4:18; Rom, 1:28; 11 Tess. 2:11; Rom. 2:5; Isa. 33:14; Rom. 1:26; Gen. 3:17; Deut. 28:15; Rom. 6:21, 23.

 

29. Quais são as punições do pecado no mundo vindouro?

As punições do pecado no mundo vindouro são a separação eterna da presença consoladora de Deus e os tormentos mais penosos na alma e no corpo, sem intermissão, no fogo do inferno para sempre

II Tess. 1:9; Mar. 9:47-48: Luc. 16:24, 26; Apoc. 14:11.

 

30. Deixa Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

Deus não deixa todos os homens perecer no estado de pecado e miséria, em que caíram pela violação do primeiro pacto comumente chamado o pacto das obras; mas, por puro amor e misericórdia livra os escolhidos desse estado e os introduz num estado de salvação pelo segundo pacto comumente chamado o pacto da graça.

I Tess. 5:9; Gal. 3:lC; Tito 3:4-7, e 1:2.

 

31. Com quem foi feito o pacto da graça?

O pacto da graça foi feito com Cristo, como o segundo Adão, e nEle, com todos os eleitos, como sua semente.

Gal. 3:16; Isa. 53:10-11; e 59:21.

 

32. Como é manifestada a graça de Deus no segundo pacto?

A graça de Deus é manifestada no segundo pacto em Ele livremente prover e oferecer aos pecadores um Mediador e a vida e a salvação por Ele; exigindo a fé como condição de interessá-los nEle, promete e dá o Espírito Santo a todos os seus eleitos, para neles operar essa fé, com todas as mais graças salvadoras, e para os habilitar a praticar toda a santa obediência, como evidência da sinceridade da sua fé e gratidão para com Deus e como o caminho que Deus lhes designou para a salvação.

Gen. 3:15: Isa. 4:3-6; João 326, 6:27; Tito 2:5; 1 João 5:11-12; João 3:36, 1:2; Prov. 1:23; Luc. 11:13; 1 Cor. 12:3, 9; Gal. 5:22-23; Eze. 34:27; Tiago 2:18, 12; II Cor. 5:14-15; Ef. 2:10.

 

33. Foi o pacto da graça sempre administrado de uma só maneira?

O pacto da graça não foi administrado da mesma maneira; mas as suas administrações no Velho Testamento eram diferentes das debaixo do Novo.

Cor. 3:6-9; Heb. 8:7-13.

 

34. Como foi administrado o pacto da graça no Velho Testamento?

O pacto da graça foi administrado no Velho Testamento por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pela páscoa e por outros símbolos e ordenanças: todos os quais tipificaram. o Cristo, que havia de vir e eram naquele tempo suficientes para edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tiveram, ainda nesse tempo, a plena remissão do pecado e a salvação eterna.

Rom. 15:8; At. 3:24; Heb. 10:1; Rom. 4:11, 1 Cor. 5:7; Heb. 11:13; Gal. 3:7-9. 14.

 

35. Como é o pacto da graça administrado no Novo Testamento?

No Novo Testamento, quando Cristo, a substância, foi manifestado, o mesmo pacto da graça foi e continua a ser administrado na pregação da palavra na celebração dos sacramentos do batismo e da Ceia do Senhor; e assim a graça e a salvação são manifestadas em maior plenitude, evidência e eficácia a todas as nações.

Luc. 24:47-48; Mat. 28:19-20; 1 Cor. 11:23-25; Rom. 1: 16; 11 Cor. 3:6.

 

36. Quem é o Mediador do pacto da graça?

0 único Mediador do pacto da graça é o Senhor Jesus Cristo, que, sendo o eterno Filho de Deus, da mesma substância e igual ao Pai, no cumprimento do tempo fêz-se homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas perfeitas e distintas e uma só pessoa para sempre.

João 14:16; 1 Tim. 2:5; João 1:1 e 10:30 ; Fil. 2:6; Gal. 4:4; Luc. 1:35; Rom. 9:5; Col. 2:9; Heb. 13:8.

 

37. Sendo Cristo o Filho de Deus, como se fêz homem?

Cristo, o Filho de Deus, fêz-se homem tomando para si um verdadeiro corpo e uma alma racional sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, da sua substância e nascido dela, mas sem pecado.

João 1:14; Mat. 26:38; Luc. 1:31, 35-42; Heb. 4:15, e 7:26.

 

38. Qual a necessidade de o Mediador ser Deus?

Era necessário que o Mediador fosse Deus para poder sustentar a natureza humana e guardá-la de cair debaixo da ira infinita de Deus e do poder da morte; para dar valor e eficácia aos seus sofrimentos, obediência e intercessão; e para satisfazer a justiça de Deus, conseguir o seu favor, adquirir um povo peculiar, dar a este povo o seu Espírito, vencer todos os seus inimigos e conduzi-lo à salvação eterna.

At. 2:24; Rom. 1:4; At. 20:28; Heb. 7:25; Rom. 3:24-26; Ef. 1:6; Tito 2:14; João 15:26; Luc. 1:69, 71, 74; Heb. 5:9.

 

39. Qual a necessidade de o Mediador ser homem?

Era necessário que o Mediador fosse homem para poder levantar a nossa natureza e obedecer à lei, sofrer e interceder por nós em nossa natureza, e simpatizar com as nossas enfermidades; para que recebêssemos a adoção de filhos, e tivéssemos conforto e acesso com confiança ao trono da graça.

Rom. 8:34; 11 Fed. 1:4; Mat. 5:17; Gal. 4:4, Rom. 5:19; Heb. 2:4; e 7:24-25, e 4:15-16; Gal. 4:5

 

40. Qual a necessidade de o Mediador ser Deus e homem em uma só pessoa?

Era necessário que o Mediador, que havia de reconciliar o homem com Deus, fosse Deus e homem e isto em uma só pessoa, para que as obras próprias de cada natureza fossem aceitas por Deus a nosso favor e que nós confiássemos nelas como as obras da pessoa inteira.

Mat. 1:21, 23 e 3:17; 1 Ped. 2:6.

41. Por que foi o nosso Mediador chamado Jesus?

O nosso Mediador foi chamado Jesus, porque salva o seu povo dos pecados.

Mat. 1:21.

42. Por que foi o nosso Mediador chamado Cristo?

O nosso Mediador foi chamado Cristo, porque foi acima de toda a medida ungido com o Espírito Santo; e assim separado e plenamente revestido com toda a autoridade e poder para exercer as funções de profeta, sacerdote e rei da sua igreja, tanto no estado da sua humilhação, como no da sua exaltação.

Mat. 3:16; João 3:24; Sal. 45:7, João 6:27; At. 3:22; Luc. 4:18, 21; Heb. 5:5-6; Isa- 9:6-7.

43. Como exerce Cristo as funções de profeta?

Cristo exerce as funções de profeta revelando a igreja em todos os tempos, pelo seu Espírito e Palavra, por diversos modos de administração, toda a vontade de Deus em todas as coisas concernentes à sua edificação e salvação.

João 1:18; 1 Pedro 1:10-12; Heb. 1:1-2; João 15:15; Ef. 4:11-13; João 20:31.

44. Como exerce Cristo as funções de sacerdote?

Cristo exerce as funções de sacerdote oferecendo-se a si mesmo uma vez em sacrifício sem mácula, a Deus, para ser a reconciliação pelos pecados do seu povo e fazendo contínua intercessão por ele.

Heb. 9:14, 28, e 2:17, e 7:35.

45. Como exerce Cristo as funções de rei?

Cristo exerce as funções de rei chamando do mundo um povo para si, dando-lhe oficiais, leis e disciplinas para visivelmente o governar; dando a graça salvadora aos seus eleitos; recompensando a sua obediência e corrigindo-os por causa dos seus pecados; preservando-os por causa dos seus pecados; preservando-os e sustentando-os em todas as tentações e sofrimentos; restringindo e vencendo todos os seus inimigos, e poderosamente dirigindo todas as coisas para a sua própria glória e para o bem do seu povo; e também castigando os que não conhecem a Deus nem obedecem ao Evangelho.

Isa. 55:5; Gen. 49:10; 1 Cor. 12:28; João 15:14; Mat. 18:17-18; At. 5:31; Apoc. 22:12, e 3:19; Rom. 8:37-39; 1 Cor. 15:25; Rom. 14:11, e 8:28; 11 Tess. 1:8; Sal. 2:9.

46. Qual foi o estado da humilhação de Cristo?

O estado da humilhação de Cristo foi aquela baixa condição, na qual, por amor de nós, despindo-se da sua glória, Ele tomou a forma de servo em sua concepção e nascimento, em sua vida, em sua morte e depois até à sua ressurreição.

Fil. 2:6-8; 11 Cor. 8:9.

47. Como se humilhou Cristo na sua concepção e nascimento?

Cristo humilhou-se na sua concepção e nascimento, em ser, desde toda a eternidade o Filho de Deus no seio do Pai, quem aprouve, no cumprimento do tempo, tornar-se Filho do homem, nascendo de uma mulher de humilde posição com diversas circunstâncias de humilhação fora do comum.

I João 1:14, 18; Luc. 2:7.

48. Como se humilhou Cristo na sua vida?

Cristo humilhou-se na sua vida, sujeitando-se à lei, a qual perfeitamente cumpriu, e lutando com as indignidades do mundo, as tentações de Satanás e as enfermidades da carne, quer comuns à natureza do homem, quer as procedentes dessa baixa condição.

Gal. 4:4; Mat. 5:17; Isa. 53:2-3; Heb. 12:2-3; Mat. 4:1; Heb. 2:17-18.

49. Como se humilhou Cristo na sua morte?

Cristo humilhou-se na sua morte porque, tendo sido traído por Judas, abandonado pelos seus discípulos, escarnecido e rejeitado pelo mundo, condenado por Pilatos e atormentado pelos seus perseguidores, tendo também lutado com os terrores da morte e os poderes das trevas, tendo sentido e suportado o peso da ira de Deus, Ele deu a sua vida como oferta pelo pecado, sofrendo a penosa, vergonhosa e maldita morte da cruz.

Mat. 27:4, e 26:56; Isa. 53:3; Mat, 27:26; Luc, 22:44; Mat. 27:46; Isa. 53:10; Mat. 20:28; Fil. 2:8; Gal. 3:13.

50. Em que consistiu a humilhação de Cristo depois da sua morte?

A humilhação de Cristo depois da sua morte consistiu em ser ele sepultado, em continuar no estado dos mortos e sob o poder da morte até ao terceiro dia; o que, aliás, tem sido exprimido nestas palavras: Ele desceu ao inferno (Hades).

1 Cor. 15:3-4; Mat. 12:40.

51. Qual é o estado de exaltação de Cristo?

O estado de exaltação de Cristo compreende a sua ressurreição, ascensão, o estar sentado à destra do Pai, e a sua segunda vinda para julgar o mundo.

I Cor. 15:4; Luc. 24:51; Ef. 4:10, e 1:20; A 1:11.

52. Como foi Cristo exaltado na sua ressurreição?

Cristo foi exaltado na sua ressurreição em não ter visto a corrupção na morte (pela qual não era possível que Ele fosse retido), e o mesmo corpo em que sofrera, com as suas propriedades essenciais (sem a mortalidade e outras enfermidades comuns a esta vida), tendo realmente unido à sua alma, ressurgiu dentre os mortos ao terceiro dia, pelo seu próprio poder, e por essa ressurreição declarou-se Filho de Deus, haver satisfeito a justiça divina, ter vencido a morte e aquele que tinha o poder sobre ela, e ser o Senhor dos vivos e dos mortos. Tudo isto fez Ele na sua capacidade representativa, corno Cabeça da sua Igreja, para a justificação e vivificação dela na graça, apoio contra os inimigos, e para lhe assegurar sua ressurreição dos mortos no último dia.

At. 2:24; Sal. 16:10; Luc. 24:39; Rom. 6:9; Apoc. 1:18; João 2:19, e 10:18; Rom. 1:4 e 8:33-34; Heb. 2:14; Rom. 14:9; 1 Cor. 15:21-22; Ef. 1:22-23; Rom. 4:25; Ef. 2:5-6; 1 Cor. 15:20, 25-25; 1 Tess. 4:14.

53. Como foi Cristo exaltado na sua ascensão?

Cristo foi exaltado na sua ascensão em ter, depois da sua ressurreição, aparecido muitas vezes aos seus apóstolos e conversado com eles, falando-lhes das coisas pertencentes ao seu reino, impondo-lhes. o dever de pregarem o Evangelho a todos os povos, e em subir aos mais altos céus, no fim de quarenta dias, levando a nossa natureza e, como nosso Cabeça triunfante sobre os inimigos, para ali, à destra de Deus, receber dons para os homens, elevar os nossos afetos e aparelhar-nos um lugar onde Ele está e estará até à sua segunda vinda no fim do mundo.

At. 1:2-3; Mat. 28:19; Heb. 6:20: Ef. 4:8, 10; At. 1:9; Sal. 68:18; Col. 3:1, 2; João 14:2-3; At. 3:21.

54. Como é Cristo exaltado em sentar-se à destra de Deus?

Cristo é exaltado em sentar-se à destra de Deus, em ser Ele, como Deus-homem, elevado ao mais alto favor de Deus o Pai, tendo toda a plenitude de gozo, glória e poder sobre todas as coisas no céu e na terra; em reunir e defender a sua Igreja e subjugar os seus inimigos; em fornecer aos seus ministros e ao seu povo dons e graças e em fazer intercessão por eles.

Fil. 2:9; At. 2:28; João 17:5; Ef. 1:22; Mat. 28:18; Ef. 4:11-12; Rom. 8:34.

55. Como faz Cristo a sua intercessão?

Cristo faz a sua intercessão apresentando-se em nossa natureza continuamente perante o Pai no céu, pelo mérito da sua obediência e sacrifício cumpridos na terra, declarando ser a Sua vontade que seja aplicado a todos os crentes respondendo a todas acusações contra eles; adquirindo-lhes paz de consciência, não obstante as faltas diárias, dando-lhes acesso com confiança ao trono da graça e aceitação das suas pessoas e serviços.

Heb. 9:24 e 1:3; João 17:9, 20,24; Rom. e 5:1-2, 1 João 2:1-2; Heb, 4:16; Ef. 11:6; 1 Ped 2:5.

56. Como há de ser Cristo exaltado em vir segunda vez para julgar o mundo?

Cristo há de ser exaltado na sua vinda para julgar o mundo, em que, tendo sido injustamente julgado e condenado pelos homens maus, virá segunda vez no último dia com grande poder e na plena manifestação da sua glória e da do seu Pai, com todos os seus santos e anjos, com brado, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, para julgar o mundo em retidão.

At. 3:14-15; Mat. 24:30; Luc 9:26, I Tess. 4:16; At. 17:31.

57. Quais são os benefícios que Cristo adquiriu pela sua mediação?

Cristo, pela sua mediação, adquiriu a redenção, juntamente com todos os mais benefícios do pacto da graça.

Heb. 9:12; 1 Cor. 1:20.

58. Como nos tornamos participantes dos benefícios que Cristo adquiriu?

Tornamo-nos participantes dos benefícios que Cristo adquiriu, pela aplicação deles, a nós, que é especialmente a obra do Espírito Santo.

João 1:12; Tito 3:5-6; João 16:14-15.

59. Quem são feitos participantes da redenção mediante Cristo?

A redenção é aplicada e eficazmente comunicada a todos aqueles para quem Cristo a adquiriu, os quais são nesta vida habilitados pelo Espírito Santo a crer em Cristo conforme o Evangelho.

João 6:37, 39 e 10:15-16; Ef. 2:8; João 3:5.

60. Poderão ser salvos por viver segundo a luz da natureza aqueles que nunca ouviram o Evangelho e por conseguinte não conhecem a Jesus Cristo, nem nEle crêem?

Aqueles que nunca ouviram o Evangelho e não conhecem a Jesus Cristo, nem nEle crêem, não poderão se salvar, por mais diligentes que sejam em conformar as suas vidas à luz da natureza, ou às leis da religião que professam; nem há salvação em nenhum outro, senão em Cristo, que é o único Salvador do seu corpo, a Igreja.

Rom. 10:14; 11 Tess. 1:8-9; Ef. 2:12: João 3:18, e 8:24; 1 Cor. 1:21; Rom. 3:20, e 2:14-15; João 4:22: At. 4:12; Ef. 5:23.

61. Serão salvos todos os que ouvem o Evangelho e pertencem à Igreja?

Nem todos os que ouvem o Evangelho e pertencem à Igreja visível serão salvos, mas unicamente aqueles que são membros verdadeiros da Igreja invisível.

Rom. 9:6; Mat. 7:21.

62. Que é a Igreja visível?

A Igreja visível é uma sociedade composta de todos quantos, em todos os tempos e lugares do mundo, professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos.

1 Cor. 1:2; Gen. 17:7; At. 2:39; 1 Cor. 7:14.

63. Quais são os privilégios da Igreja visível?

A Igreja visível tem o privilégio de estar sob o cuidado e governo especial de Deus; de ser protegida e preservada em todos os tempos, não obstante a oposição de todos os inimigos; e de gozar da comunhão dos santos, dos meios ordinários de salvação e das ofertas da graça por Cristo a todos os membros dela, no ministério do Evangelho, testificando que todo o que crer nEle será salvo, não excluindo a ninguém que queira vir a Ele.

Isa. 4:5-6; Mat. 16:18; At. 2:42; Sal. 147:19-20; Ef. 4:11-12; Rom. 8:9; João 6:37.

64. Que é a Igreja invisível?

A Igreja invisível é o número completo dos eleitos, que têm sido e que hão de ser reunidos em um corpo sob Cristo, a cabeça.

Ef. 1:10; 22-23; João 11:52 e 10:16.

65. Quais são os benefícios especiais de que gozam por Cristo os membros da Igreja invisível?

Os membros da igreja invisível gozam por Cristo da união e comunhão com Ele em graça e gloria.

João 17:21, 24; 1 João 1:3.

66. Qual é a união que os eleitos têm com Cristo?

A união que os eleitos têm com Cristo é a obra da graça de Deus, pela qual são eles espiritual e misticamente, ainda que real e inseparavelmente, unidos a Cristo, seu Cabeça e esposo o que se efetua na sua vocação eficaz.

Ef. 2:5; 1 Cor. 6:17; João 10:28; EL 5:23; 1 Cor. 1:9; 1 Pedro 5:10.

67. Que é vocação eficaz?

Vocação eficaz é a obra do poder e graça onipotente de Deus, pela qual (do seu livre e especial amor para com os eleitos e sem que nada neles o leve a Isto), Ele, no tempo aceitável, os convida e atrai a Jesus Cristo pela sua palavra e pelo seu Espírito, iluminando os seus entendimentos de urna maneira salvadora, renovando e poderosamente determinando as suas vontades, de modo que eles, embora em si mortos no pecado, tornam-se por isso prontos e capazes de livremente responder à sua chamada e de aceitar e abraçar a graça nela oferecida e comunicada.

Ef. 1:18-20; 11 Tim. 1:8-9; Tito 3:4-5; Rom. 9:11; 11 Cor. 5:20; e 6:2, João 6:44; 11 Tess. 2:13-14; At. 26:18; Eze. 11:19; João 6:45; Fil. 2:13.

68. Os eleitos são os únicos eficazmente chamados?

Todos os eleitos, e somente eles, são eficazmente chamados; ainda que outros o possam ser, e multas vezes são exteriormente chamados pelo ministério da palavra e tenham algumas operações comuns do Espírito, contudo, pela sua negligência e desprezo voluntário da graça que é oferecida, são justamente deixados na sua incredulidade e nunca vêm sinceramente a Jesus Cristo.

At. 13:48, e 2:47; Mat. 22:14, e 13:20-21; Sal. 81:11-12; João 12:38-40.

69. Que é a comunhão em graça que os membros da Igreja invisível têm com Cristo?

A comunhão em graça que os membros da Igreja invisível têm com Cristo é a participação da virtude da sua mediação, na justificação, adoção, santificação e tudo o que nesta vida manifesta a união com Ele .

Rom. 8:30; Ef. 1:5; 1 Cor. 1:30.

70. Que é justificação?

Justificação é um ato da livre graça de Deus para com os pecadores, no qual Ele os perdoa, aceita e considera justas as suas pessoas diante dEle, não por qualquer coisa neles operada, nem por eles feita mas unicamente pela perfeita obediência e plena satisfação de Cristo, a eles imputadas por Deus e recebidas só pela fé.

Rom. 3:22-25, e 4:5; 11 Cor. 5:19, 21; Ef. 1:6-7; Rom, 3:24, 25, 28, e 5:17-19, e 4:6-8, e 5:1; At. 10:43.

71. Como é a justificação um ato da livre graça de Deus?

Ainda que Cristo, pela sua obediência e morte, prestasse uma verdadeira satisfação real e plena à justiça de Deus a favor dos que são justificados, contudo a sua justificação é de livre graça para eles desde que Deus aceita a satisfação de um fiador, a qual podia ter exigido deles; e proveu este fiador,

Seu único Filho, imputando-lhes a justiça deste e não exigindo deles nada para a sua justificação senão a fé, a qual também é dom de Deus.

Mat. 20:28; Rom. 5:8-10, 19; 1 Tim. 2:5-6; Isa. 53:5-6; Heb. 7:22; Rom. 8:32; 11 Cor. 5:21; Rom. 3:25; Ef. 2:8, e 1:7.

72. Que é a fé justificadora?

A fé justificadora é a que salva. É operada .pelo Espírito e pela Palavra de Deus no coração do pecador que, sendo por eles convencido do seu pecado e miséria e da sua incapacidade, e das demais criaturas, para o restaurar desse estado, não somente aceita a verdade da promessa do Evangelho, mas recebe e confia em Cristo e na sua justiça, que lhe são oferecidos no Evangelho, para o perdão de pecados e para que a sua pessoa seja aceita e reputada justa diante de Deus para a salvação.

Heb. 10:39; 1 Cor, 12:3, 9; Rom. 10:14, 17; João 16:8-9; At. 16:30; Ef. 1:13; Ef. 10:43; Fil. 3.9; At. 15:11.

73. Como justifica a fé o pecador diante de Deus?

A fé justifica o pecador diante de Deus, não por causa das outras graças que sempre a acompanham, nem por causa das boas obras que são os frutos dela, nem como se fosse a graça da fé, ou qualquer ato dela, que lhe é imputado para a justificação; mas unicamente porque a fé é o instrumento pelo qual o pecador recebe e aplica a si Cristo e a sua justiça.

Rel. Gal. 3:11; Rom. 3:28, e 4:5; João 1:12; Gal2:16.

74. Que é adoção?

Adoção é um ato da livre graça de Deus, em seu único Filho Jesus Cristo e por amor dEle, pelo qual todos os que são justificados são recebidos no número dos filhos de Deus, trazem o seu nome, recebem o Espírito do Filho, estão sob o seu cuidado e dispensações paternais, são admitidos a todas as liberdades e privilégios dos filhos de Deus, feitos herdeiros de todas as promessas e co-herdeiros com Cristo na glória.

1 João 3:1; Ef. 1:5; Gal. 4:4-5: João 1:12; II Cor. 6:18; Apoc. 3:12; Gal. 4:6; Sal. 103:13; Mat. 6:32; Rom. 8:17.

75. Que é santificação?

Santificação é a obra da graça de Deus, pela qual os que Deus escolheu, antes da fundação do mundo, para serem santos, são nesta vida, pela poderosa operação do seu Espírito, aplicando a morte e a ressurreição de Cristo, renovados no homem interior, segundo a imagem de Deus, tendo os germes do arrependimento que conduz à vida e de todas as outras graças salvadoras implantadas em seus corações, e tendo essas graças de tal forma excitadas, aumentadas e fortalecidas, que eles morrem, cada vez mais para o pecado e ressuscitam para novidade de vida.

Ef. 1:4; 1 Cor. 6:11; 11 Tess. 2:13; Rom. 6:4~6; Fil. 3:10; Ef. 4:23-24; At. 11:18; 1 João 3:9; Judas. 20; Ef. 3:16-19; Col. 1:10-11; Rom. 6:4-6.

76. Que é o arrependimento que conduz à vida?

0 arrependimento que conduz à vida é uma graça salvadora, operada no coração do pecador pelo Espírito e pela Palavra de Deus, pela qual, reconhecendo e sentindo, não somente o perigo, mas também a torpeza e odiosidade dos seus pecados, e apreendendo a misericórdia de Deus em Cristo para com os arrependidos, o pecador tanto se entristece pelos seus pecados e os aborrece, que se volta de todos eles para Deus, tencionando e esforçando-se a andar constantemente com Deus em todos os caminhos da nova obediência.

Luc. 24:47; II Tim. 2:25; João 16:8-9; At. 11:18, 20:21; Eze. 18:30, 32; Luc. 15:17-18; Eze. 36-31. e 16:61, 63; Sal. 130:34; Joel 2:12-13; Jer. 31:18-19; II Cor. 7:11; At. 26:18; 1 Reis 8:47-48; Eze. 14:6; Sal. 119:59, 128; Rom. 6:17-18; Luc. 19:8.

77. Em que difere a justificação da santificação?

Ainda que a santificação seja inseparavelmente unida com a justificação, contudo elas diferem nisto: na justificação Deus imputa a justiça de Cristo, e na santificação o seu Espírito infunde a graça e dá forças para a exercer. Na justificação o pecado é perdoado, na santificação ele é subjugado; aquela liberta a todos os crentes igualmente da ira vingadora de Deus, e isto perfeitamente nesta vida, de modo que eles nunca mais caem na condenação; esta não é igual em todos os crentes e nesta vida não é perfeita em crente algum, mas vai crescendo para a perfeição.

I Cor. 6:11, e 1:30; Rom. 4:6, 8; Eze. 36:27; Rom. 6:6, 14, e 8:1, 33-34; Heb. 5:12-14; 1 João 1:8, 10; 11 Cor. 7:1: Fil. 3:12-14.

78. Como é que a santificação dos crentes é imperfeita?

A santificação dos crentes é imperfeita por causa dos restos do pecado que permanecem neles, e das perpétuas concupiscência da carne contra o espirito; por isso são eles, muitas vezes arrastados pelas tentações e caem em muitos pecados, são impedidos em todos os seus serviços espirituais, e as suas melhores obras são imperfeitas e manchadas diante de Deus.

Rom. 7:18, 23; Gal. 5:17; Heb. 12:1; Isa. 64:6.

79. Não poderão os crentes verdadeiros cair do estado de graça, em razão das suas imperfeições e das multas tentações e pecados que os surpreendem?

Os crentes verdadeiros, em razão do amor imutável de Deus e do seu decreto e pacto de lhes dar a perseverança, da união inseparável entre eles e Cristo, da contínua intercessão de Cristo por eles e do Espírito e semente de Deus permanecendo neles, nunca poderão total e finalmente cair do estado de graça, mas são conservados pelo poder de Deus, mediante a fé para a salvação.

Jer. 31:3; João 13:1; 11 Tim. 2:19; Beb. 13:2021; 11 Sam. 23:5; 1 Cor. 1:8-9; Heb. 7:25; Luc. 22:32; 1 João 3:9, e 2:27; Jer. 32:40; João 10:28; 1 Ped. 1:5; Fil. 1:6.

80. Poderão os crentes verdadeiros ter certeza infalível de que estão no estado da graça e de que neste estado perseverarão até a salvação?

Aqueles que verdadeiramente crêem em Cristo, e se esforçam por andar perante Ele com toda a boa consciência, podem, sem uma revelação extraordinária, ter a certeza infalível de que estão no estado de graça, e de que neste estado perseverarão até a salvação, pela fé baseada na verdade das promessas de Deus e pelo Espírito que os habilita a discernir em si aquelas graças às quais são feitas as promessas da vida, testificando aos seus espíritos que eles são filhos de Deus.

I João 2:3; 1 Cor. 2:12; 1 João 4:13, 16 e 3:14,. 18-21, 24; Heb. 6:11-12; Rom. 8:16; 1 João 5:13; 11 Tim. 1: 12.

81. Têm todos os crentes sempre a certeza de que estão no estado da graça e de que serão salvos?

A . certeza da graça e salvação, não sendo da essência da fé, crentes verdadeiros podem esperar muito tempo antes do consegui-la; e depois de gozar dela podem sentir enfraquecida e interrompida essa certeza, por muitas perturbações, Pecados, tentações e deserções; contudo nunca são deixados sem uma tal presença e apoio do Espírito de Deus, que os guarda de caírem em desespero absoluto.

II Ped 1:10; 1 João 5:13; Sal. 77:7-9, e 22:1 e 31:22, e 73:13-15, 23; 1 João 3:9; Isa. 54:7-11,

82. Em que tempo se realiza a comunhão em glória que os membros da Igreja invisível têm com Cristo?

A comunhão em glória que os membros da Igreja Invisível têm com Cristo realiza-se nesta vida e imediatamente depois da morte, e é finalmente aperfeiçoada na ressurreição e no dia do juízo.

II Cor 3:18; Col. 3:3; Luc. 23:43; 11 Cor. 5:8; 1 Tess. 4:17.

83. Qual é a comunhão em glória com Cristo de que os membros da Igreja invisível gozam nesta vida?

Aos membros da Igreja Invisível são comunicadas, nesta vida, as primícias da glória com Cristo visto serem membros dEle, a Cabeça, e, estando nEle têm, parte naquela glória que na sua plenitude lhe pertence; e como penhor dela sentem o amor de Deus, a paz de consciência, o gozo do Espírito Santo e a esperança da glória. Do mesmo modo, o sentimento ,da ira vingadora de Deus, o terror da consciência e uma terrível expectação do juízo, são para os ímpios o princípio dos tormentos, que eles hão de sofrer depois da morte.

Ef. 2:5-6; Rom. 5:5; 11 Cor. 1:22; Rom. 5:1-2 e 14:17; Gen. 4:13; Mat. 27:4; Heb. 10:27; Mar. 9:48.

84. Morrerão todos os homens?

A morte, sendo imposta como o estipêndio do pecado, está decretada a todos que uma vez morram, pois todos são pecadores.

Rom. 6:23; Heb. 9:27; Rom. 5:12.

85. A morte sendo o estipêndio do pecado, por que não são os justos livrados dela, visto que todos os seus pecados são perdoados em Cristo?

Os justos no último dia serão libertados da própria morte, e no ato de morrer estarão isentos do aguilhão e maldição dela, de modo que, embora morram, contudo, vem isto do amor de Deus, Para os livrar perfeitamente do pecado e miséria e os tornar capazes de maior comunhão com Cristo na glória, na qual eles imediatamente entram.

1 Cor. 15:26, 55-57; Rom. 14:8; Sal. 116:15; Apoc. 14.:13; Luc. 16:25, e 23:45; Fil. 1:23.

86. Que é a comunhão em glória com Cristo de que os membros da Igreja invisível gozam imediatamente depois da morte?

A comunhão em glória com Cristo de que os membros da Igreja invisível gozam imediatamente depois da morte, consiste em serem aperfeiçoadas em santidade as suas almas e recebidas nos mais altos céus onde vêem a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção de seus corpos, os quais até na morte continuam unidos a Cristo, e descansam nas suas sepulturas, como em seus leitos, até que no último dia sejam unidos novamente às suas almas. Quanto às almas dos ímpios, são imediatamente depois da sua morte lançadas no inferno onde permanecem em tormentos e trevas exteriores; e os seus corpos ficam guardados nas suas sepulturas, como em cárceres, até à ressurreição e juízo do grande dia.

At. 7:55, 59; Apoc. 7:13;14, e 19:8; II Cor5:8; Fil. 1:23: At. 3:21; Ef. 4:20; Apoc. 7:15; I Cor. 13:12; Rom. 8:11, 23; 1 Tess. 4:6; 1 Reis 2:10; João11:11; I Tess, 4:14; Luc. 16:23-24; Judas 7.

87. Que devemos crer acerca da ressurreição?

Devemos crer que no último dia haverá uma ressurreição geral dos mortos, dos justos e dos injustos; então os que se acharem vivos serão mudados em um momento, e os mesmos corpos dos mortos, que têm jazido na sepultura, estando então novamente unidos às suas almas para sempre, serão ressuscitados pelo poder de Cristo. Os corpos dos justos, pelo Espírito e em virtude da ressurreição de Cristo, como cabeça deles, serão ressuscitados em poder, espirituais e incorruptíveis, e feitos semelhantes ao corpo glorioso dEle; e os corpos dos ímpios serão por Ele ressuscitados para vergonha, como por um juiz ofendido.

At. 24:15; I Cor. 15:51-53: I Tess. 4:15-17; I Cor. 15:21-23, 42-44; Fil. 3:21; João 5:28-29; Dan. 12:2.

88. Que se seguirá imediatamente depois da ressurreição?

Imediatamente depois da ressurreição se seguirá o juízo geral e final dos anjos e dos homens, o dia e a hora do qual homem nenhum sabe, para que todos vigiem, orem e estejam sempre prontos para a vinda do Senhor.

Mat. 16:27; II Ped. 2:4; 11 Cor. 5:10; Mat. 36, 42, 44.

89. Que sucederá aos ímpios no dia do juízo?

No dia do juízo os ímpios serão postos à mão esquerda de Cristo, e sob clara evidência e plena convicção das suas próprias consciências terão pronunciada contra si a terrível, porem justa, sentença de condenação; então serão excluídos da presença favorável de Deus e da gloriosa comunhão com Cristo, com e seus santos, e com todos os santos anjos e lançados no inferno, para serem punidos com tormentos indizíveis, do corpo e da alma, com o diabo e seus anjos para sempre.

Mat. 25:23, e 22:12; Luc. 19:22; Mat. 25:41-42, 46; II Tess. 1:8-9

90. Que sucederá aos justos no dia do juízo?

No dia do juízo os justos, sendo arrebatados para encontrar a Cristo nas nuvens, serão postas à sua destra e ali, abertamente, reconhecidos e justificados, se unirão com Ele para julgar os réprobos, anjos e homens; e serão recebidos no céu, onde serão plenamente e para sempre libertados de todo o pecado e miséria, cheios de gozos inefáveis, feitos perfeitamente santos e felizes, no corpo e na alma, na companhia de inumeráveis santos e anjos, mas especialmente na imediata visão e fruição de Deus o Pai, de nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo, por toda a eternidade. É esta a perfeita e plena comunhão de que os membros da Igreja invisível gozarão com Cristo em glória, na ressurreição e no dia do juízo.

I Tess, 4:17; Mat. 25:33, e 10:32; I Cor. 6:2-3; Mat. 25:34, 46; Ef. 5:27; Sal 16:11; Heb. 12:22-23; I João 3:2; I Cor, 13:12; I Tess. 4:17-18.

91. Qual é o dever que Deus requer do homem?

O dever que Deus requer do homem é obediência à sua vontade revelada.

Deut. 29:29; Miq. 6:8; I Sam. 15:22.

92. Que revelou Deus primeiramente ao homem como regra da sua obediência?

A regra de obediência revelada a Adão no estado de inocência, e a todo o gênero humano nele, além do mandamento especial de não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, foi a lei moral.

Gen. 1:27; Rom. 10:5, e 2:14:15; Gen. 2:17

93. Que é a lei moral?

A lei moral é a declaração da vontade de Deus, feita ao gênero humano, dirigindo e obrigando todas as pessoas à conformidade e obediência perfeita e perpétua a ela - nos apetites e disposições do homem inteiro, alma e corpo, e no cumprimento de todos aqueles deveres de santidade e retidão que se devem a Deus e ao homem, prometendo vida pela obediência e ameaçando com a morte a violação dela.

Deut. 5:1, 31, 33; Luc. 10:26-28; Gal 3:10; I Tess. 5:28; Luc. 1:75; At. 24,:16; Rom. 10:15.

94. É a lei moral de alguma utilidade ao homem depois da queda?

Embora nenhum homem, depois da queda, possa alcançar a retidão e a vida pela lei moral, todavia ela é de grande utilidade a todos os homens, tendo uma utilidade especial aos não regenerados e outra aos regenerados.

Rom. 8:3; Gal. 2:16; I Tim. 1:8.

95. De que utilidade é a lei moral a todos os homens?

A lei moral é de utilidade a todos os homens, para os instruir sobre a natureza e vontade de Deus e sobre os seus deveres para com Ele, obrigando-os, a andar conforme a essa vontade; para os convencer de que são incapazes de a guardar e do estado poluto e pecaminoso da sua natureza, corações e vidas; para os humilhar, fazendo-os sentir o seu pecado e miséria, e assim ajudando-os a ver melhor como precisam de Cristo e da perfeição da sua obediência.

Lev. 20:7-8; Rom. 7:12; Tiago 2:10; Miq. 6:8; Sal. 19:11-12; Rom. 3:9, 20, 23 e 7:7, 9, 13; Gal. 3:21-22; Rom. 10:4.

96. De que utilidade especial é a lei moral, aos homens não regenerados?

A lei moral é de utilidade aos homens não regenerados para despertar as suas consciências a fim de fugirem da ira vindoura e forçá-los a recorrer a Cristo; ou para deixá-los inescusáveis e sob a maldição do pecado, se continuarem nesse estado e caminho.

I Tim. 1:9-10; Gal. 3:10, 24; 1:20,

97. De que utilidade especial é a lei moral aos regenerados?

Embora os que são regenerados e crentes em Cristo sejam libertados da lei moral, como pacto de obras, de modo que nem. são justificado, nem condenados por ela; contudo, além da utilidade geral desta lei comum a eles e a todos os homens é ela de utilidade especial para lhes mostrar quanto devem a Cristo por cumpri-la e sofrer a maldição dela, em lugar e para bem deles, e assim provocá-los a uma gratidão maior e a manifestar esta gratidão por maior cuidado da sua parte em conformarem-se a esta lei, como regra de sua obediência.

Rom. 6:14 e 7:4, 6; Gal. 4:4-5; Rom. 3:20 e .8:1, 34 e 7:24-25; Gal. 3:13-14; Rom. 8:3-4; II Cor. 5:21; Col. 1:12-14; Rom. 7:22 e 12:2; Tito 2:11-14.

98. Onde se acha a lei moral resumidamente compreendida?

A lei moral acha-se resumidamente compreendida nos dez mandamentos, que foram dados pela voz de Deus no monte Sinal e por Ele escritos em duas tábuas de pedra, e estão registrados no capítulo vigésimo do Êxodo. Os quatro primeiros mandamentos contêm os nossos deveres para com Deus e os outros seis os nossos deveres para com o homem.

Deut. 10,4; Mat. 22:37-40.

99. Que regras devem ser observadas para a boa compreensão dos dez mandamentos?

Para a boa compreensão dos dez mandamentos as seguintes regras devem ser observadas:

1a. Que a lei é perfeita e obriga a todos à plena conformidade do homem inteiro à retidão dela e à inteira obediência para sempre; de modo que requer a sua perfeição em todos os deveres e proíbe o mínimo grau de todo o pecado.

Sal. 19:7, Tiago 2:10; Mat. 5:21-22.

2a. Que a lei é espiritual, e assim se estende tanto ao entendimento, à vontade, aos afetos e a, todas as outras potências da alma - como às palavras, às obras e ao procedimento.

Rom. 7:14; Deut. 6:5; Mat. 22:37-39 e 12:36-37.

3a. Que uma e a mesma coisa, em respeitos diversos, é exigida ou proibida em diversos mandamentos.

Col. 3:5; 1 Tim. 6:10; Prov. 1:19; Amós 8:5.

4a. Que onde um dever é prescrito, o pecado contrário é proibido; e onde um pecado é proibido, o dever contrário é prescrito; assim como onde uma Promessa está anexa, a ameaça contrária está inclusa; e onde uma ameaça está anexa a promessa contrária está inclusa.

Isa. 58:13; Mat. 15:4-6; Ef. 4:28; Exo. 20:12, Prov. 30:17; Jer. 18:7-8; Exo. 20:7.

5a. Que o que Deus proíbe não se há de fazer em tempo algum, e o que Ele manda é sempre um dever; mas nem todo o dever especial é para se cumprir em todos os tempos.

Rom. 3:8; Deut. 4:9; Miat. 12:7; Mar. 14:7.

6a. Que, sob um pecado ou um dever, todos os da mesma classe são proibidos ou mandados, juntamente com todas as coisas, meios, ocasiões e aparências deles e provocações a eles.

Heb. 10:24-25; I Tess. 5:22; Gal. 5:26; Col. 3:21; Judas 23.

7a. Que aquilo que nos é proibido ou mandado temos a obrigação, segundo o lugar que ocupamos, de procurar que seja evitado ou cumprido por outros segundo o dever das suas posições.

Exo. 20; Lev. 19:17; Gen. 18:19; Deut. 6:6:7; Jos. 24:15.

8a. Que, quanto ao que é mandado a outros, somos obrigados, segundo a nossa posição e vocação, a ajudá-los, e a cuidar em não participar com outros do que lhe é proibido.

II Cor 1:24; I Tim. 5:221; Ef 5:7.

100. Que pontos devemos considerar nos dez mandamentos?

Devemos considerar nos dez mandamentos - o prefácio, o conteúdo dos mesmos mandamentos e as divinas razões anexas a alguns deles para lhes dar maior força.

101. Qual é o prefácio dos dez mandamentos?

O prefácio dos dez mandamentos é: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". Nestas palavras Deus manifesta a sua soberania como JEOVA (Senhor), o eterno, imutável e todo-poderoso Deus, existindo em si e por si, cumprindo todas as suas palavras e obras, manifestando que é um Deus em pacto, com todo o seu povo e com o Israel antigo; que assim como tirou a estes da servidão do Egito, assim nos libertou do cativeiro espiritual, e que, portanto, é nosso dever aceitar a Ele só por nosso Deus e guardar todos os seus mandamentos.

Exo. 20:2; Isa. 44:6; Exo. 3:14 e 6:13; At. 17:24, 28; Gen. 17:7; Rom. 3:29; Luc. 1:74-75 1 Pedro 1:15-18.

102. Qual é o resumo dos quatro mandamentos que contêm o nosso dever para com Deus?

O resumo dos quatro mandamentos que contêm o nosso dever para com Deus é amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todas as nossas forças e de todo o nosso entendimento.

Luc. 10:27.

103. Qual é o primeiro mandamento?

O primeiro mandamento é: "Não terás outros deuses diante de mim."

Exo. 20:3.

104. Quais são os deveres exigidos no primeiro mandamento?

Os deveres exigidos no primeiro mandamento são - o conhecer e reconhecer Deus como único verdadeiro Deus e nosso Deus, e adorá-lo e glorificá-lo como tal; pensar e meditar nÊle, lembrar-nos dÊle, altamente apreciá-lo, honrá-lo, adorá-lo, escolhê-lo, amá-lo, desejá-lo e temê-lo; crêr nÊle, confiando, esperando, deleitando-nos e regozijando-nos nÊle; ter zêlo por Ele; invocá-lo, dando-Lhe todo louvor e agradecimentos, prestando-Lhe toda a obediência e submissão do homem todo; ter cuidado de o agradar em tudo, e tristeza quando Ele é ofendido em qualquer coisa; e andar humildemente com Ele.

I Cron. 28:9; Deut. 26:17; Isa. 43:10; Sal. 95:6-7; Mat. 4:10; Sal. 29:2; Mat. 3:16; Sal. 63:6; Ec. 12:1; Sal. 71:19; Mat. 1:6; Isa. 45:23; Jos. 24:22; Deut. 6:5; Sal. 73:25; Isa. 8:13; Exo. 14:31; Isa. 26:4; Sal. 130:7; e 37:4; e 12:11; Rom. 12:11; Fil. 4:6; Jer 7:23; Tiago 4:7; I João 3:22; Sal. 119:136; Jer. 31:18; Miq. 6:8.

105. Quais são os pecados proibidos no primeiro mandamento?

Os pecados proibidos no primeiro mandamento são - o ateísmo, negar ou não ter um Deus; a idolatria, ter ou adorar mais do que um Deus, ou qualquer outro juntamente com o verdadeiro Deus ou em lugar dÊle; o não tê-lo e não confessá-lo como Deus, e nosso Deus; a omissão ou negligência de qualquer coisa devida a Ele, exigida neste mandamento; a ignorância, o esquecimento, as más concepções, as falsas opiniões, os pensamentos indignos e ímpios quanto a Ele; o pesquisar audaz e curioso dos seus segredos; toda a impiedade, todo o ódio de Deus, egoísmo, espírito interesseiro e tôda a aplicação desordenada e imoderada do nosso entendimento, vontade ou afetos e outras coisas e o desvio destes de Deus, em tudo ou em parte; a vã credulidade, a incredulidade, a heresia, as crenças errôneas, a desconfiança, o desespêro; a resistência obstinada e a insensibilidade sob os juízos de Deus; a dureza de coração; a soberba; a presunção; a segurança carnal; o tentar a Deus; o uso de meios ilícitos, a confiança nos lícitos; os deleites e gozos carnais; um zêlo corrupto, cego e indiscreto; a tibieza e o amortecimento nas coisas de Deus; o alienar-nos e apostatar-nos de Deus; o orar ou prestar qualquer culto religioso a santos, anjos ou qualquer outra criatura; todos os pactos com o diabo; o consultar com ele e dar ouvidos às suas sugestões; o fazer dos homes senhores da nossa fé e consciência; o fazer pouco caso e desprezar a Deus e aos mandamentos; o resistir e entristecer o seu Espírito; o descontentamento e impaciência com as suas dispensações; acusá-lo estultamente dos males com que Ele nos aflige, e o atribuir o louvor de qualquer bem que somos, temos ou podemos fazer à fortuna, aos ídolos, a nós mesmos, ou a qualquer outra criatura.

Sal. 14:1; Ef. 2:12; Jer. 2:27-28; I Tess. 1:4; Sal. 81:11; Isa. 43:22-23; Jer. 4:22; Ose. 4:1-6; Jer. 2:32; At.17:23, 29; Isa. 40:18; Sal. 50:21; Deut. 29:29; Tito 1:16; Heb.12:16; Rom. 1:30; II Tim. 3:2; Fil. 2:21; I João 2:15-16; e 4:1; Heb. 3:12; Gal. 5:20; At. 26:9; Sal. 78:22; Gen. 4:13; Jer. 5:3; Isa. 43:25; Rom. 2:5; Jer. 13:15; Sal. 19:13; Sof. 1:12; Mat. 4:7; Rom. 3:8; Jer. 17:5; II Tim. 3:4; Gal. 4:17; Apoc. 3:1 e 3:16; Ez. 14:5; Isa. 1:4-5; Oze. 4:12; Apoc. 19:10; Col. 2:18; Rom. 1:25; lev. 20:6; At. 5:3; II Co. 1:24; Deut. 32:15; Prov. 13:13; At. 7:51; Ef. 4:30; Sal. 73:2-3; Job. 1:22; Luc. 12:19; Dan. 5:23; Deut. 8:17; Hab. 1:16.

106. Que nos ensina especialmente pela palavras "além de mim" no primeiro mandamento?

As palavras "além de mim" no primeiro mandamento ensinam-nos que Deus, que tudo vê, nota especialmente e se ofende muito, com o pecado de ter-se qualquer outro Deus, de maneira que elas sirvam de argumento para nos dissuadir desse pecado e de agravá-lo com uma provocação mui ousada; assim como para nos persuadir e fazer como diante dos olhos de deus tudo o que fizemos no seu serviço.

Sal. 44:20-21; I Cron. 28:29

107. Qual é o segundo mandamento?

O segundo mandamento é: "Não farás para tí imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra; nem de coisas que haja debaixo da terra. Não as adorarás nem lhe dará culto, porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e que usa de misericórdia até mil gerações com a queles que me amam e que guardam os meus preceitos."

Exo. 20:4-6.

108. Quais são os deveres exigidos no segundo mandamento?

Os deveres exigidos no segundo mandamento são - o receber, observar e guardar, puros e inalterados, todo o culto e todas as ordenaças religiosas que Deus instituiu na sua Palavra, especialmente a oração e ações de graças em nome de Cristo; a leitura, a prédica, e o ouvir da Palavra; a administração e a recepção dos sacramentos; o governo e a disciplina da igreja; o ministério e a sua manutenção; o jejum religioso, o jurar em nome de Deus e o fazer os votos a Ele; bem como o desaprovar, detestar e opor-nos a todo o culto falso, e, segundo a posição e vocação de um, o remover tal culto e todos os símbolos de idolatria.

Deut. 32:43; Mat 28:20; I Tim. 6:13-14; Fil. 4:6; Ef. 5:20; Deut. 17:18-19; At. 15:21; II Tim. 4:2; At 10:33; Mat. 28:19 e 16:18 e 18:15-17; I Co 12:28; Ef. 4:11-12; Tim. 5-17-18; Joel 2:12; I Co 7:5; Deut. 6:13; Sal. 76:11; At. 17:16-17; Sal 16:4; Deut. 7:5; Isa. 30:22.

109. Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento?

Os pecados proibinos no segundo mandamento são - o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; o fazer qualquer imagem de Deus, de todas e qualquer das três pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de criatura alguma; toda a adoração dela, ou de Deus nela ou por meio dela; o fazer qualquer qualquer imagem de deuses imaginários e todo o culto ou serviço a eles pertecentes; todas as invensões superticiosas, corrompendo oculto de Deus, acrescentando ou tirando dele, quer sejam inventadas e adotadas por nós, quer recebidas por tradição de outros, embora sob o título de antiguidade, de costume, de devoção, de boa intenção, ou por qualquer outro pretexto; a simonia, o sacrilégio; toda a negligência, desprezo, impedimento e oposiçào ao culto e ordenanças que Deus instituiu.

Num. 15:39; Deut. 13:6-8; Oze. 5:11; Miq. 6:16; I Reis 11:33 e 12:23; Deut. 12:30-32 e 4:15-16; At. 17:29; Rom. 1:21-23,25; Gal. 4:8; Exo. 32:5,8; I Reis 18:26-28; At. 17:22; Col. 2 :21-23; Mal. 1:7-8,14; Deut. 4:2; Sal. 104:39; Mat. 15:9; I Ped. 1:8; Jer. 44:17; Isa. 55:3-5; Gal. 1:13-14; I Sam. 13:12 e 15:21; At. 8:18-19; Rom. 2:22; Mal. 3:8 e 1:7,13; Mat. 22:5 e 23:13; At. 13:45.

110. Quais são as razões anexas ao segundo mandamento para lhe dar maior força?

As razões anexas para o segundo mandamento, para lhe dar maior força, contidas nestas palavras: "Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zelozo, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e que usa de misericórdia até mil gerações com a queles que me amam e que guardam os meus preceitos", são, além da soberania de Deus sobre nós e o seu direito de propriedade em nós, o seu zelo fervoroso pelo seu culto e indignação vingadora contra todo o culto falso, considerando-o uma apostasia religiosa, tendo por inimigos os violadores desse mandamento e ameaçando puni-los até diversas gerações e tendo por amigos os que guardam os seus mandamentos, prometendo-lhes a misericórdia até muitas gerações.

Exo. 20:5-6; Sal. 14:11; Apoc. 15:3-4; Exo. 34:13-14; I Co. 10-20-22; Oze 2:2-4; Deut. 5:29.

111. Qual é o terceiro mandamento?

O terceiro mandamento é: "Não tomarás o nome to Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus".

Exo. 20:7

112. O que se exige no terceiro mandamento? 
No terceiro mandamento exige-se que o Nome de Deus, os seus títulos, atributos, ordenanças, a Palavra, os sacramentos, a oração, os juramentos, os votos, as sortes, suas obras e tudo quanto por meio do quê Deus se faz conhecido, sejam santa e reverentemente usados em nossos pensamentos, meditações, palavras e escritos, por uma afirmação santa de fé e um comportamento conveniente, para a glória de Deus e para o nosso próprio bem e o de nosso próximo. 
Dt28:58;Mq 4:5; Jr 4:2;32:39. Leia-se todo o Salmo 8.Sl 29:2;76:11;102:18;105:2,5;107:21,22;138:2; Mt 1:14;3:16;6:9;  I Tm 2:8; At 1:24,26; I Co 10:31;11:28,29; Fp 1:27;Cl 3:17; I Pe 2:12;3:15; Ap 15:3,4.

113. Quais são os pecados proibidos no terceiro mandamento? 
Os pecados proibidos no terceiro mandamento são: o não usar o nome de Deus como nos é requerido e o abuso no uso dele por uma menção ignorante, vã, irreverente, profana, supersticiosa ou ímpia, ou outro modo de usar os títulos, atributos, ordenanças, ou obras de Deus; a blasfêmia, o perjúrio, toda abominação, juramentos, votos e sortes ímpios; a violação dos nossos juramentos e votos, quando lícitos, e o cumprimento deles, se por coisas ilícitas; a murmuração e as rixas, as consultas curiosas, e a má aplicação dos decretos e providência de Deus; a má interpretação, a má aplicação ou qualquer perversão da Palavra, ou de qualquer parte dela; as zombarias profanas, questões curiosas e sem proveito, vãs contendas ou a defesa de doutrinas falsas; o abuso das criaturas ou de qualquer coisa compreendida sob o nome de Deus, para encantamentos ou concupiscências e práticas pecaminosas; a difamação, o escárnio, vituperação, ou qualquer oposição à verdade, à graça e aos caminhos de Deus; a defesa da religião por hipocrisia ou para fins sinistros; o envergonhar-se da religião ou o ser uma vergonha para ela, por meio de uma conduta inconveniente, imprudente, infrutífera e ofensiva, ou por apostasia. 
Êx 5:2; Dt 18:10,11;23:16;29:29;Ml 1:6,7,12;2:2;Et 3:7;9:24;Ez 13:22;17:19; Lv 24:11;Zc 5:4;Pv 30.9;I Sm 16:5;17:43;25:22,32-34;II Rs 19:22;21:9,10; Jr 5:7;7:4;23:10; Is 5:4,12;Sl 1:1;24:4;50:16;73:12-15;139:20.Leia-se Mt 5:21-48. Mt 6:1-3,5,16; 22:29;23:14;Mc 6:26;8:38;At 4:18;13:45,50;17:23;23:12;19:9,13;Rm 2:23,24;3:5-7;9:14,19,20;12:14;13:13,14;I Co 6:5,6;Gl 3:1-3;Ef 5:4,15,17; Cl 2.20-22; I Ts 2:16; I Tm 6:4,5,20;II Tm 2:14;3:5;4:3,4;Tt 3:9;I Pe 4:4;II Pe 1:8,9; 3:3,16;Hb 6:6;10:26-31;Jd 4.

114. Quais são as razões anexas ao terceiro mandamento? 
As razões anexas ao terceiro mandamento, contido nestas palavras:”O Senhor teu Deus”, e, “porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o Seu nome”, são porque ele é o Senhor e nosso Deus, portanto o seu Nome não deve ser profanado nem por forma alguma abusado por nós; especialmente porque ele estará tão longe de absolver e poupar os transgressores deste mandamento, que não os deixará escapar de seu justo juízo, embora muitos escapem das censuras e punições dos homens. 
Ex 20:7; Lv 19:12; Dt 28:58,59; I Sm 2:12,17,22;3:13.

115. Qual é o quarto mandamento? 
O quarto mandamento é: “Lembra-te de santificar o dia de sábado, Trabalharás seis dias e farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seus dias o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, e descansou ao sétimo dia: por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou.” 
Ex 20:8-11.

116. Que se exige no quarto mandamento? 
No quarto mandamento exige-se que todos os homens santifiquem ou guardem santos para Deus todos os tempos estabelecidos, que Deus designou em sua Palavra, expressamente um dia inteiro em cada sete; que era o sétimo desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, e o primeiro dia da semana desde então, e há de assim continuar até ao fim do mundo; o qual é o sábado cristão, que no Novo Testamento se chama Dia do Senhor. 
Gn 2:3; Is 56:2,4,6,7; I Co 16:2; At 20:7; Jo 20:19-27; Ap 1:10.

117. Como deve ser santificado o Sábado ou Dia do Senhor (=Domingo)? 
O Sábado, ou Dia do Senhor (=Domingo), deve ser santificado por meio de um santo descanso por todo aquele dia, não somente de tudo quanto é sempre pecaminoso, mas até de todas as ocupações e recreios seculares que são lícitos em outros dias; e em fazê-lo o nosso deleite, passando todo o tempo (exceto aquela parte que se deve empregar em obras de necessidade e misericórdia) nos exercícios públicos e particulares do culto de Deus. Para este fim havemos de preparar os nossos corações, e, com toda previsão, diligência e moderação, dispor e convenientemente arranjar os nossos negócios seculares, para que sejamos mais livres e mais prontos para os deveres desse dia. 
Ex 16:25,26;20:8,10; Lv 23:3; Is 58:13,14; Ne 13.19; Jr 17:21,22; Mt 12:1-14; Lc 4:16;23:54-56; At 20:7.

118. Por que é o mandamento de guardar o sábado (=Dia do Senhor ou Domingo) mais especialmente dirigido aos chefes de família e a outros superiores? 
O mandamento de guardar o sábado (=Dia do Senhor ou Domingo) é mais especialmente dirigido aos chefes de família e a outros superiores, porque estes são obrigados não somente a guardá-lo por si mesmos, mas também fazer que seja ele observado por todos os que estão sob o seu cuidado; e porque são, às vezes, propensos a embaraçá-los por meio de seus próprios trabalhos. 
Êx 23:12.

119. Quais são os pecados proibidos no quarto mandamento? 
Os pecados proibidos no quarto mandamento são: toda omissão dos deveres exigidos, toda realização descuidosa, negligente e sem proveito, e o ficar cansado deles; toda profanação desse dia por ociosidade e por fazer aquilo que é em si pecaminoso, e por todas as obras, palavras e pensamentos desnecessários acerca de nossas ocupações e recreios seculares. 
Ex 22:26; Ez 23:38;33:31,32; Is 58:13,14; Jr 17:27; Ml 1:13; Am 8:5.

120. Quais são as razões anexas ao quarto mandamento, para lhe dar maior força? 
As razões anexas ao quarto mandamento, para lhe dar maior força, são tiradas da equidade dele, concedendo-nos Deus seis dias de cada sete para os nossos afazeres, e reservando apenas um para si, nestas palavras: “Seis dias trabalharás e farás tudo o que tens para fazer”; de Deus exigir uma propriedade especial nesse dia: “O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus”; do exemplo de Deus, que “em seis dias fez o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e descansou no dia sétimo”; e da bênção que Deus conferiu a esse dia, não somente  santificando-o para ser um dia santo para o seu serviço, mas também determinando-o para ser um meio de bênção para nós em santificá-lo; “portanto o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” 
Ex 20:9,10,11.

121. Por que a expressão “lembra-te” se acha colocada no princípio do quarto mandamento? 
A expressão “lembra-te” se acha colocada no princípio do quarto mandamento, em parte devido ao grande benefício que há em nos lembrarmos dele, sendo nós assim ajudados em nossa preparação para guardá-lo; e porque, em o guardar, somos ajudados a guardar melhor todos os mais mandamentos, e a manter uma grata recordação dos dois grandes benefícios da criação e da redenção, que contém em si a breve súmula da religião; e em parte porque somos propensos a esquecer-nos deste mandamento, visto haver menos luz da natureza para ele, e restringir nossa liberdade natural quanto a coisas permitidas em outros dias; porque este dia aparece somente uma vez em cada sete, e muitos negócios seculares intervêm e muitas vezes nos impedem de pensar nele, seja para nos prepararmos para ele, seja para o santificarmos; e porque Satanás, com os seus instrumentos, se esforça para apagar a glória e até a memória deste dia, para introduzir a irreligião e a impiedade. 
Gn 2:2,3; Ex 16:23;20:8,12,20;34.21; Nm 15:37,38,40; Ne 13.19;13:15-23; Jr 17:21-23; Lm 1:7; Sl 118:22,24; Lc 23:54,56;  Hb 4.9.

122. Qual é o resumo dos seis mandamentos que encerram o nosso dever para com o homem? 
O resumo dos seis mandamentos que encerram o nosso dever para com o homem, é amar o nosso próximo como a nós mesmos, e fazer aos outros aquilo que desejamos que eles nos façam. 
Mt 7:12;22:39.

123. Qual é o quinto mandamento? 
O quinto mandamento é: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma longa vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.” 
Ex 20.12.

124. Que significam as palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento? 
As palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento, abrangem não somente os próprios pais, mas também todos os superiores em idade e dons, especialmente todos aqueles que, pela ordenação de Deus, estão colocados sobre nós em autoridade, quer na Família, quer na Igreja, quer no Estado. 
Gn 4:20,21;45:8; II Rs 2:12;5:13; Is 49:23; Pv 23:22,25; I Tm 5:1,2;Gl 4:19.

125. Por que são os superiores chamados “pai” e “mãe”? 
Os superiores são chamados “pai” e “mãe” para lhes ensinar que, em todos os deveres para com os seus inferiores, devem eles, como verdadeiros pais, mostrar amor e ternura para com aqueles, conforme as suas diversas relações; e para levar os inferiores a cumprirem os seus deveres para com os seus superiores, pronta e alegremente, como se estes fossem seus pais. 
Ef 6:4; I Ts 2.7,8,11,12; I Co 4:14-16.

126. Qual é o alcance geral do quinto mandamento? 
O alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos uns para com os outros em nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais. 
Ef 5:21; I Pe 2:17; Rm 12:10.

127. Qual é a honra que os inferiores devem aos superiores? 
A honra que os inferiores devem ao superiores é toda a devida reverência sincera, em palavras e em procedimento; a oração e ações de graças por eles; a imitação de suas virtudes e graças; a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos; a devida submissão às suas correções; a fidelidade, a defesa, a manutenção de suas pessoas e autoridade, conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições; suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor, para que sejam uma honra para eles e para o seu governo. 
Gn 9:23; Ml 1:6; Pv 31:23,38,39; Lv 19:3,32; I Sm 26:15,16; I Rs 2:19;Sl 127:3-5; Mt 22:21; Rm 16:6,7; Ef 6:1,2; I Pe 2:13,1,18-20;4;3:6;  I Tm 2:1,2;5:17,18; Fl 3:17;Tt 2:9,10; Hb 12:9;13:7.

128. Quais são os pecados dos inferiores contra os seus superiores? 
Os pecados dos inferiores contra os seus superiores são: toda negligência dos deveres exigidos para com eles; a inveja, o desprezo e a rebelião contra suas pessoas e posições, em seus conselhos, mandamentos e correções legítimos; a maldição, a zombaria e todo comportamento rebelde e escandaloso, que vem a ser uma vergonha e desonra para eles e para o seu governo. 
Êx 21:15; Dt 21:18,20,21; Pv 19:26;30:11,17; I Sm 8:7;10:27; II Sm 15:1-12; Is 2:25;3:5; Sl 2:25;106:16; Mt 15:5,6. 

129. Que se exige dos superiores para com os seus inferiores? 
Exige-se dos superiores, conforme o poder que recebem de Deus e a relação em que se acham colocados, que amem os seus inferiores, que orem por eles e os abençoem; que os instruam, aconselhem e admoestem, aprovando, animando e recompensando os que fazem o bem, e reprovando, repreendendo e castigando os que fazem o mal; protegendo-os e provendo-lhes tudo o que é necessário para a alma e o corpo; e que, por um procedimento sério, prudente, santo e exemplar glorifiquem a Deus, honrem-se a si mesmos, e assim preservem a autoridade com que Deus os revestiu. 
Dt 6:6,7; Cl 3:19; I Sm 12:23; Jó 1:5; Pv 29:15; I Rs 3:28;8:55,56; Is 1:17; Ef 6:3,4; Rm 13:3,4; I Pe 2:14;3:7; Tt 2:4,15; I Tm 4:12;5:8.

130. Quais são os pecados dos superiores? 
Os pecados dos superiores, além da negligência dos deveres que lhe são exigidos, são a ambição incontrolável, a busca desordenada da própria glória, repouso, proveito ou prazer; a exigência de coisas ilícitas ou fora do alcance de os inferiores poderem realizar; aconselhando, encorajando ou favorecendo-os naquilo que é mau; dissuadindo, desanimando ou reprovando-os naquilo que é bom; corrigindo-os indevidamente; expondo-os descuidosamente ao dano, à tentação e ao perigo; provocando-os à ira; ou de alguma forma desonrando-se a si mesmos, ou diminuindo a sua autoridade por um comportamento injusto, indiscreto, rigoroso ou negligente. 
Gn 9:21; Ex 34:2,4; Lv 19:29; Dt 17:17; I Rs 12:13,14; Is 56:10,11;58:7; Jr 5:30,31;6:13,14; Dn 3:4,6; Mt 14:8;23:2,4; Mc 6.4; Jo 5:4;7:18,46-48; At 4:18; Ef 6:4; I Pe 2:19,20; Fp 2:21;Hb 12:10.

131. Quais são os deveres dos iguais? 
Os deveres dos iguais são o considerar a dignidade e o merecimento uns dos outros, tendo cada um aos outros por superiores; e o alegrar-se com os dons e a promoção uns dos outros como sendo de si mesmos. 
Rm 12:10;15-16; Fp 2:3,4; I Pe 2:17.

132. Quais são os pecados dos iguais? 
Os pecados dos iguais, além da negligência dos deveres exigidos, são a depreciação do merecimento, a inveja dos dons, a tristeza causada pela promoção ou prosperidade dos outros, e a usurpação da preeminência que uns têm sobre outros. 
Nm 12:2; Pv 13:21; Is 65:5; Mt 20.15;25-27; Lc 15:28,29;22:24-26; Rm 13:8; II Tm 3:3; At 7:9; Gl 5:26; I Jo 3:12; III Jo 9. 

133. Qual é a razão anexa ao quinto mandamento para lhe dar maior força? 
A razão anexa ao quinto mandamento, para lhe dar maior força, contida nestas palavras: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”, é uma promessa de longa vida e prosperidade, tanto quanto sirva para a glória de Deus e para o bem de todos quantos guardem este mandamento. 
Ex 20.12; Dt 5:16; I Rs 8:25; Ef 6:2,3.

134. Qual é o sexto mandamento? 
O sexto mandamento é: “Não matarás.” 
Êx 20.13. 

135. Quais são os deveres exigidos no sexto mandamento? 
Os deveres exigidos no sexto mandamento são todo empenho cuidadoso e todos os esforços legítimos para a preservação de nossa vida e a de outros, resistindo a todos os pensamentos e propósitos, subjugando todas as paixões, e evitando todas as ocasiões, tentações e práticas que tendem a tirar injustamente a vida de alguém; por meio de justa defesa dela contra a violência; por paciência em suportar a mão de Deus; sossego mental, alegria de espírito e uso sóbrio da comida, bebida, remédios, sono, trabalho e recreios; por pensamentos caridosos, amor, compaixão, mansidão, benignidade, bondade, comportamento e palavras pacíficos, brandos e corteses; a longanimidade e prontidão para se reconciliar, suportando pacientemente e perdoando as injúrias, dando bem por mal, confortando e socorrendo os aflitos, e protegendo e defendendo o inocente. 
Gn 37:21,22; Dt 22:8; I Sm 14:45;19:4,5;24:12;25:32,33;26:9-11; I Rs 21:9,10,19; Jr 26.15,16; Sl 37:8,11;82:4;127:2; Pv 1:10,11,15;10:12;17:22;22:24,25;23:20,29,30;24:11,12;25:16;31:8,9; Is 38:21;58:7; Zc 7:9; Mt 4:6,7;5:22,24;9:12;10:23;25:35,36; Mc 6:31; Lc 10:33,34; 21:19; Rm 12:18,20,21;13:10; I Co 4:12,13;13:4,5; Ef 4:26;5:29; I Tm 4:8;5:23; I Pe 2:20;3:3,4,8,9; I Ts 5:14; II Ts 3:10,12; Cl 3:12,13; Hb 12:5; Tg 3:17. 

136. Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento? 
Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o tirar a nossa vida ou a de outrem, exceto no caso de justiça pública, guerra legítima, ou defesa necessária; a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida; a ira pecaminosa, o ódio, a inveja, o desejo de vingança; todas as paixões excessivas e cuidados demasiados; o uso imoderado de comida, bebida, trabalho e recreios; as palavras provocadoras; a opressão, a contenda, os espancamentos, os ferimentos e tudo o que tende à destruição da vida de alguém. 
Gn 9:6; Ex 1:14;20:9,10;21:18-36;22:2; Nm 35:16,31,33; Dt 20.1-20; Is 3:15; Pv 10:12;12:18;14:30;15:1;28:17; Mt 5:22;6:31,34;25:42,43; Lc 21:34; At 16:28; Rm 12:19; Gl 5:;15; Ef 4:31; Hb 11.32-34; I Pe 4:3,4; I Jo 3:15; Tg 2:5,16;4:1.

137. Qual é o sétimo mandamento? 
O sétimo mandamento é: “Não adulterarás.” 
Ex 20.14.

138. Quais são os deveres exigidos no sétimo mandamento? 
Os deveres exigidos no sétimo mandamento são: castidade no corpo, mente, afeições, palavras e comportamento; e a preservação dela em nós mesmos e nos outros; a vigilância sobre os olhos e todos os sentidos; a temperança, a conservação da sociedade de pessoas castas, a modéstia no vestuário, o casamento daqueles que não têm o dom da continência, o amor conjugal e a coabitação; o trabalho diligente em nossas vocações; o evitar todas as ocasiões de impurezas e resistir às suas tentações. 
Jr 5:7; Pv 2:16,20;5:8,18,19;23:31,33;31:27; Mt 5:28;  I Ts 4:4,5; Ef 4:29; Cl 4:6; I Pe 3:2,7; I Co 5:9;7:2,5,9; I Tm 2:9;5:13,14; Tt 2:4,5;

139. Quais são os pecados proibidos no sétimo mandamento? 
Os pecados proibidos no sétimo mandamento, além da negligência dos deveres exigidos, são: adultério, fornicação, rapto, incesto, sodomia e todas as concupiscências desnaturais; todas as imaginações, pensamentos, propósitos e afetos impuros; todas as comunicações corruptas ou torpes, ou o ouvir as mesmas; os olhares lascivos, o comportamento impudente ou leviano; o vestuário imoderado; a proibição de casamentos lícitos e a permissão de casamentos ilícitos; o permitir, tolerar ou ter bordéis e a freqüentação deles; os votos embaraçadores de celibato; a demora indevida de casamento; o ter mais que uma mulher ou mais que um marido ao mesmo tempo; o divórcio ou o abandono injusto; a ociosidade, a glutonaria, a bebedice, a sociedade impura; cânticos, livros, gravuras, danças, espetáculos lascivos e todas as demais provocações à impureza, ou atos de impureza, quer em nós mesmos, quer nos outros. 
Lv 18:1-21;19:29;20:15,16; Jr 5:7; Pv 4:23,27;5:7,8; II Sm 13:14; II Rs 23:7; Ml 2:16; Ez 16:49; Gl 5:19; Ef 5:5,11; Mt 5:32;19:5,10-12;Mc 6:18,22; I Co 5:1,13;7:2,12,13; Rm 1:26,27;13:13,14;I Tm 4:3;5:14,15; I Pe 4:3; II Pe 2:17,18; Hb 13:4.

140. Qual é o oitavo mandamento? 
O oitavo mandamento é: “Não furtarás.” 
Ex 20:15.

141. Quais são os deveres exigidos no oitavo mandamento? 
Os deveres exigidos no oitavo mandamento são: a verdade, a fidelidade e a justiça nos contratos e no comércio entre os homens, dando a cada um o que lhe é devido, a restituição de bens ilicitamente tirados de seus legítimos donos; a doação e a concessão de empréstimo, livremente, conforme as nossas forças e as necessidades de outrem; a moderação de nossos juízos, vontades e afetos, em relação às riquezas deste mundo; o cuidado e empenho providentes em adquirir, guardar, usar e distribuir aquelas coisas que são necessárias e convenientes para o sustento de nossa natureza, e que condizem com a nossa condição; o meio lícito de vida e a diligência no mesmo; a frugalidade; o impedimento de demandas forenses desnecessárias e fianças, ou outros compromissos semelhantes; e o esforço por todos os modos justos e lícitos para adquirir, preservar e adiantar a riqueza e o estado exterior, tanto de outros como o nosso próprio. 
Êx23:4,5;Lv6:4,5;25:25;Dt15:7,8,10;22:1-4;Sl 15:2,4; Pv 6:1-5;10:4;11:15;12:27;21:20;27:23,24; Mq 6:8; Zc 8:16; Lc 6:30,38; Jo 6:12; Rm 12:5-8,11;13:7; I Co 6:7; Gl 6:10; Ef 4:28; Fp 2:4; I Tm 5:8;6:8,9,17,18.

142. Quais são os pecados proibidos no oitavo mandamento? 
Os pecados proibidos no oitavo mandamento, além da negligência dos deveres exigidos, são: o furto, o roubo, o tráfico de seres humanos e a recepção de qualquer coisa furtada; as transações fraudulentas e os pesos e medidas falsos; a remoção de marcos de propriedade, a injustiça e a infidelidade em contratos entre os homens ou em questões de confiabilidade; a opressão, a extorsão, a usura, o suborno, as vexatórias demandas forenses, o cerco injusto de propriedades e a desapropriação; a acumulação de gêneros para encarecer o preço; os meios ilícitos de vida, e todos os outros modos injustos e pecaminosos de tirar ou de reter de nosso próximo aquilo que lhe pertence, ou de nos enriquecer a nós mesmos; a cobiça, a estima e o amor desordenado aos bens mundanos, a desconfiança, a preocupação excessiva e o empenho em obtê-los, guardá-los e usar deles; a inveja diante da prosperidade de outrem; assim como a ociosidade, a prodigalidade, o jogo dissipador e todos os outros modos pelos quais indevidamente prejudicamos o nosso próprio estado exterior; e o ato de defraudar a nós mesmos do devido uso e conforto da posição em que Deus nos colocou. 
Êx21:16;Lv25:17;Dt12:7;16:14;19:14;Is5:8;33:15;Sl37:21;50:18;62:10;73:3;Pv1:19;3:30;11:1,26;18:9;20:10;21:6,17;23:5,20,21;29:19;29:24;Ez 22:12,29;Am 8:5;Mq 2:2;Mt 6:25,34;23:25;Lc 12:15;16:11,12;At 19:19;I Co 6:7;I Jo 2:15,16;3:17; Tg 2:15,16;5:4,9; Ef 4:28; I Tm 1:10;I Ts 4:6; II Ts 3:11.

143. Qual é o nono mandamento? 
O nono mandamento é: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” 
Ex 20:16.

144. Quais são os deveres exigidos no nono mandamento? 
Os deveres exigidos no nono mandamento são: conservar e promover a verdade entre os homens e a boa reputação de nosso próximo, assim como a nossa; evidenciar e manter a verdade, e de coração, sincera, livre, clara e plenamente falar a verdade, somente a verdade, em questões de julgamento e justiça e em todas as mais coisas, quaisquer que sejam; considerar caridosamente os nossos semelhantes; amar, desejar e ter regozijo pela sua boa reputação;entristecer-nos pelas suas fraquezas e encobri-las, e mostrar franco reconhecimento dos seus dons e graças; defender sua inocência; receber prontamente boas informações a seu respeito e rejeitar as que são maldizentes, lisonjeadoras e caluniadoras; prezar e cuidar de nossa boa reputação e defendê-la quando for necessário; cumprir as promessas lícitas; empenhar e praticar tudo o que é verdadeiro, honesto, amável e de boa fama. 
Lv 19:15;Ef 4:25; Pv 14:5;17:9;22:1;25:23;26:24,25;31:9; Sl 15:2-4;82:3;101:5;119:158; II Cr 19:9; Jr 9:3;42:4; Jo 8:49;At 20:20,27; Rm 1:8;I Co 1:4,5;13:4-7;II Co 1:17,18;11:18,23;12:21; Fp 4:8; Cl 3:9; II Tm 1:4,5; I Pe 1:8; III Jo 3,4,12; Hb 6:9.

145. Quais são os pecados proibidos no nono mandamento? 
Os pecados proibidos no nono mandamento são: tudo quanto prejudica a verdade e a boa reputação de nosso próximo, bem assim a nossa, especialmente em julgamento público, o testemunho falso, subornar testemunhas falsas, aparecer e pleitear cientemente a favor de uma causa má; resistir e calcar à força a verdade, dar sentença injusta, chamar o mau, bom e o bom, mau; recompensar os maus segundo a obra dos justos e os justos segundo a obra dos maus; falsificar firmas, suprimir a verdade e silenciar indevidamente em uma causa justa; manter-nos tranqüilos quando a iniqüidade reclama a repreensão de nossa parte, ou denunciar outrem, falar a verdade inoportunamente, ou com malícia, para um fim errôneo; pervertê-la em sentido falso, ou proferi-la duvidosa e equivocadamente, para prejuízo da verdade ou da justiça; falar inverdades, mentir, caluniar, maldizer, depreciar, tagarelar, cochichar, escarnecer, vilipendiar, censurar temerária e asperamente ou com parcialidade, interpretar de maneira má as intenções, palavras e atos de outrem; adular e vangloriar; elogiar ou depreciar demasiadamente a nós mesmos ou a outros, em pensamento ou palavra; negar os dons e as graças de Deus; agravar as faltas menores; encobrir, desculpar e atenuar os pecados quando chamados a uma confissão franca; descobrir desnecessariamente as fraquezas de outrem e levantar boatos falsos; receber e acreditar em rumores maus e tapar os ouvidos a uma defesa justa; suspeitar mau; invejar ou sentir tristeza pelo crédito merecido de alguém; esforçar-se ou desejar o prejuízo de alguém; regozijar-se na desgraça ou na infâmia de alguém; a inveja ou tristeza pelo crédito merecido de outros; prejudicar; o desprezo escarnecedor; a admiração excessiva de outrem; a quebra de promessas legítimas; a negligência daquelas coisas que são de boa fama; praticar ou não evitar aquelas coisas que trazem má fama, ou não impedir, em outras pessoas, tais coisas, até onde pudermos. 
Gn 3:5,12,13;4:9;9:22;21:9;26:7,9; Ex 23:1; Lv 5:1;19:11,15-17; I Sm 2:24;22:9,10; II Sm 12:13,14;IRs 21:8;Is 5:23;28:22;29:20,21;58:1;59:4,13;Jr 9:3;20:10;48:27;Sl12:2,3;15:3;22:9,10; 
35:15,16;50:20;52:1-4;56:5;69:10;Pv 6:16-19;16:28;17:15;19:5;25:9;28:13;29:11,12;Dn 6:3,4;Ed 4:12,13;Mt 7:1,3;21:15;26:60,61;27:28,29;Lc 3:14;18:11;Jo 2:19;7:24;At 5:3; 6:13;7:57;12:22;Fp 3:18,19;Cl 3:9; Rm 1:29-31;2:1;3:8; I Co 3:21;6:10;13:4,5; Gl 4:29;5:26; II Tm 3:2,3;6:4; II Pe 2:2; Tg 2:13;4:11; Tt 3:2; Jd 16. 

146. Qual é o décimo mandamento? 
O décimo mandamento é: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não desejarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.” 
Ex 20.17.

147. Quais são os deveres exigidos no décimo mandamento? 
Os deveres exigidos no décimo mandamento são: um pleno contentamento com a nossa condição e uma disposição caridosa da alma para com o nosso próximo, de modo que todos os nossos desejos e afetos relativos a ele se inclinem para todo o seu bem e promovam o mesmo. 
Hb 13:5; I Tm 1:5;6:6; Fp 2:4; Rm 12:15.

148. Quais são os pecados proibidos no décimo mandamento? 
Os pecados proibidos no décimo mandamento são: o descontentamento com o nosso estado; a inveja e a tristeza pelo bem de nosso próximo, juntamente com todos os desejos e afetos desordenados para com qualquer coisa que lhe pertença. 
Dt 5:21; Sl 112:9,10; Ne 2:10; I Co 10:10; Gl 5:26; Tg 3:14,16; Rm 7:7;13:9;Cl 3:5.

149. Será alguém capaz de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus? 
Nenhum homem, por si mesmo, ou por qualquer graça que receba nesta vida, é capaz de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus; mas diariamente os viola por pensamentos, palavras e obras. 
Gn 6:5;8:21; I Rs 8:46; Sl 17:15;19:12; Tg 1:14;3:2,8; Jo 15:5; I Jo 1:8;2:6.

150. São todas as transgressões da lei de Deus igualmente odiosas em si mesmas à vista de Deus? 
Todas as transgressões da lei de Deus não são igualmente odiosas; mas alguns pecados em si mesmo, e em razão de diversas circunstâncias agravantes, são mais odiosos à vista de Deus do que outros. 
Ed 9:14; Sl 78:17,32,56; Hb 2:2,3.

151. Quais são as circunstâncias agravantes que tornam alguns pecados mais odiosos do que outros? 
Alguns pecados se tornam mais agravantes:

1º  Em razão dos ofensores, se forem pessoas de idade mais madura, de maior experiência ou graça; se forem eminentes pela vida cristã, dons, posição, ofícios; se forem guias para outros e pessoas cujo exemplo será, provavelmente, seguido por outros. 
Jr 2:8;5:4,5; I Rs 11:9; II Sm 12:7,9,14; Ez 8:11,12; Lc 12:47; Jo 3:10; I Co 5:1;  Tg 4:17; Rm 2:21,22,24; Gl 2:14; II Pe 2:2.

2º Em razão das pessoas ofendidas, se as ofensas forem diretamente contra Deus, seus atributos e culto, contra Cristo e sua graça; contra o Espírito Santo, seu testemunho e operações; contra superiores, pessoas eminentes e aqueles a quem estamos especialmente relacionados e a quem devemos favores; contra os santos, especialmente contra os irmãos fracos; contra as suas almas ou as de quaisquer outros, e contra o bem geral de todos ou de muitos. 
Nm 12:8;I Sm 2:25; Ml 1:14; Sl 41:9;55:12-14;Pv 30:17;Zc 2:8; Mt 12:31,32;21:38,39;23:34-38; Jo 3:18,36; At 5:4; Rm 2:4;14:13,15,21; I Co 8:11,12;10:21,22; Ef 4:30;I Ts 2:15,16; I Jo 5:10; Hb 6:4-6;10:29;12:25; Jd 8.

3º Pela natureza e qualidade da ofensa, se for contra a letra expressa da lei, se violar muitos mandamentos, se contiver em si  muitos pecados; se for concebida, não só no coração, mas manifestar-se em palavras e ações, escandalizar a outrem e não admitir reparo algum; se for contra os meios, misericórdias, juízos, luz da natureza, convicção da consciência, admoestação pública ou particular, censuras da igreja, punições civis; se for contra as nossas orações, propósitos, promessas, votos, pactos, obrigações a Deus ou aos homens; se for feita deliberada, voluntária, presunçosa, impudente, jactanciosa, maliciosa, freqüente e obstinadamente, com displicência, persistência, reincidência, depois do arrependimento. 
Nm14:22,23;15:20;Lv26:25;Dt32:6;Ed9:13,14;Is1:2,3;3:9;57:17;Jr5:13;6:15,16;9:3,5;31:32;42:5,6,20-22; Ez 17:18;20:12,13;35:5,6; Dn 5:22; Mq 2:1,2; Am 4:8-11; Sl 36:4;52:1;78:34,36,37; Pv 2:14,17;6:32,35;20:25;29:1;Zc 7:11,12;Mt 11:21-24;16:26;18:7,17;Jo 15:22;  Cl 3:5; I Tm 6:10;Tt 3:10; II Pe 2:20,21; Rm 1:20,21,31;2:23,24;13:1-5; III Jo 10; Hb 6:4,6.

4º Pelas circunstâncias de tempo e de lugar, se for no dia do Senhor ou em outros tempos de culto divino, imediatamente antes, depois destes ou de outros auxílios para prevenção ou remédio contra tais quedas; se em público ou em  presença de outros que são capazes de ser provocados ou contaminados por essas transgressões. 
Is 3:9;22:12-14;58:3,4; II Rs 5:26; I Sm 2:22-24; Jr 7:9,10,11; Ez 23:38; II Cr 36:15,16; Ne 9:13-16; Pv 7:14,15; I Co 11:20,21.

152. O que cada pecado merece da parte de Deus? 
Todo pecado, até o menor, sendo contra a soberania, bondade e santidade de Deus, e contra a sua justa lei, merece a sua ira e maldição, nesta vida e na vindoura, e não pode ser expiado, senão pelo sangue de Cristo. 
Lv 11:45. Leia-se Dt 28:15-68. Dt 32:6; Pv 13:21; Ml 1:14; Hc 1:13; Mt 25:41; Rm 6:21,23; Tg 2:10,11; I Pe 1:15,1618,19; I Jo 1:7;3:4; Rm 7:12; Gl 3:10; Ef 5:6; Hb 9:22.

153. Que exige Deus de nós para que possamos escapar à sua ira e maldição, em que incorremos pela transgressão da lei? 
Para escaparmos à ira e maldição de Deus, em que incorremos pela transgressão da lei, ele exige de nós o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo e o uso diligente de todos os meios exteriores pelos quais Cristo nos comunica os benefícios de sua mediação. 
At 20:21; Mc 1:15; Jo  3:18. Vejam-se os textos citados sob a questão 154.

154. Quais são os meios exteriores pelos quais Cristo nos comunica os benefícios de sua mediação? 
Os meios exteriores e ordinários, pelos quais Cristo comunica à sua Igreja os benefícios de sua mediação, são todas as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os Sacramentos e a Oração; todas essas ordenanças se tornam eficazes aos eleitos em sua salvação. 
Mt 28:19-20; At 2:42,46; I Tm 4:16; I Co 1:21; Ef 5:19,20;6:17,18.

155. Como a Palavra se torna eficaz para a salvação? 
O Espírito de Deus torna a leitura, e especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz para iluminar, convencer e humilhar os pecadores; para lhes tirar toda confiança em si mesmos e os atrair a Cristo; para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade; para os fortalecer contra as tentações e corrupções; para os edificar na graça e estabelecer os seus corações em santidade e conforto mediante a fé para a salvação. 
Jr 23:28,29;Sl 19:11. Leia-se Atos 8:27-38. At 2:37,41;17:11,12;20:32;26:18; Mt 4:7,10; Rm 6:17;10:14,17;16:25; I Co 3:4-11;Sl 19:11;II Co 3:4-11,18;10:4,5;Cl 1:27,28;Ef 4:11,12;6:16,17;II Tm 3:15-17;I Ts 3:2,13; Hb 4:12.

156. A Palavra de Deus deve ser lida por todos? 
Embora não seja permitido a todos lerem a Palavra publicamente à congregação, contudo os homens de todas as condições têm obrigação de lê-la em particular para si mesmos e com as suas famílias; e para este fim as Santas Escrituras devem ser traduzidas das línguas originais para as línguas vulgares. 
Dt 6:6,7;17:18,19; Is 34:16; Jo 5:39; Sl 78.5,6; I Co 14:18,19.

157. Como a Palavra de Deus deve ser lida? 
As Santas Escrituras devem ser lidas com um alto e reverente respeito; com firme persuasão de serem elas a própria Palavra de Deus e de que somente Ele pode habilitar-nos a entendê-las; com desejo de conhecer, crer e obedecer à vontade de Deus nelas revelada; com diligência e atenção ao seu conteúdo e propósito; com meditação, aplicação, abnegação e oração. 
Dt 11:13,14; Sl 1:2;119:18,97; II Cr 34:21; Ne 8:5; Is 66:2; Pv 3:5; Mt 13:23; Mc 4:20; Lc 22:44-48;24:45; At 2:38,39;8:30,34;17:11; I Ts 2:13; II Pe 1:16-21;2:2; Gl 1:15,16;Tg 1:21,22.

158. Por quem a Palavra de Deus deve ser pregada? 
A Palavra de Deus deve ser pregada somente por aqueles que têm dons suficientes, e são devidamente aprovados e chamados para o ministério. 
Ml 2:7; Rm 10:15; I Co 12:28,29;  I Tm 3:2,6;4:14; II Tm 2:2. 

159. Como a Palavra de Deus deve ser pregada por aqueles que para isto são chamados? 
Aqueles que são chamados a trabalhar no ministério da Palavra devem pregar a sã doutrina, diligentemente, em tempo e fora de tempo, claramente, não em palavras persuasivas de humana sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder; fielmente, tornando conhecido todo o conselho de Deus; sabiamente, adaptando-se às necessidades e às capacidades dos ouvintes; zelosamente, com amor fervoroso para com Deus e para com as almas de seu povo; sinceramente, tendo por alvo a glória de Deus e procurando converter, edificar e salvar as almas. 
Jr 23:28; Lc 12:42; Jo 7:18; At 18:25;20:27;26:16-18; I Tm 4:16; II Tm 2:10,15;4:2,5; I Co 2:4,17;3:2;4:1,2;9:19-22;14:9;II Co 4:2;5:13,14;12:15,19; Cl 1:28; Ef 4:12; I Ts 2:4-7;3:12; Fp 1:15-17; Tt 2:1,7,8; Hb 5:12-14.

160. Que se exige dos que ouvem a Palavra pregada? 
Exige-se dos que ouvem a Palavra pregada que atendam a ela com diligência, preparação e oração; que comparem com as Escrituras aquilo que ouvem; que recebam a verdade com fé, amor, mansidão e prontidão de espírito, como a Palavra de Deus; que meditem nela e conversem a seu respeito uns com os outros; que a escondam nos seus corações e produzam os devidos frutos em suas vidas. 
Dt 6:6,7;Sl 84:1,2,4;119:11,18; Lc 8:18; I Pe 2:1,2; Ef 6:17,18; At 17:11; Hb 2:1;4:12; Tg 1:21.

161. Como os sacramentos se tornam meios eficazes da salvação? 
Os sacramentos tornam-se meios eficazes da salvação, não porque tenham qualquer poder em si, nem qualquer virtude derivada da piedade ou da intenção de quem os administra, mas unicamente pela operação do Espírito Santo e pela bênção de Cristo que os instituiu. 
At 8:13,23; I Co 3:7;6:11; I Pe 3:21.

162. O que é um sacramento? 
Um sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo em sua Igreja, para significar, selar e conferir àqueles que estão no pacto da graça os benefícios da mediação de Cristo; para os fortalecer e lhes aumentar a fé e todas as mais graças, e os obrigar à obediência; para testemunhar e nutrir o seu amor e comunhão uns para com os outros, e para distingui-los dos que estão fora. 
Mt 28:20;26:26,27; At 2:38;22:16; Rm 4:11;6:4;9:8; I Co 10:16,17,21;11:24-2612:13; Ef 4:3-5; Gl 3:27,29;4:15;5:6.

163. Quais são as partes de um sacramento? 
As partes de um sacramento são duas: uma, um sinal exterior e sensível usado segundo a própria instituição de Cristo; a outra, uma graça interior e espiritual significada pelo sinal. 
Veja-se Confissão de Fé, Cap. XXVII, seção II e as passagens ali citadas.

164. Quantos sacramentos instituiu Cristo sob o Novo Testamento? 
Sob o Novo Testamento, Cristo instituiu em sua Igreja somente dois sacramentos: o Batismo e a Ceia do Senhor. 
Mt 26:26,27;28:19; I Co 11:23-26.

165. O que é Batismo? 
Batismo é um sacramento no Novo Testamento no qual Cristo ordenou a lavagem com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para ser um sinal e selo de nos unir a si mesmo, da remissão de pecados pelo seu sangue e da regeneração pelo seu Espírito; da adoção e ressurreição para a vida eterna; e por ele os batizandos são solenemente admitidos à Igreja visível e entram em um comprometimento público, professando pertencer inteira e unicamente ao Senhor. 
Mt 28:19; Mc 1:4; Jo 3:5; I Co 15:29; Rm 6:3,4;Gl 3:27; Gl 3:26,27; At 2:41;22:16; Tt 3:5; Ap 1:5. 

166. A quem deve ser administrado o Batismo? 
O Batismo não deve ser administrado aos que estão fora da Igreja visível, e assim estranhos aos pactos da promessa, enquanto não professarem a sua fé em Cristo e obediência a Ele; porém as crianças, cujos pais, ou um só deles, professarem fé em Cristo e obediência a ele, estão, quanto a isto, dentro do pacto e devem se batizadas. 
Gn 17:7-9; Lc 18:16;  At 2:38,39,41; I Co 7:14; Rm 11:16; Cl 1:11,12; Gl 3:17,18,29.

167. Como devemos tirar proveito de nosso Batismo? 
O dever necessário, mas muito negligenciado, de tirar proveito de nosso Batismo deve ser cumprido por nós durante toda a nossa vida, especialmente no tempo de tentação, quando assistimos à administração desse sacramento a outros, por meio de séria e grata consideração de sua natureza e dos fins para os quais Cristo o instituiu, dos privilégios e benefícios conferidos e selados por ele e do voto solene que nele fizemos por meio de humilhação devida à nossa corrupção pecaminosa, às nossas faltas, e ao andarmos contrários à graça do Batismo e aos nossos votos; por crescermos até à certeza do perdão de pecados e de todas as mais bênçãos a nós seladas por esse sacramento; por fortalecer-nos pela morte e ressurreição de Cristo, em cujo nome fomos batizados para mortificação do pecado e a vivificação da graça e por esforçar-nos a viver pela fé, a ter a nossa conversação em santidade e retidão como convém àqueles que deram os seus nomes a Cristo, e a andar em amor fraternal, como batizados pelo mesmo Espírito em um só corpo. 
Sl 22:10,11; Rm 4:11,12;6:2-5,22; I Co 1:11,13;12:13,25,26; I Pe 3:21; Gl 3:26,27.

168. O que é a Ceia do Senhor? 
A Ceia do Senhor é um sacramento do Novo Testamento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Jesus Cristo, é anunciada a sua morte; e os que dignamente participam dele, alimentam-se do corpo e do sangue de Cristo para sua nutrição espiritual e crescimento na graça; têm a sua união e comunhão com ele confirmadas; testemunham e renovam a sua gratidão e consagração a Deus e o seu mútuo amor uns para com os outros, como membros do mesmo corpo místico. 
Mt 26:26,27; I Co 10:16-21;11:23-27.

169. Como ordenou Cristo que o pão e o vinho fossem dados e recebidos no sacramento da Ceia do Senhor? 
Cristo ordenou que os ministros da Palavra, na administração deste sacramento da Ceia do Senhor, separassem o pão e o vinho do uso comum pela palavra da instituição, ações de graça e oração; que  tomassem e partissem o pão e dessem, tanto este como o vinho, aos comungantes, os quais, pela mesma instituição, devem tomar e comer o pão e beber o vinho, em grata recordação de que o corpo de Cristo foi partido e dado, e o seu sangue derramado em favor deles. 
Mc 14:22-24. 

170. Como se alimentam do corpo e do sangue de Cristo os que dignamente participam da Ceia do Senhor? 
Desde que o corpo e o sangue de Cristo não estão, nem corporal, nem carnalmente, presentes no, com ou sob o pão e o vinho na Ceia do Senhor, mas, sim, espiritualmente à fé do comungante, não menos verdadeira e realmente do que estão os mesmos elementos aos seus sentidos exteriores, assim os que dignamente participam do sacramento da Ceia do Senhor se alimentam do corpo e do sangue de Cristo, não de uma maneira corporal e carnal, mas espiritual, contudo verdadeira e realmente, visto que pela fé recebem e aplicam a si mesmos o Cristo crucificado e todos os benefícios de sua morte.

As especificações enumeradas nas respostas às questões 170 a 175 são deduzidas na natureza da Ceia do Senhor como estabelecida no N.T. Os textos são dados para mostrar que estas especificações estão de acordo com o tema geral das Escrituras. 
Jo 6:51,53; At 3:21; I Co 10.16; Gl 3:1; Hb 11:1.

171. Os que recebem o sacramento da Ceia do Senhor, como devem preparar-se para o receber? 
Os que recebem o sacramento da Ceia do Senhor devem preparar-se para o receber, examinando-se a si mesmos, se estão em Cristo, a respeito de seus pecados e necessidades, da verdade e medida de seu conhecimento, fé, arrependimento e amor para com Deus e para com os irmãos; da caridade para com todos os homens, perdoando aos que lhes têm feito mal; de seus desejos de ter Cristo e de sua nova obediência, renovando o exercício destas graças pela meditação séria e pela oração fervorosa. 
Êx 12:15; II Cr 30:18,19;Is 55:1; Sl 26:6; Mt 5:23,24;26:26; Lc 1:53; Jo 7:37; I Co 5:7,8;10:17;11:18-20,24,28,29,31; II Co 13:5 ; Hb 10:21,22,24. 

172. Uma pessoa que duvida de que esteja em Cristo, ou de que esteja convenientemente preparada, pode chegar-se à Ceia do Senhor? 
Uma pessoa que duvida de que esteja em Cristo, ou de que esteja convenientemente preparada para participar do sacramento da Ceia do Senhor, pode ter um verdadeiro interesse em Cristo, embora não tenha ainda a certeza disto; mas aos olhos de Deus o tem, se está devidamente tocada pelo receio da falta desse interesse, e sem fingimento deseja ser achada em Cristo e apartar-se da iniqüidade. Neste caso, desde que as promessas são feitas, e este sacramento é ordenado para o alívio dos cristãos fracos e que estão em dúvida, deve lamentar a sua incredulidade e esforçar-se para ter as suas dúvidas dissipadas; e, assim fazendo, pode e deve chegar-se à Ceia do Senhor para ficar mais fortalecida. 
Is 40:11,29,31;50:10;54:7,8,10; Sl 31:22;42:11; Mt 5:3,4;11:28;26:28; Mc 9:24; At 9:6;16:30;Rm 7:24,25; I Co 11:28 ;II Tm 2:19. 

173. Alguém que professa a fé, e deseja participar da Ceia do Senhor, pode ser excluído dela? 
Os que forem achados ignorantes ou escandalosos, não obstante a sua profissão de fé e o desejo de participar da Ceia do Senhor, podem e devem ser excluídos desse sacramento, pelo poder que Cristo legou à sua Igreja, até que recebam instrução e manifestem mudança. 
I Co 5:3-5,11;11:29 ;II Co 2:5-8. 

174. Que se exige dos que recebem o sacramento da Ceia do Senhor, na ocasião de sua celebração? 
Exige-se dos que recebem o sacramento da Ceia do Senhor que, durante a sua celebração, esperem em Deus, nessa ordenança, com toda a santa reverência e atenção; que diligentemente observem os elementos e os atos sacramentais; que atentamente discriminem o corpo do Senhor, e, cheios de amor, meditem na sua morte e sofrimentos, e assim se despertem para um vigoroso exercício das suas graças, julgando-se a si mesmos e entristecendo-se pelo pecado; tendo fome e sede ardentes de Cristo, alimentando-se nele pela fé, recebendo da sua plenitude, confiando nos seus méritos, regozijando-se no seu amor, sendo gratos pela sua graça e renovando o pacto que fizeram com Deus e o amor a todos os santos. 
II Cr 30:21; Zc 12:10; Sl 22:26;63:1; Jr 50:5;  Lc 22:19; Jo 1:16;6:35; At 2:42; I Co 10:17;11:29,31; Gl 2:20;3:1; Fp 3:9; Cl 1:19; I Pe 1:8.

175. Qual é o dever dos crentes depois de receberem o sacramento da Ceia do Senhor? 
O dever dos crentes, depois de receberem o sacramento da Ceia do Senhor, é o de seriamente considerar como se portaram nele, e com que proveito; se foram vivificados e confortados; devem bendizer a Deus por isto, pedir a continuação do mesmo, vigiar contra a reincidência, cumprir seus votos e  animar-se a atender sempre a esta ordenança; se não acharem, porém, nenhum benefício, deverão refletir novamente, e com mais cuidado, na sua preparação para este sacramento e no comportamento que tiverem na ocasião, podendo, em uma e outra coisa, aprovar-se diante de Deus e de suas próprias consciências, esperando com o tempo o fruto de sua participação; se perceberem, porém, que nessas coisas foram remissos, deverão humilhar-se, e para o futuro participar desta ordenança com mais cuidado e diligência. 
I Cr 15:12-14; Is 8:17; Sl 27:4;50:14;77:6;123:1,2;139:23,24; Os 14:2; At 2:42,46,47; I Co 10:12;11:17,25,26,30,31; II Co 2:14;7:11; Rm 11:20. 

176. Em que concordam os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor? 
Os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor concordam em ser Deus o autor de ambos; em ser Cristo e os seus benefícios a parte espiritual de ambos; em ambos serem selos do mesmo pacto, em não deverem ser administrados senão pelos ministros do Evangelho, e em deverem ser continuados na igreja de Cristo até a sua segunda vinda. 
Mt 26:27,28;28:19,20; Mc 28:19; Rm 4:11;6:3,4; I Co 10:16;11:23,26; Cl 2:11.

177. Em que diferem os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor? 
Os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor diferem em dever o Batismo ser administrado uma vez só, com água, para ser sinal e selo da nossa união com Cristo, e administrado também às crianças; enquanto que a Ceia do Senhor deve ser celebrada freqüentemente, com os elementos de pão e vinho, para representar e mostrar Cristo como o alimento espiritual para a alma, e para confirmar a nossa permanência e crescimento nele, e isso apenas para aqueles que têm idade e condições de se examinarem a si mesmos. 
Mt 3:11; Jo 6:51-53; At 2:38,39;  I Co 7:14;10:16;11:26,28; Gl 3:27; Cl 2:19. 

178. Que é oração? 
Oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo e com o auxílio de seu Espírito, e com a confissão de nossos pecados e um grato reconhecimento de suas misericórdias. 
Sl 32:5,6;62:8; Dn 9:4; Jo 16:23,24; Rm 8:26; Fp 4:6. 

179. Devemos orar somente a Deus? 
Sendo Deus o único que pode esquadrinhar o coração, ouvir os pedidos, perdoar os pecados e cumprir os desejos de todos, o único em que se deve crer e a quem se deve prestar culto religioso, a oração, que é uma parte especial do culto, deve ser oferecida por todos a ele só, e a nenhum outro. 
II Sm 22:32; I Rs 8:39; Is 42:8; Jr 3:23; Sl 65:2;145:16,19; Mq 7:18; Mt 4:10; Lc 4:8; Jo 14:1;  At 1:24; Rm 8:27; I Co 1:2. 

180. O que é orar em nome de Cristo? 
Orar em nome de Cristo é, em obediência ao seu mandamento e em confiança nas suas promessas, pedir a misericórdia por amor dele, não por mera menção de seu nome; porém derivando o nosso ânimo para orar, a nossa coragem, força e esperança de sermos aceitos em oração, de Cristo e sua mediação. 
Dn 9:17; Mt 7:21; Lc 6:46; Jo 14:13,14; I Jo 5:13-15; Hb 4:14-16. 

181. Por que devemos orar em nome de Cristo? 
O homem, em razão de seu pecado, ficou tão afastado de Deus que a ele não se pode chegar sem ter um mediador; e não havendo ninguém, no céu ou na terra, constituído e preparado para esta gloriosa obra, senão Cristo unicamente, o nome dele é o único por meio do qual devemos orar. 
Jo 6:27; I Jo 14:6; Ef 3:12; I Tm 2:5; Cl 3:17;Hb 7:25-27;13:15.

182. Como o Espírito nos ajuda a orar? 
Não sabendo nós o que havemos de pedir, como convém, o Espírito nos assiste em nossa fraqueza, habilitando-nos a saber por quem, pelo quê, e como devemos orar; operando e despertando em nossos corações (embora não em todas as pessoas, nem em todos os tempos, na mesma medida) aquelas apreensões, afetos e graças que são necessários para o bom cumprimento desse dever. 
Sl 10:17;80:18;Zc 12:10; Rm 8:26. 

183. Por quem devemos orar? 
Devemos orar por toda a Igreja de Cristo na terra, pelos magistrados e outras autoridades, por nós mesmos, pelos nossos irmãos e até mesmo pelos nossos inimigos, e pelos homens de todas as classes, pelos vivos e pelos que ainda hão de nascer; porém, não devemos orar pelos mortos, nem por aqueles que se sabe terem cometido o pecado para a morte. 
Gn 32:11; II Sm 7:29; Sl 28:9; Mt 5:44; Jo 17:20; Ef 6:18;Sl 28:9; I Tm 2:1,2; II Ts 1:11;3:1; Cl 4:3; Tg 5:16; I Jo 5:16. 

184. Pelo quê devemos orar? 
Devemos orar por tudo quanto realça a glória de Deus e o bem-estar da Igreja, o nosso próprio bem ou o de outrem; nada, porém, que seja ilícito. 
Sl 51:18;122:6;125:4; Mt 6:9;7:11;  I Ts 5:23; II Ts 3:16; I Jo 5:14; Tg 4:3. 

185. Como devemos orar? 
Devemos orar com solene apreensão da majestade de Deus e profunda convicção de nossa própria indignidade, necessidades e pecados; com corações penitentes, gratos e francos; com entendimento, fé, sinceridade, fervor, amor e perseverança, esperando nele com humilde submissão à sua vontade. 
Gn 18:27; Sl 17:1;33:8;5l:17;81:10;86:1;95:6;130:3;144:3;145:18;Mq 7:7; Lc 15:17-19;18:13; Mt 5:23,24;26:39; Jo 4:24; Ef 3:20,216:18; I Co 14:15;Tg 1:6;5:16; I Tm 1:2,8; Hb 10:22. 

186. Que regra Deus nos deu para nos dirigir na prática da oração? 
Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir na prática da oração; mas a regra especial é aquela forma de oração que nosso Salvador Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos, geralmente chamada “Oração do Senhor”. 
II Tm 3:16,17; I Jo 5:14; Mt 6:9-13; Lc 11:2-4. 

187. Como a Oração do Senhor deve ser usada? 
A Oração do Senhor não é somente para direcionamento, como modelo segundo o qual devemos orar; mas também pode ser usada como uma oração, contanto que seja feita com entendimento, fé, reverência e outras graças necessárias para o correto cumprimento do dever da oração. 
Mt 6:9; Lc 11:2. 

188. De quantas partes consiste a Oração do Senhor? 
A Oração do Senhor consiste de três partes: prefácio, petições e conclusão. 

189. O que nos ensina o prefácio da Oração do Senhor? 
O prefácio da Oração do Senhor, que é: “Pai nosso que estás nos céus”, nos ensina, quando orarmos, a nos aproximarmos de Deus com confiança na sua bondade paternal e no nosso interesse nele; com reverência e todas as outras disposições de filhos, afetos celestes e a devia apreensão do seu soberano poder, majestade e graciosa condescendência; bem assim o orar com outros e por eles. 
Sl 95:6,7;104:1;113:4-6;123:1; Lm 3:41; Is 63:15; Zc 8:21;6:9; Lc 11:13; At 12:5 ; Rm 8:15. 

190. O que pedimos na primeira petição? 
Na primeira petição, que é: “Santificado seja o teu nome” – reconhecendo a inteira incapacidade e indisposição que há em nós e em todos os homens, de honrar a Deus como é devido -, pedimos que ele, pela sua graça, nos habilite e nos incline, a nós e aos demais, a conhecê-lo, confessá-lo e altamente estimar, a ele e a seus títulos, atributos, ordenanças, palavras, obras e tudo aquilo por meio do qual ele se dá a conhecer; a glorificá-lo em pensamentos, palavras e obras; que ele impeça e remova o ateísmo, a ignorância, a idolatria, a profanação e tudo quanto o desonre; que pela sua soberana providência dirija e disponha tudo para a sua própria glória. 
II Rs 19:16; Is 64:1,2; Jr 14:21.  Leiam-se os Salmos 8 e 14 inteiros. Sl 19:14;51:15;67:1-4;72:19;74:18,22;83:18;86:10,15;97:7;107:32;145:6-8; Mt 6:9; II Co 2:14;3:5.; IITs 3:1; Ef 1:17,18;3:20,21; Fp 1:11;

191. O que pedimos na segunda petição? 
Na segunda petição, que é: “Venha o teu reino”- reconhecendo que nós e todos os homens estamos, por natureza, sob o domínio do pecado e de Satanás -, pedimos que o domínio do mal seja destruído, o Evangelho seja propagado por todo o mundo, os judeus chamados, e a plenitude dos gentios seja consumada; que a igreja seja provida de todos os oficiais e ordenanças do Evangelho, purificada da corrupção, aprovada e mantida pelo magistrado civil; que as ordenanças de Cristo sejam administradas com pureza, feitas eficazes para a conversão daqueles que estão ainda nos seus pecados, e para a confirmação, conforto e edificação dos que estão já convertidos; que Cristo reine nos nossos corações, aqui, e apresse o tempo da sua segunda vinda e de reinarmos nós com ele para sempre; que lhe apraza exercer o reino de seu poder em todo o mundo, do modo que melhor contribua para estes fins. 
Is 64:1,2; Sl 67(todo);68:1; Ml 1:11;  Mt 6:10;9:38; Rm 10:1;11:25; II Co 4:2; Ef 2:2,3;3:14,17;5:26,27; At 26:18; II Ts 2:16,17;3:1; Ap 12:9;22:20. 

192. O que pedimos na terceira petição? 
Na terceira petição, que é: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”- reconhecendo que, por natureza, nós e todos os homens somos, não só inteiramente incapazes e indispostos a conhecer e fazer a vontade de Deus, mas propensos a rebelar-nos contra sua palavra, a desanimar-nos e a murmurar contra sua providência, e inteiramente inclinados a fazer a vontade da carne e do diabo -, pedimos que Deus, pelo seu Espírito, tire de nós e dos demais toda a cegueira, fraqueza, indisposição e perversidade do coração, e pela sua graça nos faça capazes e prontos para conhecer, fazer e submeter-nos à sua vontade em tudo, com humildade, alegria, fidelidade, diligência, zelo, sinceridade e constância, como os anjos fazem no céu. 
Dn 7:10; I Sm 3:18; Ez 11:19; Is 38:3;  Jr 31.18; Sl 73:3;103:20-22;119:4,35,112;123:2; Mq 6:8; Mt6:10;20:11;26:20-1;At21:14;ICo2:24;Rm2:7;7:24,25;8:7;12:11;Tt3:3;Ef 1:17,18;2:2,3;3:16;6:6; II Co 1:12.

193. O que pedimos na quarta petição? 
Na quarta petição, que é: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”- reconhecendo que, em Adão e pelo nosso próprio pecado, perdemos o nosso direito a todas as bênçãos exteriores desta vida, e que merecemos ser, por Deus, totalmente privados delas, tendo elas se transformado em maldição para nós, no seu uso; que nem elas podem de si mesmas nos sustentar, nem nós podemos merecê-las nem pela nossa diligência consegui-las, mas que somos propensos a desejar, obter e usar delas ilicitamente -, pedimos, por nós mesmos e por outros, que tanto eles como nós, dependendo da providência de Deus, de dia em dia, no uso de meios lícitos possamos, do seu livre dom e conforme parecer bem à sua sabedoria paternal, gozar de uma porção suficiente desses favores e tê-los continuados e abençoados para nós em nosso santo e confortável uso e contentamento; e que sejamos guardados de tudo quanto é contrário ao nosso sustento e conforto temporais. 
Gn 3:17;32:10; Dt 8:3,18;28:15-68. Lm 3:22; Sl 90:17;144:12-15;  Pv 10:22;30:8,9; Jr 6:13; Os 12:7; Mt 6:11;  Tg 4:3,13-15; I Tm 4:4-5;6:6-8. 

194. O que pedimos na quinta petição? 
Na quinta petição, que é: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”- reconhecendo que nós e todos os demais somos culpados do pecado original e atual, e por isso nos tornamos devedores à justiça de Deus; que nem nós nem outra criatura qualquer pode fazer a mínima satisfação por essa dívida -, pedimos, por nós mesmos e por outros, que Deus, da sua livre graça e pela obediência e satisfação de Cristo adquiridas e aplicadas pela fé, nos absolva da culpa e da punição do pecado, que nos aceite no seu Amado, continuem o seu favor e graça em nós, perdoe as nossas faltas diárias e nos encha de paz e gozo, dando-nos diariamente mais e mais certeza de perdão; que tenhamos mais coragem de pedir e sejamos mais animados a esperar, uma vez que já temos este testemunho em nós, que de coração já perdoamos aos outros as suas ofensas. 
Sl 51:7-12;130:3;143:2; Mq 6:6,7; Os 14:1; Mt 6:12,14,15;18:24,35; Lc 11:4; Rm 3:9,19,24,25;5:1,2,19;15:13; At 13:39; Ef 1:6; II Pe 1:2.

195. O que pedimos na sexta petição? 
Na sexta petição, que é: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” - reconhecendo que o mui sábio, justo e gracioso Deus, por diversos fins, santos e justos, pode dispor as coisas de maneira que sejamos assaltados, frustrados e feitos por algum tempo cativos pelas tentações; que Satanás, o mundo e a carne estão prontos e são poderosos para nos desviar e enlaçar, que nós, depois do perdão de nossos pecados, devido à nossa corrupção, fraqueza e falta de vigilância, estamos, não somente sujeitos a ser tentados e dispostos a nos expor às tentações, mas também, de nós mesmos, incapazes e indispostos para lhes resistir, sair ou tirar proveito delas: e que somos dignos de ser deixados sob o seu poder -, pedimos que Deus de tal forma reja o mundo e tudo o que nele há, subjugue a carne, restrinja a Satanás, disponha tudo, conceda e abençoe todos os meios de graça e nos desperte à vigilância no seu uso; que nós e todo o seu povo sejamos guardados, pela sua providência, de sermos tentados ao pecado; ou que, quando tentados, sejamos poderosamente sustentados pelo Espírito, e habilitados a ficar  firmes na hora da tentação; ou, quando, fracassados, sejamos levantados novamente, recuperados da queda, e que façamos dela uso e proveito santos; que a nossa santificação e salvação sejam aperfeiçoadas, Satanás calcado aos nossos pés e nós inteiramente libertados o pecado, da tentação e de todo o mal, para sempre. 
II Cr 32:31; Jó 2:2,6; Pv 7:22; Sl 19:13;51:10,12;81:11,12;119:133; Mt 6:13;26:41; Mc 4:19; Lc 21:34; I Pe 1:6,7;5:8,10; Tg 1:14; Gl 5:17; Rm 7:18,19;8:28;16:20; I Tm 6:9; Jo 17:15; Hb 2:18;13:20,21; I Co 10:13; II Co 12:8; Ef 3:14-16;4:11,12; I Ts 3:13;5:23. 

196. O que nos ensina a conclusão da Oração do Senhor? 
A conclusão da Oração do Senhor, que é: “Porque teu é o reino e o poder e a glória para sempre. Amém”, nos ensina a reforçar as nossas petições com argumentos que devem ser derivados, não de qualquer mérito que haja em nós ou em qualquer outra criatura, mas de Deus; e ajuntar louvores às nossas orações, atribuindo a Deus, unicamente, a soberania eterna, onipotência e gloriosa excelência; em virtude do quê, como ele pode e quer socorrer-nos, assim nós, pela fé, estamos animados a instar com ele a que atenda aos nossos pedidos, e a confiar tranqüilamente que assim o fará. E para testemunhar os nossos desejos e certeza de sermos ouvidos, dizemos: Amem. 
I Cr 29:10-13; Jó 23:3,4; Jr 14:20,21; Dn 9:4,7-9; Mt 6:13; Fp 4:6; Ef 3:12,20,21; Lc 11:13; Hb 10:19-22; I Jo 5:14; Rm 8:32; I Co 14:16; Ap 22:20,21.